O Chelsea enfrentou o Palmeiras em um jogo que a análise prévia acreditava em equilíbrio, mas o que se viu foi os Blues bem melhores no primeiro tempo e o Verdão igualando as ações no segundo até o gol inglês.
Após isso, o Chelsea ainda teve chances de ampliar, enquanto o Palmeiras se perdeu em campo e mereceu a derrota, terminando o sonho do mundial para o Verdão.
Taticamente, Cole Palmer teve muita liberdade para flutuar, atuando entre o meio-campo e a zaga do Palmeiras, no segundo tempo, com a entrada de Madueke, os ingleses forçaram o jogo pela esquerda e o gol da vitória acabou saindo por lá, mas num lance infortuito.
A manutenção da posse de bola e o controle do meio-campo por parte de Enzo Fernández, foram primordiais para o Chelsea, enquanto o Palmeiras sentiu falta de um Richard Rios mais atuante e de um meio mais robusto do Verdão, que perdia numericamente ali por atuar muito atrás.
Desta forma, mesmo com um segundo tempo decente, o Palmeiras foi melhor em poucos momentos, sucumbindo a um adversário mais encorpado, compactado e ofensivo.
Com a vitória, o Blues enfrentarão o Fluminense como favoritos. Entretanto, o patinho feio tricolor era azarão contra Borussia Dortmund e Inter de Milão e não perdeu para nenhum dos dois. Não dá para apostar contra o Fluzão.
Já pelo lado palestrino, fica o gosto amargo da derrota e das gozações dos rivais por nunca ter conquistado um título mundial, mas também é bom dizer que o Verdão valorizou sua marca, enriqueceu seus cofres e segue como uma enorme potência sul-americana.
Confira como foi a derrota palmeirense, que culminou na eliminação do time paulista perante o Chelsea.

Domínio total dos Blues
O Palmeiras iniciou com as linhas altas, mas logo o Chelsea passou a manter a bola no ataque. Cole Palmer, aos três minutos, já experimentou bem o goleiro Weverton.
A partir daí o jogo tomou forma com os Blues tentando construir as jogadas de ataque na base do toque de bola e projeção, enquanto o Verdão queria explorar os contra-ataques na base da velocidade de seus jovens jogadores.
A opção de dar a bola para o Chelsea era arriscada e, rapidamente, aos 16 minutos, Cole Palmer recebeu sozinho, na frente da área, partiu para cima dos dois zagueiros palmeirenses e bateu rasteiro, no canto de Weverton para abrir o placar.
Depois do gol os ingleses continuaram pressionando e criando oportunidades, atacando com trocas de passes rápidos que dificultavam muito para a defesa verde. O Palmeiras ficava um pouco perdido porque quando atacava, dava espaço e sofria bastante na marcação.
O tempo passava e o Chelsea seguia superior, tentando chegar no gol de pé em pé. Em uma dessas subidas, Nkuku, sozinho, isolou uma chance clara de gol. O Palmeiras precisava se organizar melhor, pois parecia um pouco perdido em campo.
Quando o duelo estava mais morno, o Palmeiras criou sua grande oportunidade no primeiro tempo. Aos 41 minutos, Estevão recebeu na direita, foi para cima de Cucurella e cruzou no segundo pau para Vanderlan, que cabeceou sozinho nas mãos de Sanchez.
Depois disso, o jogo seguiu com os ânimos acirrados, entradas mais fortes e ninguém criou mais nada, com o primeiro tempo terminando com o Chelsea na frente, merecidamente.
Verdão melhora, mas Chelsea vence
O Palmeiras voltou para o segundo tempo tomando conta do campo de ataque, colocando o Chelsea para atrás e se impondo no jogo finalmente.
E, aos oito minutos, Estevão recebeu na direita, fez ótima jogada e bateu sem ângulo, matando o goleiro Sanchez para marcar um golaço que empatava a partida.
Após o empate, o Palmeiras não mudou de postura, se mantendo com uma postura ofensiva, embora o Chelsea ficasse mais com a bola.
Só que logo os Blues adiantaram mais as linhas e passaram a pressionar mais, ganhando uma sequência de escanteios, porém, não conseguindo finalizar com perigo. Enquanto isso, o Palmeiras tinha condições de contragolpear, mas faltava encaixar o último passe.
Na metade do segundo tempo o jogo seguia pegado, mas as alterações de Abel Ferreira, com Paulinho e Maurício entrando, tornaram o Verdão mais perigoso, levando mais preocupação para os defensores do Chelsea, que não inspiravam confiança.
Conforme o tempo passava o duelo ficava cada vez mais tenso e aberto, com o Chelsea em cima do Palmeiras, que tinha o contra-ataque como arma. Só que aos 37’, após mais um escanteio para os Blues, Gusto bateu cruzado e a bola desviou em Giay e matou Weverton, anotando o segundo gol dos ingleses.
Dois minutos após sofrer o gol, o Palmeiras esteve próximo do empate, com Paulinho recebendo na esquerda e batendo com perigo. Isso era a premissa de que o Verdão “cairia atirando”.
Só que mesmo querendo o empate, o Verdão não demonstrou forças para buscar o empate e, nos acréscimos, quase levou o terceiro, com Madueke batendo e Weverton defendendo para a bola bater na trave depois. No lance seguinte, foi a vez de João Pedro forçar o goleiro do Palmeiras a fazer ótima defesa.
E assim, o Chelsea, merecidamente, demonstrando um futebol bem mais agudo e consistente, se classificou para jogar a semifinal da Copa do Mundo de Clubes contra o Fluminense. Enquanto isso, o Palmeiras deixa o Mundial de Clubes nas quartas de finais.
(Imagem de capa: Luke Hales/Getty Images)