Brasil no pré-olímpico em Riga.
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Brasil é a única seleção do basquete masculino em Paris que não possui patrocínio na camisa

Nas Olímpiadas de Paris, teremos 12 seleções participantes no basquete masculino, todas contando com um grande investimento ou pelo menos algum patrocínio, exceto o Brasil. A falta de investimento preocupa, e mesmo assim a seleção conquistou sua tão sonhada vaga, mas há de se atentar na forma que irão conduzir o esporte após as Olimpíadas.

A seleção brasileira participou da Copa do Mundo de Basquete, e jogou o Pré-Olímpico para se classificar. Em todos os momentos, contando com um investimento bastante inferior a grande parte das seleções dos torneios. Para os quatro anos de ciclo olímpico, foram investidos R$ 18 milhões pelo COB, e para efeito de comparação, foram investidos 36 milhões de euros para o basquete na França, somente em 2019.

É necessário dizer que a situação financeira também pode prejudicar um time, caso esteja comprometida, pois jogar as competições internacionais gera custo, até mesmo para ter os jogadores disponíveis. Todos os obstáculos geram instabilidades, e quando é um problema estrutural, os jogadores precisam desdobrar esforços para se manterem focados.

Também deve ser pontuado sobre a necessidade de manter a atenção na transição para o próximo ciclo olímpico, e se teremos o basquete brasileiro, tratado com mais seriedade. O Brasil possui um patrocinador para suas camisas, porém, a marca está em atraso no pagamento, desde o começo de 2024, então não foi exposta na camisa para o Pré-Olímpico. Os salários dos funcionários, estão sendo pagos pelo presidente da CBB.

Todos as seleções que o Brasil enfrentou no pré-olímpico, tinham ao menos um patrocínio em suas camisas, sendo quase que critério básico para uma camisa dos dias atuais, visto a chance fácil de retorno financeiro. Somente para o pré-olímpico, a Letônia investiu cinco milhões de euros, visto que também foram um das sedes dos torneios.

Também há o caso do Canadá, onde tiveram investimento estatal de US$ 6 milhões. A seleção brasileira também não conta com dinheiro do Estado sendo investido, apontando para mais um fator que vira um descaso com o time. Do ponto de vista financeiro, estamos atrás para basicamente todas as seleções da Olimpíada.

Porém, mesmo com os problemas financeiros, ainda conseguimos ter nomes tarimbados, tanto no elenco, quanto na comissão técnica. Marcelinho Huertas irá para sua terceira olimpíada como jogador, aos 41 anos de idade. Tiago Splitter estará na sua primeira Olimpíada, como membro da comissão técnica do Brasil. Splitter já esteve nas Olimpíadas como jogador, em 2012.

Embora há jogadores experientes no elenco, também deveremos ter nomes mais novos, como Gui Santos, Yago, Lucas Dias, Bruno Caboclo. Os três últimos citados já não são tão novos, só que ainda tem longo futuro jogando, e jogarão a primeira Olimpíada deles.

Brasil volta para as Olimpíadas no basquete masculino, após 12 anos de jejum

A seleção brasileira não chegava numa Olimpíada desde 2012, quando os jogos foram disputados em Londres. Na ocasião, tínhamos nomes como Leandrinho, Tiago Splitter, Marcelinho Machado, Huertas, e Anderson Varejão. Chegamos ao 5° lugar naquela oportunidade, e não custa sonhar com um resultado igual para este ano.

Não temos três jogadores da NBA no nosso elenco, mas temos um jogador do Golden State Warriors (Gui Santos), temos nomes como Georginho de Paula, Yago dos Santos, Bruno Caboclo e Didi Louzada, que passaram pela NBA, seja por Summer League, seja estando no elenco regular de um time da NBA.

Temos nomes jogando em grandes times da Europa, e apresentamos um bom nível técnico no pré-olímpico. Em Paris, nosso grupo será formado com Alemanha, França e Japão, que são seleções emergentes nos últimos anos. O Japão jogará sua segunda Olimpíada seguida, após encerrar jejum que durava desde 1976.

A Alemanha é a atual campeã da Copa do Mundo de Basquete. França conta com nomes como Rudy Gobert, Victor Wembanyama, Evan Fournier, Nicolas Batum, e todos estes jogam na NBA. Não será nada fácil jogar contra estes times, só que também era difícil uma classificação para as Olimpíadas, então a adversidade não é uma novidade para a seleção brasileira.

FOTO: Divulgação/FIBA