Nesta segunda-feira (27), os noticiários especializados em lutas nos Estados Unidos divulgaram que Chris Weidman, ex-campeão peso-médio do UFC, recém-aposentado no Ultimate, assinou com a Global League, uma liga de artes marciais mistas que conta com dezenas de veteranos do maior evento de MMA do mundo, como os também ex-campeões Luke Rockhold, Tyron Woodley, Benson Henderson, Frank Mir, Andrei Arlovski, Rashad Evans, Anthony Pettis, Holly Holm, Junior Cigano e Renan Barão.
Weidman chegou a declarar que ainda tem lenha para queimar e entrou na GFL disposto a vingar algumas derrotas como as para Luke Rockhold e Uriah Hall, já que esta Liga repleta de veteranos dá a possibilidade de revanches que o UFC não daria.
Aos 40 anos, fazer parte de uma liga com lutadores mais experimentados pode ter sido a direção certa para a carreira de Weidman, entretanto, o “All American” poderia ter se mantido no UFC, mas será que ele teria condições de ainda competir no principal evento do mundo?
Chris Weidman é sombra do lutador que já foi
Chris Weidman ficou conhecido por destronar Anderson Silva após o brasileiro ter batido o recorde de defesas de cinturões do UFC. Depois do triunfo que chocou o mundo, Weidman venceu novamente o Spider, Lyoto Machida e também Vitor Belfort.

O “hype” em volta do nome de Chris Weidman era gigante, mas no dia 12 de dezembro de 2015, no UFC 194, Weidman perdeu o cinturão para Luke Rockhold e, de lá para cá, o All American lutou mais 10 vezes no Ultimate, com três vitórias e sete derrotas, algo bem irregular para um ex-campeão que se manteve invicto por 13 combates na carreira.
Após perder para Rockhold, o mental de Weidman teve uma queda brusca e o físico também não foi mais o mesmo, se agravando com a perna quebrada diante de Uriah Hall. Quando todos acharam que ele estava acabado, Chris Weidman lutou outras três vezes, sendo derrotado em duas oportunidades, a última delas para Eryk Anders, por nocaute, que decretou o fim da carreira do All American no UFC.
A decisão de deixar o Ultimate foi extremamente acertada, já que Chris Weidman colecionou derrotas, sendo a última para um lutador tecnicamente bem inferior, o que mostra que se o ex-campeão seguisse no Ultimate, seria mais para “sujar” o cartel com reveses para atletas não ranqueados.
Weidman no GFL é mais uma grande atração para esse evento que paga bem e tem lutadores que vendem bastante, numa junção que pode ser prolífica para todos, desde atletas, até promotores e o público. A curiosidade em relação a essa temporada da Global Fighters League é altíssima. Vamos acompanhar.
*Imagem: Chris Unger/Zuffa LLC