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Catar vira o 31º país a receber o UFC; confira quem lidera a lista de países com mais eventos

O UFC chega ao Catar como o 31º país a receber um evento da organização. A marca que começou pequena, cercada de dúvidas e restrições legais, hoje circula pelo mundo com a confiança de quem se tornou uma potência global. Para entender esse caminho, vale olhar para as fases que moldaram essa expansão e como cada país ajudou a levantar o MMA para o patamar em que está.

Nos primeiros anos, quase tudo acontecia nos Estados Unidos. Não era uma escolha apenas de logística. Em boa parte do mundo, o MMA era visto como um combate sem regras, perigoso e sem controle. Nos anos 90, muitos estados americanos proibiam ou restringiam o esporte. Mesmo assim, ainda era mais fácil realizar eventos por lá do que tentar atravessar fronteiras. As dificuldades legais criavam um cerco apertado que deixou os primeiros cards concentrados em poucas arenas pequenas, com público curioso, mas distante do que o UFC sonhava construir.

A organização ainda buscava uma identidade. Não existia o formato atual de categorias, árbitros treinados e regras claras. O clima era quase experimental. Por isso países observavam com cautela. Comissões esportivas hesitavam. Governos barravam. Internacionalizar parecia impossível. Antes de crescer, o UFC precisava se estabilizar.

A expansão de eventos

Quando as regras unificadas foram implementadas e o produto ficou mais profissional, o UFC entrou em outra fase. A virada para os anos 2000 trouxe mais segurança jurídica, melhores contratos de TV e a entrada de investidores. Estados americanos começaram a legalizar o MMA. A imagem do esporte já não assustava tanto. Essa combinação abriu portas.

O primeiro grande parceiro fora dos Estados Unidos foi o Japão. Logo depois, o Canadá se abriu, com Montreal e Toronto se tornando focos importantes e ajudando a formar uma base sólida na América do Norte. Pouco depois veio o Reino Unido, colocando Londres e Manchester no mapa. A Europa começou a se abrir. O público respondia bem. As arenas lotavam. A sensação era de que o MMA finalmente tinha espaço para se espalhar.

Nada disso aconteceu por acaso. A organização vinha construindo credibilidade. Mostrava que entregava eventos seguros, profissionais e financeiramente atraentes. A partir daqui, cada novo país deixava de ser aposta e virava parte do plano de expansão.

A fase brasileira

Mesmo com raízes profundas no Brasil, o UFC demorou a estabelecer uma rotina de eventos por aqui. A mudança veio com força a partir de 2011, quando o UFC Rio marcou o retorno da franquia ao país. A noite foi um marco. A partir dela, o Brasil passou a receber cards frequentes, vários históricos, recheados de nomes como Anderson Silva, José Aldo, Minotauro, Shogun e tantos outros.

A torcida abraçou. As arenas lotavam com facilidade. A mídia nacional tratava cada card como um grande acontecimento. Não demorou para o Brasil se consolidar como o segundo país com mais eventos em toda a história do UFC. O país entregava mais que lutas. Entregava atmosfera. Entregava identidade. A fase brasileira virou peça chave da expansão global.

Nessa fase, várias cidades brasileiras conseguiram receber eventos do UFC, desde capitais, como Fortaleza, Belém e Brasília, até cidades do interior, como Jaraguá do Sul e Uberlândia.

O UFC global

Com o produto maduro, a organização entrou em um estágio de alcance mundial. Japão, Austrália, Suécia, China, México, Rússia e vários outros países passaram a entrar na rota anual. Em cada lugar, o UFC encontrava realidades diferentes. Na França, o esporte ficou proibido até 2020. Quando a porta abriu, a demanda acumulada explodiu. Em Abu Dhabi, o UFC encontrou apoio pesado, criando uma das parcerias mais sólidas fora dos Estados Unidos.

O octógono passou por Macau, Cingapura, Polônia, Holanda, Argentina, Uruguai e, mais recentemente, Azerbaijão, que se tornou o 30º país da lista. Agora o Catar vira o 31º. E esse número deixa uma mensagem clara: o UFC virou uma liga internacional no sentido completo da palavra.

O MMA deixou de ser visto como um combate sem regras. Virou esporte de elite. Virou atração capaz de movimentar governos, arenas e bilheterias em qualquer continente.

Confira o ranking dos países que mais receberam eventos do UFC:

  1. Estados Unidos (530)

  2. Brasil (41)

  3. Canadá (36)

  4. Reino Unido (30)

  5. Emirados Árabes Unidos (22)

  6. Austrália (20)

  7. Japão (9)

  8. China (8)

  9. México (8)

  10. Suécia (6)

  11. Alemanha (6)

  12. Singapura (6)

  13. França (4)

  14. Irlanda (3)

  15. Nova Zelândia (3)

  16. Rússia (3)

  17. Países Baixos (2)

  18. Polônia (2)

  19. Arábia Saudita (2)

  20. Coreia do Sul (2)

  21. Irlanda do Norte (2)
  22. Argentina (1)

  23. Azerbaijão (1)

  24. Chile (1)

  25. Croácia (1)

  26. República Tcheca (1)

  27. Dinamarca (1)

  28. Filipinas (1)

  29. Porto Rico (1)

  30. Uruguai (1)

  31. Catar (1)

(Foto: Divulgação/UFC)