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Em estreia de Carlo Ancelotti, Brasil fica no empate contra o Equador

Na noite desta quinta-feira, 5, o Brasil enfrentou o Equador em Guayaquil na estreia de Carlo Ancelotti, em mais uma rodada das Eliminatórias da Copa do Mundo. O jogo, bem parado e sem muitas emoções, mostrou um pouco do que esperar da era o treinador italiano no comando da Seleção.

Seleção Brasileira na estreia de Carlo Ancelotti no comando (Foto: Rafael Ribeiro/CBF)
Seleção Brasileira na estreia de Carlo Ancelotti no comando (Foto: Rafael Ribeiro/CBF)

A primeira impressão que fica de Carlo Ancelotti no comando da Seleção Brasileira é que teremos mais organização em campo, e isso não significa mais gols. A postura dos jogadores no primeiro jogo ficou clara: equilíbrio defensivo. O Brasil não precisou ficar com a posse de bola, sendo uma equipe mais reativa do que um time que buscava dominar o jogo com a bola no pé.

A opção de Carlo Ancelotti foi um time diferente do habitual, com alguns nomes pouco conhecidos. Porém, o destaque ficou para o meio-campo. Casemiro, Gerson e Bruno Guimarães fizeram parte de um sistema focado em ter equilíbrio e eficácia na defesa, além de reforçar a marcação e a pressão sem a bola. E isso fez com que a criação ficasse prejudicada. Por conta disso, Vinicius Júnior e Estevão precisaram sem as “válvulas de escape” do Brasil.

Muitos lançamentos foram feitos, especialmente no primeiro tempo, devido a falta de criação ofensiva. Gerson era o jogador que se aproximava mais da grande área adversário e, mesmo assim, o meio-campista do Flamengo não participou tão ativamente da criação. Vinicius e Estevão tinham que se virar do jeito que dava. O lado positivo foi a marcação.

A pressão alta e a marcação defensiva podem ser o grande destaque da estreia do Brasil de Carlo Ancelotti. A Seleção conseguiu forçar alguns erros na saída de bola do Equador, porém não aproveitou. Além disso, quando a equipe perdia a bola, não demorava muito para a Seleção recuperar a posse, e méritos para o meio-campo.

No geral, a Seleção Brasileira de Carlo Ancelotti parece ser uma equipe com o “pé no chão”, tanto para o positivo quanto para o negativo. A formação levou em consideração o fato da Seleção estar atuando fora de casa, sendo mais reativa em campo, tentando responder ao que o adversário faria. Isso funcionou, porém pareceu que o Brasil respeitou demais o Equador, que pode ser considerado uma equipe inferior em diversos aspectos. A derrota não veio, mas a vitória também não.

O Brasil, agora em quarto na classificação, enfrentará o Paraguai na próxima terça-feira, 10.

Equador x Brasil (Foto: Rodrigo BUENDIA / AFP)
Equador x Brasil (Foto: Rodrigo BUENDIA / AFP)

O jogo

Os primeiros minutos do Brasil de Carlo Ancelotti foram marcados por intensa marcação na saída de bola do adversário, e a defesa parecia mais sólida e confiável do que nos últimos jogos. No ataque, a alta pressão dava resultados, com a Seleção conseguindo a posse de bola próximo a grande área do Equador.

Além disso, muita dificuldade em criar, até pela falta de um meio-campista ofensivo em campo. Por conta disso, muitos lançamentos para explorar a velocidade de Vinícius Júnior e Estevão foram feitos.

Com 15 minutos, a posse de bola era mais do Equador. A defesa brasileira dava conta, mesmo que os equatorianos tenham chegado mais perto de assustar do que a Seleção. Porém, a primeira grande chance foi brasileira.

Aos 21′, a pressão alta deu certo e Estevão roubou a bola perto da grande área do Equador. Gerson recebeu e serviu Vinicius Júnior, que parou em Valle ao chutar pressionado pelo defensor.

Estevão (Foto: Rafael Ribeiro/CBF)
Estevão (Foto: Rafael Ribeiro/CBF)

O Equador voltou com mais posse de bola do intervalo, mas sem criar nenhuma jogada mais aguda. Já o Brasil estava confortável sem a posse da bola, buscando explorar as fraquezas da transição ataque-defesa do Equador. Vinicius Júnior foi muito acionado na ponta, mas não tinha vida fácil, apesar de gerar alguns lances mais perigosos.

Com o decorrer do segundo tempo, o Equador achou mais espaços, principalmente pelas pontas, levando perigo ao gol de Alisson, mas nada concreto. Já o Brasil continuou com dificuldades no ataque, mesmo com as entradas de Matheus Cunha e Gabriel Martinelli.

Demorou bastante para que uma das seleções chutasse em direção ao gol. Vinicius Júnior recebeu na ponta e tocou para Gerson. O meia do Flamengo deixou a bola passar e Casemiro finalizou de primeira, da entrada da área, sem força, o que facilitou para Valle. Depois foi a vez de Alisson ser exigido, mas sem muitos problemas, em finalização de longa distância de Estupinan.

Já na reta final de partida, o jogo ficou pegado e o ritmo caiu bastante, já que estamos no final de temporada do futebol europeu. Mesmo os jogadores que atuam na América do Sul também sentiram a parte física.

Final: Equador 0 x 0 Brasil

(Foto principal: AFP)