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Brasileirão: 5 técnicos que chegam pressionados da 2ª rodada!

O Brasileirão encerrou sua segunda rodada neste último fim de semana e, apesar do campeonato ainda estar no início, alguns treinadores já começam a balançar em seus cargos. Essa é uma característica marcante da competição nacional — as trocas rápidas de comando técnico são comuns, podendo tanto mudar o rumo de uma equipe para melhor, quanto atrapalhar ainda mais sua trajetória.

Diante desse cenário, listamos cinco treinadores que não vivem seus melhores momentos com seus respectivos times. Alguns já vinham acumulando desconfiança desde os estaduais, o que reforça a tese de que há uma distância considerável entre as ideias propostas pelos técnicos e o que os elencos, de fato, conseguem entregar.

Brasileirão e seus treinados em apuros

1. Luis Zubeldía, do São Paulo

A caminhada de Luis Zubeldía no Brasileirão é problemática, principalmente pelo futebol que já vinha sendo apresentado no Paulistão. Apesar dos desfalques importantes, como Oscar e Lucas Moura, o treinador equatoriano não chega nada bem para esta terceira rodada do campeonato nacional. E ainda tem um duelo complicado pela Libertadores no meio de semana.

Nos últimos quatro jogos, o São Paulo foi eliminado pelo Palmeiras na semifinal do estadual, empatou com o Sport no MorumBIS na estreia do Brasileirão, conquistou uma vitória importantíssima sobre o Talleres, na Argentina, mas com mais sorte do que desempenho, e recentemente ficou no empate com o Atlético-MG em Minas Gerais.

Dependendo do que apresentar diante do Alianza Lima, nesta próxima quinta-feira, Zubeldía pode começar a ver o caminho da rua. Um fator que pesa ainda mais é o nome de Dorival Júnior, livre no mercado e cada vez mais citado como uma sombra real e temível para o técnico são-paulino.

2. Thiago Carpini, do Vitória

Assim como Zubeldía, a realidade de Thiago Carpini não é das melhores no comando do Vitória neste início de Brasileirão. O treinador não teve um começo de campeonato fácil, enfrentando o Juventude fora de casa e o Flamengo no Barradão. Com duas derrotas consecutivas, a pressão aumenta sobre o profissional que, até pouco tempo atrás, estava invicto.

Apesar de ainda vivo na Copa do Nordeste, o Rubro-Negro teve que se contentar com o vice-campeonato estadual, algo que frustrou bastante a torcida. Além disso, na estreia da Sul-Americana, o time empatou por 1 a 1 com a Universidad Católica, jogando em casa. Agora, o desafio será ainda maior: encara o Defensa y Justicia na Argentina, ao mesmo tempo em que tem o Atlético-MG pela frente no Brasileirão.

A sequência não é nada amigável. Carpini precisará fazer o Vitória voltar a jogar como em 2024, caso contrário, a pressão vai crescer ainda mais. Depois do Galo, o Leão encara o Fortaleza no Barradão e, na sequência, o Fluminense no Maracanã.

3. Gustavo Quinteiros, do Grêmio

Depois de um começo conturbado no Grêmio, Gustavo Quinteiros chegou a apresentar bons jogos no comando do Imortal. Porém, os problemas parecem ter voltado. A perda do título do Campeonato Gaúcho também pesa nesse processo de pressão sobre o treinador estrangeiro, que já deixou claro: precisa de tempo para implementar suas ideias.

A questão é, o Tricolor tem esse tempo para oferecer a Quinteiros?

Na estreia do Brasileirão, o time conquistou uma vitória importante ao derrubar o Atlético-MG, que vinha embalado pelo título do Mineiro. Apesar de não ter jogado melhor que os comandados de Cuca, o Grêmio foi efetivo nas chances que teve e balançou as redes duas vezes.

A equipe até venceu o Sportivo Luqueño fora de casa, por 2 a 1, mas tropeçou diante do Ceará. E é preciso destacar a superioridade do Vozão nesse confronto. Pedro Raul fez o que quis diante da zaga gremista, enquanto o Imortal mal conseguiu oferecer perigo aos donos da casa. Esse resultado acendeu um sinal de alerta na diretoria, que começa a olhar com mais atenção para o trabalho de Gustavo Quinteiros.

4. Fábio Carille, do Vasco

Zubeldía tem uma grande sombra nas costas, mas dá para dizer que Fábio Carille é o profissional com mais problemas no momento. Depois de ter ficado muito próximo de vencer o Melgar na altitude, pela Sul-Americana, o Vasco sofreu o empate e chegou sem o melhor dos ânimos para enfrentar o Corinthians, na Neo Química Arena.

Não é à toa que Carille optou por escalar um time misto, com apenas três titulares na segunda rodada do Brasileirão. Uma goleada parecia iminente, e ela veio: 3 a 0 para o Timão, que ainda teve chances de ampliar. Agora, o Cruzmaltino entra em campo com a obrigação de vencer o Puerto Cabello, em São Januário. Caso contrário, o treinador deve ser demitido.

Mesmo após a vitória na estreia contra o Santos, Carille não vive dias tranquilos no comando da equipe. E, para piorar, o nome de Dorival Júnior começa a ser observado com mais carinho pelos bastidores do Gigante da Colina. Considerando o cenário atual, não há outro treinador tão interessante disponível no mercado.

5. Pedro Caixinha

Para fechar essa lista de treinadores do Brasileirão em perigo, o nome de Pedro Caixinha precisa ser citado. A ausência de Neymar não é uma justificativa viável para as fracas atuações do Peixe neste início de temporada. Depois de ser derrotado pelo Vasco na estreia, o time tropeçou diante do Bahia com um time reserva neste último fim de semana, dentro da Vila Belmiro.

Os problemas defensivos estão cada vez mais evidentes, e até agora, Caixinha não conseguiu solucioná-los. Diante desse cenário, a pressão cresce sobre o técnico português, que pode ter o retorno do seu camisa 10 já na próxima rodada. Vale lembrar um ponto importante: enquanto contava com Neymar, o Santos mantinha uma boa campanha no Paulistão, a lesão foi um verdadeiro divisor de águas.

Em dois jogos de Brasileirão, o Peixe já sofreu quatro gols. E, além da defesa, o ataque também apresenta problemas. Mas, se a equipe conseguiu marcar dois gols contra o Bahia, talvez seja mais urgente olhar com atenção para o setor defensivo antes de repensar o sistema ofensivo.

Foto: Ruano Carneiro/GettyImages