O Chelsea vive um momento preocupante na temporada 2025/26. Mesmo com a Premier League oferecendo cinco vagas para a próxima edição da Champions League, o time azul de Londres parece distante de garantir uma delas. Após 32 rodadas, o Chelsea ocupa a 6ª posição com 48 pontos, mas o desempenho apresentado em campo não inspira confiança para uma arrancada na reta final.
A tabela mostra um time irregular: 13 vitórias, 9 empates e 10 derrotas, com 53 gols marcados e 41 sofridos. A forma recente é ruim, com uma sequência de resultados negativos que inclui derrotas para times que não estão brigando no topo. Essa instabilidade tem sido a marca da temporada do Chelsea desde a chegada de Liam Rosenior.
Liam Rosenior e um trabalho que ainda não decolou
Liam Rosenior assumiu o comando em janeiro de 2026 com a missão de organizar o elenco e levar o Chelsea de volta à Champions League. Após pouco mais de 90 dias no cargo (21 jogos, 11 vitórias, 2 empates e 8 derrotas), o técnico inglês ainda não encontrou a melhor versão da equipe. O time alterna momentos de bom futebol com atuações apáticas, falta de intensidade e problemas defensivos recorrentes.
O Chelsea tem talento no elenco, mas não consegue transformar essa qualidade em consistência. Há excesso de individualidades e pouca conexão coletiva. Contra times bem organizados, o Chelsea sofre para criar chances claras e costuma ser vulnerável em transições rápidas. Essa fragilidade tem custado pontos importantes e colocado o time em risco de ficar fora da próxima Champions League.
A pressão sobre Rosenior é grande. Embora ainda seja cedo para um julgamento definitivo, os resultados não têm sido suficientes para garantir sua permanência na próxima temporada. A diretoria do Chelsea, conhecida por ser impaciente, pode avaliar que o trabalho não evoluiu como esperado. Sem uma arrancada forte nas últimas seis rodadas, o risco de Rosenior não continuar no cargo aumenta significativamente.
Por que o Chelsea deve ficar fora da Champions?
A luta por uma vaga na Champions League será acirrada. Arsenal, Manchester City, Manchester United, Aston Villa e Liverpool ocupam as posições à frente e mostram mais regularidade. O Chelsea precisaria de uma sequência quase perfeita para ultrapassar pelo menos dois desses times, o que parece improvável dado o nível atual de atuação.
Além da irregularidade, o Chelsea tem sofrido com lesões e com a adaptação de alguns reforços. O meio-campo muitas vezes fica exposto, e o ataque depende demais de momentos individuais. Sem uma identidade clara de jogo, o time tem dificuldade para impor seu ritmo contra adversários que propõem duelos físicos e táticos.
A torcida já demonstra insatisfação. Após anos de altos investimentos, o Chelsea esperava brigar no topo da tabela, não lutar por uma vaga incerta na Champions. O ambiente no Stamford Bridge não é dos melhores, e isso reflete diretamente no desempenho dentro de campo.
O torcedor do Chelsea pode sonhar numa arrancada?
Para ainda sonhar com a Champions League, o Chelsea precisa de uma transformação rápida. Liam Rosenior tem que encontrar uma formação mais equilibrada, aumentar a intensidade defensiva e melhorar a conexão entre os setores. Os jogadores também precisam mostrar mais comprometimento coletivo, deixando de lado atuações individuais que não têm levado a resultados consistentes.
No entanto, o cenário mais realista é que os Blues terminem a temporada fora do G5. A distância para o 5º colocado (Liverpool) é de quatro pontos, mas o desempenho atual não sugere que o time consiga sustentar uma recuperação convincente.
O trabalho de Liam Rosenior ainda não convenceu. Sem uma guinada significativa nas últimas rodadas, o Chelsea corre sério risco de ficar fora da Champions League pela segunda temporada consecutiva. A torcida merece mais do que oscilações e atuações abaixo do esperado. O clube precisa de estabilidade e de um projeto claro, algo que no momento, parece distante.
A reta final do Brasileirão (Premier League) será decisiva. Se o Chelsea não conseguir elevar seu nível, a temporada 2025/26 será mais uma para ser esquecida.
Foto: Chelsea F.C

