Comemoração dos jogadores do Ceará nos minutos finais. Foto: Thiego Mattos/Pera Photo Press — Reprodução.
Futebol Brasileirão

Com um a menos, Ceará arranca empate no fim e Vasco segue próximo da zona de rebaixamento

O Ceará mostrou garra e resiliência para arrancar o empate do Vasco, pelo encerramento da 23ª rodada do Brasileirão 2025. Em São Januário, Philippe Coutinho, de falta, e Carlos Cuesta, fizeram os gols dos donos do Gigante da Colina, enquanto Antonio Galeano e Pedro Henrique empataram para o Vozão. Com resultado, o time de Fernando Diniz segue pressionado no campeonato nacional e perdeu a chance de ganhar duas posições na tabela, enquanto os comandados de Léo Condé mostraram novamente que são visitantes indigestos. Veja como foi a partida realizada neste domingo (14).

Para o confronto, o técnico Fernando Diniz precisou lidar com três desfalques importantes. Hugo Moura, suspenso, deu lugar a Robert Renan, recém-contratado nesta janela de transferências. Além dele, Tchê Tchê e Lucas Piton, que saíram lesionados na última partida contra o Botafogo, também foram baixas. Com isso, Matheus Carvalho assumiu o meio-campo na vaga do camisa 3, enquanto Puma Rodríguez substituiu o lateral-esquerdo.

Do outro lado, o Ceará, comandado por Léo Condé, contou com os retornos do zagueiro Willian Machado, que voltou após cumprir suspensão, do atacante Fernandinho e dos laterais Matheus Bahia e Rafael Ramos, ambos recuperados de lesão. No entanto, Lucas Mugni, Vinicius Zanocelo, Matheus Araújo e Lucca permaneceram na capital cearense. Na vaga do argentino, o treinador escolheu Paulo Baya, enquanto Lourenço foi quem ficou incumbido para atuar como armador.

Golaço para coroar os 100 jogos e Ceará reage rápido

Coutinho chegou no Vasco, com sete anos no clube. O cria da equipe, depois da volta, vive o seu melhor momento. Foto: Thiago Ribeiro/AGIF — Reprodução.
Coutinho chegou no Vasco, com sete anos no clube. O cria da equipe, depois da volta, vive o seu melhor momento. Foto: Thiago Ribeiro/AGIF — Reprodução.

 

O Vasco tomou a frente das iniciativas e predominou no campo ofensivo. Os primeiros minutos foram de muita intensidade vascaína, um indicativo de que o DNA de Fernando Diniz já está impregnado na equipe. Os anfitriões logo abriram placar, com um golaço de falta de Philippe Coutinho. Este foi um prêmio pelo bom início de jogo e também um presente para o ‘cria’ da Colina Histórica que comemorava 100 jogos defendendo o clube.

Porém, aquela pressão vista no começo acabou caindo por terra quatro minutos depois. Na bobeada de Matheus Carvalho, Paulo Baya arrematou e Antonio Galeano, atento no rebote, empatou o duelo. Um equívoco tremendo do meio campista, que custou muito da paciência dos torcedores presentes em São Januário. Além disso, a moral do camisa 88 não é boa, pois a atuação na última quinta, contra o Botafogo, foi muito criticada.

Conforme os minutos foram passando, o jogo ficou mais aberto e o Ceará começou a gostar do jogo. O ‘Vozão’ teve um bom momento no final do primeiro tempo e obrigou Léo Jardim a trabalhar em quatro ocasiões. Para ilustrar este equilíbrio, um número que chamou a atenção foi o número de finalizações para cada lado: 7.

No entanto, o placar saiu amargo para os vascaínos, que em um momento de predomínio, sofreram um empate. Além disso, a posse de bola foi maior para os comandados de Diniz, 68%.

Vasco aproveita a vantagem numérica e faz o segundo, mas Ceará empata em mesmo cenário

Pedro Henrique marcou o gol de empate aos 49 minutos do segundo tempo. Foto: Alexandre Durão/Zimel Press — Reprodução.
Pedro Henrique marcou o gol de empate aos 49 minutos do segundo tempo. Foto: Alexandre Durão/Zimel Press — Reprodução.

 

A etapa complementar não foi muito diferente da inicial. O Vasco começou em cima, mas com uma mexida no intervalo: Andrés Gómez entrou no lugar de Matheus Carvalho. Uma alteração própria para preservar o volante, que não fazia boa partida, mas também para colocar um toque de mais técnica naquele meio campo.

Nesta partida, como um todo, o Vasco demonstrou ter uma saída de bola muito bagunçada, algo que não condiz com os preceitos do “Dinizismo”. Só que a leitura foi perfeita do técnico vascaíno, que não pestanejou em sacar Lucas Freitas, no momento que o zagueiro havia acabado de ser punido com cartão amarelo. Na vaga dele, o comandante promoveu a estreia de Carlos Cuesta, colombiano e que não poderia ter uma noite melhor em São Januário.

