Bia Haddad finalmente estreou no WTA 500 de Seul nesta terça-feira (17). No entanto, aquilo que já era observado há algum tempo ficou ainda mais claro: a brasileira não está bem. Perto do fim do jogo, a n.º 1 do Brasil passou mal, mas ainda não houve uma explicação oficial sobre o que aconteceu.
Sendo tratado como um mal-estar, a paulistana parecia estar com dificuldade para respirar. A situação pode, de fato, ser apenas física, já que teve longa viagem do Brasil para a Coreia do Sul. Mas estamos, há meses, vendo como Bia não está mais aproveitando suas partidas e parece estar sempre em sofrimento.

Bia Haddad sofre em quadra
Com uma temporada ruim, Bia Haddad perdeu nas quartas do SP Open e, assim como foi no ano, perdendo boas chances durante o jogo. O que mais aparenta é que a brasileira perde para si mesma, no aspecto mental dos confrontos. No duelo em Seul, aconteceu algo semelhante, abrindo 5/0 no segundo set e, então, sofrendo o susto e só fechando no 6/3.
Fernando Meligeni, em seu podcast com Fernando Nardini, comentou sobre o que viu da tenista em São Paulo: “Eu sou uma pessoa que vem cuidando, principalmente quando se fala do lado mental, mas o sofrimento dela está demais. Eu assisti ela contra a Zarazua. A Bia está sofrendo demais e tem que dar um basta neste sofrimento.”
“Ela tem uma carreira maravilhosa, pode ser que vire número 1 ou 10 do mundo, mas já ganhou dinheiro pra caramba, tem patrocinadores, é reconhecida, querida, amada, uma baita pessoa; mas para de sofrer. Estou falando de coração, nem sei se poderia, mas olhando de fora, parece um sofrimento muito grande.”
O ex-atleta continuou e conta que observou a brasileira ‘morta’ em quadra: “Bia está sacando lento, está se arrastando na quadra. E isso não é uma crítica, é uma constatação e uma preocupação. Me chamou atenção que ela tinha 1-0 no tie-break contra a Zarazua, e ela estava ‘morta’, mas não fisicamente, e sim porque ela estava carregando…”
Hoje, depois do confronto e do ‘mal-estar’ de Bia, Nardini usou suas redes sociais para reforçar a opinião do colega: “Acho que o jogo de hoje mostra bem explicitamente o nível de sofrimento da Bia, né? Dificuldade de seguir, de respirar… pânico. Basta ter um pouco de empatia e compaixão. Ela está sofrendo e dando a cara a tapa.”

É hora de descansar a mente
Esse sofrimento de Bia Haddad em quadra não é uma novidade, algo até reconhecido pela mesma no passado. No entanto, assim como é nas partidas, a paulistana não mostrou interesse em ‘desistir’. Mas é algo que precisa entender: cuidar de sua mente não é uma desistência.
Bia não tem que provar mais nada a ninguém. Com as conquistas que teve, a brasileira já é a terceira maior tenista do Brasil, ficando atrás apenas de Guga e Maria Esther Bueno. Isso não é um feito qualquer e não é uma temporada ruim que irá apagar isso. Se não está bem e precisa parar, pare.
Estar infeliz em quadra, mesmo com vitórias no caminho, não está deixando os fãs felizes. O que todos mais querem, pelo menos os que se importam com a tenista de fato, é vê-la bem. Que perca pontos pelo caminho, que caia no ranking da WTA, que fique sem jogar o tempo que for necessário.
O que realmente importa, nesse momento, é cuidar de si e de sua mente. As conquistar, os troféus, tudo fica de lado. E, quando voltar, caso queria também, que Bia Haddad volte bem consigo mesma.
Foto: João Pires/Fotojump



