Não há qualquer dúvidas que Novak Djokovic é um dos maiores tenistas da história. No entanto, o sérvio parece ter chegado a um ponto onde seu corpo já não acompanha mais o alto nível de seu tênis. E isso ficou evidente, mais uma vez, em um grande torneio.
Com 38 anos, o atleta já faz parte de um seleto grupo de tenistas com 100 títulos conquistados. O mais recente foi no ATP 250 de Genebra, quando derrotou Hubert Hurkacz. Mas esse é o ponto: se tratava de um torneio ‘menor’ dentro do circuito e não contava com muitos jogadores do top 10. Além do próprio Djokovic, só Taylor Fritz estava na disputa.
Nos dois últimos Grand Slam, Wimbledon e Roland Garros, Nole perdeu na semifinal e ambas para Jannik Sinner. No Masters 1000 de Miami, avançou para a final sem enfrentar um top 10, mas perdeu para Jakub Mensik, de apenas 19 anos. Já no Australian Open, chegou a derrotar Carlos Alcaraz nas quartas, só que precisou abandonar a semi por conta de uma lesão.
Seu físico, algo que é de extrema importância para um tenista, já não o acompanha mais. Algo reconhecido por Novak Djokovic após derrota na grama sagrada: “Não acho que seja má sorte. É só a idade, o desgaste do corpo. Por mais que eu cuide de mim, a realidade me atinge agora, no último ano e meio, como nunca antes, para ser sincero.”

100% não é suficiente
Era notável que, na semifinal de Wimbledon, Novak Djokovic não estava 100%. No entanto, mesmo se tivesse, como foi em Roland Garros, a impressão que passava é que não seria o suficiente para derrota o número 1 do mundo. O problema é que, quanto mais tempo dura um torneio, mas desgastado o sérvio fica.
E, para encarar Alcaraz e Sinner, os dois melhores tenistas da atualidade, é preciso entrar 100% bem. Com o ranking dos dois e de Nole são altos, os atletas só se enfrentam nas fases finais, quando já não está mais descansado. Na idade de Djokovic, seu físico não se mantém por tanto tempo, algo que o mesmo deixou claro em coletiva:
“É difícil para mim aceitar, porque sinto que quando estou descansado, quando estou em forma, ainda consigo jogar um tênis muito bom. Provei isso este ano. Quanto mais o torneio se prolonga, pior tem sido minha condição. Estou chegando às finais, às semifinais de todos os Grand Slams deste ano, mas tenho que jogar contra Sinner ou Alcaraz. Esses caras estão em forma, são jovens e estão prontos.”
Ao falar sobre o assunto, Novak chegou até mesmo a usar a expressão “tanque meio vazio” ao falar sobre enfrentar os tenistas mais jovens. A lenda do tênis sabe que seu 100%, nesse momento, não é mais suficiente para bater de frente com Alcaraz e Sinner.
Mas não só isso, ao pensar nas condições que os Grand Slam apresentam, tudo está cada vez mais complicado. Australian Open e US Open são quentes demais, enquanto em Roland Garros as partidas são muito longas. Em Wimbledon, há chance maior de encurtar os pontos, só que, ao enfrentar os dois grandes tenistas de hoje, isso já não surge tanto efeito.
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Aposentadoria de Novak Djokovic
Mesmo reconhecendo que seu físico decaiu com o tempo, Novak Djokovic ainda não deve se aposentar. Desde que Rafael Nadal e Roger Federer deixaram o circuito, há especulações de quando o sérvio irá parar de jogar.
Contudo, após a derrota para Sinner, o ex-número 1 já deixou avisado: “Espero que não seja minha última partida na quadra central. Não pretendo encerrar minha carreira em Wimbledon hoje. Pretendo voltar, com certeza, pelo menos mais uma vez.”
E, até que esse dia venha, é possível que Djokovic vença mais algum título em sua carreira. Não só isso, mas se tem alguém que pode fazer mágica e mostrar uma reviravolta é Nole.
Foto: Divulgação/ATP