O Ceará não conseguiu implementar a estratégia de jogo nos 45 minutos finais, principalmente porque aproveitava muito dos erros na saída de jogo dos rivais. A partir do momento em que Diniz ajusta os escapes, o Vozão passou a não ter mais com o que tirar proveito. Isto se não tornou pior quando Rodriguinho — que tinha acabado de entrar para fazer uma pressão nos zagueiros — foi expulso e complicou a vida dos visitantes.

Fernando Diniz novamente foi cirúrgico nas intervenções e promoveu mais uma substituição que mudou o rumo. Cauan Barros, jogador sofreu a falta que culminou na expulsão de Rodriguinho, foi sacado e David foi a campo. Embora tenha sido também uma troca por questões médicas — pois o meia sentia fortes dores na região do tornozelo —, ela foi, principalmente, uma mudança tática que colocou o Vasco pra frente.

Não demorou muito pro Vasco fazer o segundo gol. Na jogada ‘gringa’, Andrés Gómez cruzou e Carlos Cuesta fez o gol que explodiu a torcida no “caldeirão”. 2 a 1 para os cruzmaltinos e uma estreia dos sonhos do zagueiro. O volume de jogo do time da casa foi maior e até pensava-se que fariam o terceiro. Porém, nem tudo foi como se imaginava e, novamente, depois de uma bobeada da zaga, o Ceará chegou a igualdade. Pedro Henrique aproveitou a falha de Léo Jardim e deixou tudo igual a menos de dois minutos para o fim.

Além de ter sido gol do Ceará, foi também um gol de Léo Condé. As chances não eram as mais favoráveis para sair do Rio de Janeiro com o empate, mas a resiliência foi tamanha e todas as trocas surtiram o efeito desejado. Pedro Henrique, autor do tento da igualdade, entrou aos 39 minutos — no contexto de jogar com um a menos.

Deste modo, o certame terminou doce para os cearenses, enquanto para os vascaínos deixaram São Januário com a amargura. Fim de jogo: Vasco 2×2 Ceará.

Próximos jogos

O Vasco está na 15ª posição do Brasileirão 2025, com 23 pontos conquistados. São 33 gols sofridos e o Gigante da Colina perdeu a oportunidade de terminar a rodada na 13ª colocação. Na próxima partida, a equipe de Fernando Diniz fará o clássico contra o Flamengo, no Maracanã, no dia 21 de setembro (domingo), às 17h30 (de Brasília).

O Ceará chegou aos 27 pontos e está em 11ª lugar no torneio. A equipe de Léo Condé, chegou ao sexto empate e mantém-se na briga pela Copa Sul-Americana. O Vozão também fará um clássico, porém de ordem regional, contra o Bahia, pela 24ª rodada do Brasileirão. O jogo será no próximo sábado, às 18h30 (horário de Brasília), na Arena Castelão.

Ficha técnica da partida

Vasco 2 x 2 Ceará

Local: São Januário, Rio de Janeiro (RJ)
Data: Domingo, 14 de setembro de 2025
Hora: 20h30 (de Brasília)
Competição: 23ª rodada do Brasileirão 2025

Árbitro: Matheus Delgado Candançan (SP)
Assistentes: Neuza Ines Back (SP) e Daniel Paulo Ziolli (SP)
Quarto árbitro: Paulo Henrique Schleich Vollkopf (MS)
VAR: Jose Claudio Rocha Filho (SP)

Gols:

  • Vasco: Philippe Coutinho, 12’/1°T; Carlos Cuesta, 35’/2°T
  • Ceará: Antonio Galeano, 16’/1°T; Pedro Henrique, 49’/2°T

Cartões amarelos:

  • Vasco: Cauan Barros, 12’/2°T; Lucas Freitas, 19’/2°T
  • Ceará: Richardson, 27’/1°T

Cartão vermelho:

  • Ceará: Rodriguinho, 27’/2°T

Vasco: Léo Jardim; Paulo Henrique, Robert Renan, Lucas Freitas (Carlos Cuesta, 19’/2°T) e Puma Rodríguez; Cauan Barros, Matheus Carvalho (Andrés Gómez, no intervalo) e Coutinho (Lucas Oliveira, 40’/2°T); Rayan, Nuno Moreira (Paulinho Paula, 40’/2°T) e Vegetti. Técnico: Fernando Diniz.

Ceará: Bruno Ferreira; Fabiano Souza, Marcos Victor, Willian Machado e Matheus Bahia; Richardson (Fernando Sobral, 33’/2°T) e Dieguinho; Galeano (Pedro Henrique, 39’/2°T), Lourenço (Rodriguinho, 18’/2°T) e Paulo Baya (Fernandinho, 33’/2°T); Pedro Raul (Vina, 39’/2°T). Técnico: Léo Condé.

Créditos pela foto de capa: Thiego Mattos/Pera Photo Press — Reprodução.