Após superar uma séria lesão no joelho, o lateral-direito Dani Carvajal voltou a ser chamado para defender a seleção da Espanha nos dois primeiros compromissos das Eliminatórias da Copa do Mundo, marcados para o início de setembro, sob o comando do técnico Luis de la Fuente. A Fúria Roja enfrentará a Bulgária no dia 4 e, três dias depois, encara a Turquia, abrindo sua participação no Grupo E em busca de uma vaga para o Mundial de 2026, que será disputado nos Estados Unidos, México e Canadá. A chave ainda conta com a Geórgia, mas os espanhóis entram como grandes favoritos.
Fora dos gramados por meses, Carvajal também é lembrado por sua intensidade em treinos e jogos, muitas vezes demonstrando frustração quando o rendimento não corresponde à sua entrega. Agora, ele retorna ao time nacional, do qual havia se despedido em 8 de setembro, na vitória por 4 a 1 sobre a Suíça, em Genebra. Menos de um mês depois, uma grave lesão no joelho interrompeu sua trajetória, somando-se à baixa de Rodri. Embora a seleção tenha sentido os dois desfalques, houve certo alívio por não se tratar de ano de Copa, o que garantiu tempo de recuperação. Assim que possível, De la Fuente os reintegrou, mostrando confiança na importância de ambos.
O impacto da lesão foi tão grande que chegou a levantar dúvidas sobre a continuidade da carreira de Carvajal, que completará 34 anos em janeiro. No entanto, meses de dedicação e esforço devolveram ao jogador uma forma física surpreendente, a ponto de impressionar médicos e fisioterapeutas do Real Madrid. A seleção também reconheceu essa evolução. “Carvajal está de volta, e isso diz tudo”, afirmou Xabi Alonso após o duelo contra o Osasuna. Titular em Oviedo, o treinador já previa: “Ele quer vestir a camisa da seleção, e tenho certeza de que vai conseguir”.
As ausências de Rodri e Carvajal foram um baque para a Espanha, que perdeu duas referências técnicas e de liderança. Enquanto Zubimendi assumiu com firmeza o papel no meio-campo, confirmando-se como peça confiável após a Euro 2020, a lateral direita continuou sendo motivo de incertezas. Pedro Porro chegou a ter boas atuações na Nations League, assim como Mingueza, mas a sensação de fragilidade na posição persistiu, especialmente durante a Final Four de junho.
Superado o período difícil de recuperação, Carvajal encara agora dois grandes desafios na temporada. Pelo Real Madrid, pode alcançar um feito histórico: conquistar a Liga dos Campeões pela sétima vez, algo inédito no futebol. Prestes a iniciar sua 13ª campanha no torneio europeu, o lateral já soma seis títulos, empatado com Gento, Modric, Kroos e Nacho, mas é o único do grupo que continua em atividade.
Na esfera internacional, resta-lhe o título mais cobiçado: a Copa do Mundo. As edições nos EUA, Canadá e México representarão sua terceira participação. Em 2014, ficou fora da lista final de Del Bosque, que preferiu Azpilicueta e Juanfran. Em 2018, chegou debilitado após lesão na final da Champions contra o Liverpool e pouco atuou. Já no Catar, em 2022, participou apenas contra a Alemanha e jogou um tempo diante do Japão.
A virada veio na Eurocopa disputada na Alemanha, que marcou sua consagração definitiva. A Espanha teve em Carvajal um dos pilares defensivos durante toda a campanha até o título. Logo na estreia, contra a Croácia, em Berlim, o lateral balançou as redes, anotando seu primeiro gol em 51 jogos pela seleção. Pouco depois, em 5 de setembro, contra a Sérvia em Belgrado, foi capitão pela primeira vez. “É algo que vou carregar para sempre. Meus amigos sabem o quanto significa para mim”, declarou emocionado antes da partida no lendário Estádio do Maracanã. Agora, ele retorna com ainda mais força e motivação.

Carvajal mira protagonismo no Real Madrid e na seleção espanhola após retorno de lesão
Recuperado de uma grave lesão no ligamento cruzado anterior que o afastou dos gramados por quase dez meses, Dani Carvajal vive um momento crucial em sua carreira. O lateral-direito do Real Madrid não apenas voltou em grande forma, mas também busca reafirmar sua importância tanto no clube merengue quanto na seleção espanhola.
No time madrilenho, a concorrência aumentou com a chegada de Trent Alexander-Arnold, trazendo um novo nível de competitividade ao elenco de Xabi Alonso. Longe de se sentir ameaçado, Carvajal enxerga essa disputa como um estímulo positivo. Para ele, trata-se de um “problema bom” para o treinador, demonstrando confiança em sua capacidade de manter a titularidade. Além disso, tem valorizado a disciplina tática e a intensidade do novo estilo de jogo implantado por Alonso, baseado em pressão alta e ritmo acelerado.
Na seleção, seu retorno foi igualmente celebrado. Convocado por De la Fuente para os primeiros compromissos das Eliminatórias de 2026, contra Bulgária e Turquia, Carvajal chega com a missão de somar experiência e estabilidade à defesa espanhola. Campeão da Eurocopa de 2024 e da Nations League, o lateral reforça a ideia de que o segredo do sucesso espanhol está na coletividade: “Aqui, ninguém se coloca acima do grupo. É isso que nos fortalece”.
Ainda que enfrente a concorrência de laterais mais jovens, Carvajal aposta no peso de sua trajetória e na liderança dentro e fora de campo para seguir como referência. Aos 33 anos, ele reconhece que este pode ser seu último ciclo internacional e não esconde o desejo de disputar o Mundial de 2026 como titular absoluto.
Entre a rivalidade interna no Real Madrid e a luta por espaço na seleção, Carvajal demonstra que sua recuperação foi tanto física quanto mental. Mais do que voltar a atuar, ele quer provar que ainda pode ser decisivo nas duas equipes mais exigentes do futebol mundial.

Carvajal enfrenta disputa acirrada com Alexander-Arnold por vaga no Real Madrid
O retorno de Dani Carvajal após uma grave lesão trouxe não apenas confiança ao torcedor merengue, mas também um novo capítulo em sua trajetória no Real Madrid: a disputa direta por posição com Trent Alexander-Arnold. A contratação do inglês elevou o nível de competitividade no elenco comandado por Xabi Alonso, que agora conta com duas das principais referências mundiais para a lateral direita.
Capitão da equipe e símbolo de entrega, Carvajal soma seis títulos da Liga dos Campeões e atravessa um dos momentos mais sólidos de sua carreira. Aos 33 anos, ele se apoia em sua experiência, liderança e regularidade para manter espaço entre os titulares. Por outro lado, Alexander-Arnold chega de Liverpool com status de estrela, oferecendo características diferentes: maior contribuição ofensiva, visão de jogo apurada e qualidade nas bolas paradas.
Internamente, o duelo é visto como saudável. Xabi Alonso já afirmou que ter duas opções de elite amplia o leque tático do time, que busca conciliar intensidade defensiva e criatividade ofensiva. Carvajal, por sua vez, minimiza a concorrência e reforça o espírito coletivo: “É um bendito problema para o treinador. Quem joga, joga pelo Real Madrid, e isso é o mais importante”.
A disputa promete se estender ao longo da temporada, especialmente em competições de peso como a Liga dos Campeões. Para Carvajal, o objetivo é provar que, mesmo após lesão grave, segue sendo determinante. Para Arnold, trata-se da oportunidade de consolidar sua nova etapa em Madri e conquistar espaço em um dos maiores clubes do mundo.
(Foto: AFP)