A Copa do Mundo de 2026 ganhou seu primeiro grande protagonista. No dia 18 de junho, o Canadá massacrou o Qatar por 6 a 0 em Vancouver, em uma das atuações mais unilaterais da história do torneio.
Jesse Marsch e seus comandados não deram chances aos anfitriões da abertura e transformaram a partida em um verdadeiro passeio. Com 32 finalizações contra apenas duas do adversário, os canadenses mostraram superioridade absoluta e entraram para os livros de recordes.
A Opta Analyst registrou números impressionantes. O Canadá dominou 97,3% dos passes no terço final do campo, enquanto o Qatar teve míseros 2,7%. Foram 394 passes ofensivos contra 11. Os canadenses tocaram 97 vezes na área rival, o maior número da história dos Mundiais desde 1966. O Qatar, por sua vez, teve apenas um toque na área canadense em todo o jogo. Foi um domínio tão avassalador que o placar de 6 a 0 pareceu até modesto.
Jonathan David brilha e entra na história
O grande nome da noite foi Jonathan David. O atacante do Lille completou um hat-trick histórico e se juntou a Lionel Messi como os únicos jogadores com três gols em uma única partida nesta Copa. David foi implacável: aproveitou espaços, finalizou com precisão e liderou o ataque canadense com frieza. Seus gols simbolizaram a evolução de um país que, até pouco tempo atrás, era coadjuvante no cenário mundial.
Além de David, o Canadá contou com atuações coletivas impressionantes. O meio-campo ditou o ritmo, as laterais subiram com liberdade e a defesa quase não foi exigida. Ismaël Koné saiu lesionado, mas o time seguiu firme e implacável. A torcida canadense, que lotou o estádio, viveu uma noite inesquecível.
Domínio estatístico sem precedentes
Os números impressionam. O Canadá teve 32 finalizações, sendo 21 dentro da área. O Qatar acertou apenas duas, nenhuma delas perigosa. Foi a segunda maior diferença de finalizações em um jogo de Copa do Mundo. O field tilt de 97,3% mostra que o Canadá praticamente não deixou o Qatar respirar. Os anfitriões da abertura da Copa foram sufocados do primeiro ao último minuto.
Mesmo com dois jogadores a menos após as expulsões de Homam El Amin (33′) e Assim Madibo (53′), o Qatar não ofereceu resistência. O Canadá continuou pressionando e ampliando o placar. Foi uma lição de eficiência e intensidade. Marsch montou um time que joga com verticalidade, velocidade e precisão. O resultado foi uma das vitórias mais expressivas da história recente dos Mundiais.
Significado histórico para o Canadá
Essa vitória tem sabor especial. É a primeira vitória do Canadá em uma Copa do Mundo masculina. O país co-anfitrião, que nunca havia vencido um jogo no torneio, agora sonha alto. Com o resultado, o Canadá dá um passo gigante rumo às oitavas de final e mostra ao mundo que o futebol canadense cresceu.
Jonathan David, com o hat-trick, entra para a galeria de heróis nacionais. A torcida, que há anos acompanha o desenvolvimento do esporte no país, viveu um marco. A MLS, a seleção e o investimento em categorias de base começam a dar frutos. O 6 a 0 sobre o Qatar não foi apenas um resultado: foi uma declaração de intenções.
O que esperar do Canadá na Copa
Com essa atuação, o Canadá se credencia como surpresa positiva do torneio. O grupo ainda reserva desafios, mas o time de Marsch mostra maturidade tática e fome de vitória. A defesa sólida, o meio-campo criativo e o ataque letal formam um conjunto equilibrado.
A torcida canadense, que lotou estádios em Vancouver e outras sedes, merece celebrar. O país que sonhava em ser competitivo agora sonha com as oitavas, quartas e quem sabe mais. O 6 a 0 sobre o Qatar entra para a história como o marco de uma nova era.
O futebol canadense vive seu melhor momento. A vitória sobre o Qatar foi dominante, histórica e inspiradora. Agora é manter o ritmo e transformar o sonho em realidade. Les Rouges estão vivos e prontos para surpreender o mundo.
Foto: Ercin Erturk/Anadolu via AFP.