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Automobilismo Fórmula 1

Carlos Sainz perde confiança no carro e expõe dificuldades da Williams em Austin

Carlos Sainz não escondeu a preocupação com o desempenho da Williams após uma sexta-feira complicada no GP dos Estados Unidos. No Circuito das Américas, em Austin, o espanhol terminou o primeiro treino livre na 19ª posição e fechou a segunda sessão em último, mais de 2s7 atrás de Charles Leclerc, da Ferrari, que liderou as duas atividades.

A situação foi ainda pior para Alex Albon. O tailandês enfrentou dificuldades para manter o carro na pista e também terminou o dia na última posição em uma das sessões, evidenciando os problemas enfrentados pela equipe britânica no calor do Texas.

O clima de frustração ficou evidente nas comunicações pelo rádio. Durante a atividade, Sainz descreveu o carro como uma “bagunça” e afirmou estar sem confiança ao volante. Depois do segundo treino livre, o espanhol reconheceu que a Williams terá muito trabalho pela frente e não espera uma mudança repentina de desempenho ao longo do fim de semana.

“Sabemos que estamos praticamente fora do radar neste ano e já estamos preparados para um fim de semana difícil. Vamos tentar aprender o máximo possível, o que pode nos dar informações para o futuro, mas não esperamos nenhum milagre para este fim de semana”, afirmou Sainz.

Williams tenta entender os problemas do carro

Questionado sobre a possibilidade de a equipe já estar concentrando esforços no desenvolvimento do carro de 2027, Sainz concordou que o trabalho para a próxima temporada é importante. No entanto, o piloto destacou que a prioridade imediata precisa ser compreender por que o modelo atual apresenta tantas dificuldades.

“Mais do que trabalhar em peças para o próximo ano, precisamos mapear corretamente o carro deste ano. Temos que entender por que ele está tão ruim. Assim, vamos descobrir o que precisamos fazer melhor para o próximo ano”, explicou.

A declaração mostra que a Williams pretende aproveitar as sessões restantes para identificar as limitações do equipamento. Em vez de buscar apenas resultados imediatos, a equipe quer reunir dados que ajudem a explicar a falta de competitividade e orientem as decisões técnicas para o futuro.

A dificuldade em encontrar equilíbrio também prejudica a confiança dos pilotos. Sem conseguir manter o carro na trajetória desejada, Sainz e Albon enfrentam obstáculos tanto para buscar voltas rápidas quanto para avaliar o comportamento do equipamento em condições de corrida.

Williams divide atenção entre o presente e 2027

Paul Williams, engenheiro-chefe de pista da equipe, também reconheceu que a sexta-feira teve um programa diferente do habitual, com parte do trabalho direcionada à coleta de informações para o futuro. “Passamos boa parte do dia aprendendo e olhando para o futuro, então vocês viram um programa um pouco diferente para nós no primeiro treino livre. O foco estava no desenvolvimento para o restante deste ano, mas principalmente para o próximo”, explicou.

O engenheiro ressaltou que a equipe precisa encontrar um equilíbrio entre melhorar o desempenho nas etapas restantes da temporada atual e preparar um carro mais competitivo para 2027. “Precisamos encontrar esse equilíbrio entre ter desempenho neste fim de semana e nas corridas restantes da temporada, mas também olhar para o rendimento do carro do próximo ano”, acrescentou.

Ritmo de corrida será prioridade em Austin

Apesar das dificuldades, a Williams aproveitou o segundo treino livre para analisar os dados e identificar oportunidades de evolução. Segundo Paul Williams, o Circuito das Américas oferece boas possibilidades de ultrapassagem, o que torna importante avaliar o desempenho com bastante combustível e o comportamento dos pneus em stints longos.

A equipe também precisa encontrar o ponto ideal entre a velocidade em voltas rápidas, com pouco combustível, e a consistência durante a corrida. Esses fatores serão fundamentais para definir a estratégia para domingo e entender onde o carro pode render melhor.

O objetivo, portanto, será extrair o máximo das informações coletadas em Austin, mesmo que as expectativas para o resultado imediato sejam limitadas. Com Sainz e Albon enfrentando dificuldades desde o início, a Williams terá de trabalhar intensamente para reduzir a desvantagem e evitar mais um fim de semana complicado na Fórmula 1.

Foto: (Reprodução/Fórmula 1)