Bellingham virou lenda inglesa com atuação histórica no México
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Bellingham virou lenda inglesa com atuação histórica no México

A Inglaterra viveu uma noite inesquecível no Estádio Azteca. Com uma atuação de outro mundo, Jude Bellingham comandou a vitória por 3 a 2 sobre o México e garantiu a classificação para as quartas de final da Copa do Mundo de 2026. O meia do Real Madrid marcou duas vezes nos primeiros 98 segundos e mostrou por que já é considerado um dos maiores talentos da geração atual.

O jogo foi intenso desde o apito inicial. A Inglaterra saiu na frente com Bellingham, que aproveitou um contra-ataque rápido e abriu o placar. Menos de dois minutos depois, o mesmo Bellingham voltou a balançar as redes, mostrando frieza e precisão. A torcida mexicana, que lotou o estádio, ficou em silêncio. Era a primeira vez que o México perdia uma partida de Copa do Mundo em casa.

Virada dramática no Azteca

Apesar da vantagem inicial, a Inglaterra sofreu com a altitude da Cidade do México. O México reagiu e diminuiu o placar ainda no primeiro tempo com Julian Quiñones. No segundo tempo, Jarell Quansah foi expulso após uma entrada dura, deixando a Inglaterra com um a menos. Parecia que o sonho das quartas de final poderia acabar ali.

Mas o time inglês mostrou garra. Harry Kane empatou de pênalti aos 60 minutos, mas o México voltou a pressionar e empatou novamente com Raúl Jiménez. A partida ficou aberta e cheia de emoção. Foi nesse momento que a estrela de Bellingham brilhou ainda mais. Ele correu, pressionou, desarmou e criou jogadas. Sua dedicação inspirou o time inteiro.

A Inglaterra resistiu à pressão mexicana. Jordan Pickford fez defesas importantes, Anthony Gordon correu incansavelmente pelas pontas e os zagueiros John Stones e Dan Burn entraram e seguraram o resultado. No final, o 3 a 2 foi confirmado. Foi a maior vitória da Inglaterra em solo estrangeiro na história das Copas.

O jogo que definiu uma carreira

Bellingham completou 23 anos durante a competição e já vive um momento histórico. Ele se tornou o jogador mais jovem a disputar cinco grandes torneios pela Inglaterra. Contra o México, ele não só marcou duas vezes como também deu show de habilidade, resistência e liderança. Sua atuação foi comparada a lendas como Frank Lampard pela chegada à área, N’Golo Kanté pela garra na marcação e Andrés Iniesta pela técnica em espaços curtos.

Antes da Copa, havia dúvidas sobre sua titularidade. Alguns diziam que Morgan Rogers merecia a vaga. Outros questionavam se Thomas Tuchel realmente confiava nele. Depois de cinco jogos, com quatro gols e uma assistência, Bellingham calou todos. Ele já tem três prêmios de melhor em campo e briga pelo prêmio de melhor jogador da competição.

O meia viveu uma temporada complicada no Real Madrid por causa de lesões. Isso o afastou um pouco do centro das atenções globais. Mas no Azteca, ele lembrou ao mundo por que é um dos melhores meio-campistas do planeta. Sua intensidade, seu controle de bola e sua capacidade de decidir jogos grandes o colocam no patamar de ídolo da Inglaterra.

O legado que já está construído

Aos 23 anos, Bellingham já é uma lenda da seleção inglesa. Ele superou recordes de idade em diversas categorias e mostra maturidade rara para alguém tão jovem. Sua capacidade de jogar em alto nível mesmo com a pressão de um estádio lotado e hostil mostra caráter e talento.

A Inglaterra agora encara a Noruega nas quartas de final. O adversário tem Erling Haaland, velho conhecido de Bellingham do Real Madrid. O jogo será especial. Mas independentemente do resultado, o meia já deixou sua marca nesta Copa. Ele não é mais apenas uma promessa. É um dos principais nomes do futebol mundial.

A vitória sobre o México também quebrou um tabu. O México nunca havia perdido uma partida de Copa do Mundo no Azteca. A Inglaterra, com Bellingham inspirado, mudou essa história. Foi um jogo de alto nível técnico, emocional e tático. Os ingleses mostraram que podem competir com qualquer seleção, mesmo longe de casa.

O futuro é promissor

Thomas Tuchel montou o elenco pensando em momentos como este. Ele queria profundidade no banco e jogadores capazes de decidir jogos difíceis. Bellingham foi o destaque, mas todo o time merece elogios. A Inglaterra está nas quartas de final pela quinta vez consecutiva em grandes torneios. O sonho de uma nova estrela na camisa segue vivo.

Para Bellingham, o Mundial de 2026 pode ser o início de uma era dourada com a Inglaterra. Ele já é ídolo. Agora, quer ser campeão. O mundo do futebol assiste atento. Um jovem de 23 anos pode estar escrevendo seu nome entre os maiores da história do esporte.

A partida contra o México ficará marcada na memória dos torcedores ingleses. Foi o jogo em que Bellingham se tornou eterno. E a Inglaterra, mais uma vez, sonha alto. 

Foto: REUTERS.