Lutas UFC

Qual a chance de Ronda Rousey estar no card do UFC na Casa Branca?

Ronda Rousey retornou às manchetes esportivas por conta do UFC na Casa Branca, que promete o card mais estelar da história do Ultimate. Como para muitos “Rowdy” é a mais icônica lutadora da história do MMA feminino, a presença dela no evento começou a ser comentada, mesmo com ela negando qualquer participação.

Entretanto, os boatos de retorno ganharam força, Ronda postou em seu Instagram clipes de treinamentos, deixando os fãs ainda mais esperançosos. Entretanto, nas legendas das postagens, ela explicou os motivos de voltar a treinar.

“De oito semanas após ter um bebê e oito anos me afastando do MMA até oito meses após o parto e reencontrando meu amor por ele.”, começou Ronda.

“O primeiro clipe é da minha primeira sessão trabalhando com [o treinador AJ Matthews]. Eu estava superconsciente, envergonhada do quanto regredi e, honestamente, tentando ao máximo não fazer xixi nas calças dando socos tão logo depois de ter o bebê Pā’ū.”, seguiu.

“O segundo clipe foi ontem. Nunca ri ou sorri tanto no tatame como hoje em dia. Os últimos seis meses foram uma explosão, sinto que ainda tenho muito a crescer e, sem o peso do mundo sobre meus ombros, nada me segura.”, concluiu a ex-campeã do UFC e do Strikeforce, dando indícios de que uma volta não é tão impossível assim.

Ronda Rousey pode ser convencida a lutar na Casa Branca?

Desde sua última luta no UFC, em dezembro de 2016, quando foi brutalmente nocauteada por Amanda Nunes, Ronda Rousey se afastou do octógono e mergulhou em novos capítulos da vida: maternidade, WWE, cinema e agora, uma jornada pessoal de redescoberta física e emocional.

No entanto, esses rumores recentes sobre um possível retorno ao MMA foram reacendidos após a divulgação dos vídeos de treinos intensos e declarações nostálgicas sobre o esporte. Tudo isso coincidindo com os preparativos do UFC para o evento histórico na Casa Branca.

Apesar das especulações, Ronda foi direta: “Não vou lutar na p* da Casa Branca.”. Com essa frase, ela descartou qualquer envolvimento com o evento, mesmo que indiretamente tenha deixado a porta entreaberta para um possível retorno em outro contexto.

Hoje, Ronda é mãe de dois filhos, o mais novo nascido em janeiro de 2025, e parece estar priorizando a vida familiar, mesmo enquanto retoma gradualmente a forma física. Treinando ao lado de nomes como Cat Zingano, ex-rival, ela afirmou estar redescobrindo o prazer de praticar artes marciais.

Mas a simples ideia de um retorno de Rousey ao UFC já é suficiente para movimentar o universo do MMA. E, se ela realmente decidisse voltar, quem seriam as adversárias ideais?

Adversárias que fariam sentido para o retorno de Ronda

Ronda Rousey poderia lutar novamente contra Holly Holm em uma grande revanche
Ronda Rousey poderia lutar novamente contra Holly Holm em uma grande revanche (Imagem: Getty Images)

O nome de Cris Cyborg sempre esteve no imaginário coletivo. A luta entre as duas foi sonhada por anos, mas nunca se concretizou. Hoje, Cyborg está fora do UFC, e embora tenha manifestado interesse em finalmente enfrentar Rousey, a negociação é distante, logisticamente complexa e menos impactante do que teria sido em seus auges.

Duas outras opções surgem como mais prováveis e narrativamente poderosas. A primeira é Holly Holm, a mulher que tirou a invencibilidade e a aura intocável de Rousey em 2015 com um nocaute memorável. Uma revanche contra Holm teria apelo emocional, técnico e histórico. Ambas estão mais velhas, mais experientes, e o reencontro seria, sem dúvidas, um dos grandes eventos do MMA feminino.

A segunda possibilidade é Miesha Tate, rival de longa data, a quem Ronda venceu duas vezes em lutas marcantes. Uma trilogia contra Tate, que já sinaliza estar perto da aposentadoria, teria um caráter de encerramento digno para ambas.

No entanto, a pergunta que paira é: Ronda ainda tem algo a provar? Em termos de legado, não. Ela foi pioneira, abriu portas para as mulheres no UFC, dominou sua divisão por anos e transcendeu o esporte em popularidade. Seu impacto cultural é incontestável. Mas em termos pessoais, talvez haja uma chama interna que ainda a instigue. Um retorno bem-sucedido, contra um nome relevante, em uma ocasião marcante, poderia reforçar seu legado, mostrar que ela evoluiu desde as derrotas e que ainda pode competir com dignidade e técnica.

Por outro lado, um retorno precipitado ou mal planejado poderia manchar parte do que ela construiu. O tempo fora do octógono, as mudanças no esporte e a nova geração de atletas impõem um desafio enorme. O MMA feminino evoluiu em todos os aspectos: preparo físico, trocação, defesa de quedas, estratégias de luta. Ronda não pode mais confiar apenas em seu jiu-jitsu e no judô explosivo de outros tempos.

A realidade é que, por enquanto, a Ronda Rousey que vemos treinando não é a Ronda que voltará a lutar. É a Ronda que está se redescobrindo. Se essa redescoberta culminar em um retorno ao octógono, será com novas motivações e novas condições e, certamente, longe do gramado da Casa Branca.

(Imagem de capa:  John Locher/AP)