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Bjorn Borg confia no 25º Grand Slam de Novak Djokovic; expectativa é realista?

Lenda do tênis, Bjorn Borg afirmou que Novak Djokovic é o melhor de todos. Em entrevista ao Sky Sports, o ex-tenista não hesitou em falar isso. Além disso, disse que Roger Federer e Rafael Nadal estão em segundo. Sem parar por aí, também acredita que o sérvio é capaz de vencer o 25º título em Grand Slam:

“Eu acho que da forma como ele está jogando, Djokovic é, para mim o melhor jogador que já atuou. E, então, em segundo lugar vem Federer e Nadal. Eles estão empatados. É incrível como ele consegue jogar esse tipo de tênis, 38 anos. Estou muito impressionado.”

Ao continuar, declarou: “Eu sei que ele quer ganhar o 25º Grand Slam. Eu espero que ele jogue por mais um ano, pelo menos o próximo ano, por causa do tênis que ele está jogando. Vai ser difícil com (Jannik) Sinner e (Carlos) Alcaraz e outros atletas também, mas, mesmo assim, ele pode vencer.”

Novak Djokovic venceu o 24º Grand Slam no US Open 2025. Foto: USTA

Novak Djokovic ainda pode vencer um Grand Slam?

Essa já não é uma discussão nova no mundo do tênis. Com 38 anos, o físico de Novak Djokovic o abandona em alguns jogos. Apesar da imensa qualidade que ainda tem em quadra, o ex-número 1 do mundo não tem conseguido sobreviver em alguns duros confrontos.

O próprio reconheceu que, em Grand Slams, já não consegue performar como antes. Principalmente contra o top 2 atual, Jannik Sinner e Carlos Alcaraz. É inegável que ambos tenistas estão alguns níveis acima dos rivais na ATP. Djokovic, mesmo com todo o seu conhecimento tenístico, não tem conseguido passar pelos dois nos últimos meses.

As semifinais de Roland Garros, Wimbledon e US Open são a prova disso. Nas três partidas, Nole enfrentou Sinner em Paris e na Inglaterra e Alcaraz em Nova York, perdendo por 3 a 0 nas três disputas. Em coletivas após os confrontos, falou sobre o físico e a dificuldade que enfrenta.

Novak sabe que em partidas de cinco sets e em torneios que vão além de uma semana, o seu corpo não mais acompanha sua mente. A questão é: contra outros adversários, o sérvio possui chances maiores. Se, hipoteticamente, não encontrar Jannik ou Carlos pelo caminho, as chances de ser campeão são boas.

Mas aí entra o problema: não parece ter, nesse momento, tenista que consiga bater de frente com o top 2. Nesses casos, diferente de Djokovic, a dificuldade dos outros atletas é na qualidade e não o físico. Só que como os dois estão dominando circuito, a chance de não passar por um deles é praticamente zero.

E isso diminui, e muito, na probabilidade do 24 vezes campeão de Grand Slam conquistar o 25º título.

Novak Djokovic congratulates Carlos Alcaraz following their US Open semi-final on Friday afternoon in New York.
No US Open 2025, Novak Djokovic perdeu na semifinal. Foto: Clive Brunskill/Getty Images

Conquista não é impossível, só improvável

Novak Djokovic ainda é capaz de conseguir bons resultados. Nessa temporada, o sérvio chegou na semifinal de todos os Grand Slams, o que mostra que sua qualidade em quadra ainda está ali. No entanto, já que enfrenta grande dificuldade contra Sinner e Alcaraz, precisaria contar com um pouco de sorte.

Se, por acaso, ambos forem eliminados antes de uma eventual partida contra o sérvio, as chances de vitória são grandes. Mesmo com o problema físico, Nole pode encontrar forma de vencer os outros tenistas do circuito. É claro, isso não é uma garantia, já que se trata de um esporte individual e outros fatores podem aparecer.

Contudo, Novak Djokovic já provou ser persistente, a conquista do 100º título mostra isso. Não seria uma surpresa encontrar uma estratégia diferente em 2026 para fechar sua carreira sendo campeão de um Grand Slam.

Foto: Divulgação/ATP Tour