Colômbia x RD Congo - Copa do Mundo de 2026
Futebol Copa do Mundo

Colômbia insiste e vence RD Congo com banco de reservas decisivo; Confira as impressões da partida

A Colômbia conquistou sua segunda vitória e segue invicto na atual edição da Copa do Mundo, ao vencer por 1 a 0 a República Democrática do Congo, em duelo disputado no Estádio Akron, em Guadalajara. O resultado magro não reflete totalmente o volume de jogo dos sul-americanos, mas foi o suficiente para deixar a Colômbia isolada na liderança do Grupo K. Por outro lado, os Leopardos permaneceram na terceira colocação com apenas um ponto, ligando o sinal de alerta para a rodada decisiva.

Além de consolidar a boa fase da equipe comandada por Néstor Lorenzo, a partida serviu para mostrar a resiliência e a profundidade do elenco colombiano. Diante de um adversário que ofereceu dificuldades à seleção portuguesa, os Cafeteros precisaram insistir até o fim, superando inclusive os vários gols anulados pela arbitragem. A Colômbia soube controlar o ritmo do jogo, mas ainda precisa acertar detalhes no ataque. 

A seguir, quatro impressões que ficaram da vitória da Colômbia sobre a República Democrática do Congo.

A insistência colombiana venceu o drama dos gols anulados

O volume ofensivo da Colômbia foi evidente desde o apito inicial. A equipe buscou o gol desde o início, explorando finalizações de longa distância com James Rodríguez e Mojica, além de jogadas em velocidade com Luis Díaz. Porém, a seleção colombiana, além de ter enfrentado um goleiro inspirado, já que Mpasi fez uma grande partida, faltou precisão para as arrancadas e posicionamento dos jogadores, já que caíram na linha de impedimento diversas vezes ao longo do jogo. 

Foram três gols anulados ao longo dos 90 minutos. Logo aos 5 minutos, Muñoz balançou as redes em posição irregular. No segundo tempo, em um intervalo de poucos minutos, Luis Díaz teve dois golaços invalidados, sendo um por falta no defensor e outro por impedimento após um chute no ângulo. Em torneios curtos como a Copa do Mundo, esse tipo de cenário costuma gerar um desgaste mental na equipe. A maturidade da Colômbia se mostrou justamente na capacidade de não se desestabilizar emocionalmente e manter a pressão até encontrar o gol legal.

As substituições de Néstor Lorenzo mudaram o rumo do jogo

Quando o desenho tático inicial começou a encontrar sinais de esgotamento e a defesa do RD Congo oferecia dificuldades para a Colômbia, o banco de reservas foi fator crucial para mudar o rumo do jogo. Percebendo a necessidade de renovar o fôlego e a criatividade do setor ofensivo, Néstor Lorenzo promoveu as entradas de Juan Fernando Quintero e Jhon Córdoba.

A leitura do treinador da Colômbia se provou perfeita no lance que decidiu o jogo. Quintero, com sua refinada visão de jogo buscou o passe em direção à área. Ali, a presença física de Jhon Córdoba ao usar o corpo e fazer o pivô foi determinante para que a defesa adversária não cortasse a bola, abrindo caminho para que ela chegasse ao Muñoz, que colocou no fundo do gol. O lance consolidou as substituições feitas por Néstor Lorenzo. 

A solidez defensiva anulou as transições do RD Congo

Se no ataque a Colômbia precisou de paciência, na defesa não passou tantas dificuldades. A República Democrática do Congo apostava em um jogo de transições rápidas para surpreender os colombianos. Mas, os contra-ataques africanos raramente se concretizaram de forma perigosa, muito em função do encaixe defensivo quase perfeito dos colombianos no meio-campo e nas recomposições, principalmente nas pressões feitas nos portadores da bola.

A República Democrática do Congo até chegou a assustar, porém menos do que se esperava. Depois da partida contra Portugal, foi colocada uma expectativa maior na equipe. Pelo lado da seleção da Colômbia, essa consistência lá atrás dá a estabilidade para o ataque.

O primeiro objetivo foi cumprido, mas o grande teste será contra Portugal

A seleão colombiana fez o que se esperava dela na partida, propondo o jogo, criando as melhores oportunidades e somando os três pontos para encaminhar a vaga. A vitória magra valoriza a competitividade da República Democrática do Congo, que se mostrou um time duro de ser batido e que venderá caro a partida diante do Uzbequistão.

Para os comandados de Néstor Lorenzo, a liderança isolada traz a vantagem de jogar pelo empate na última rodada da fase de grupos. Apesar disso, a partida contra a seleção de Portugal será a mais difícil para os colombianos, sendo o confronto entre as duas melhores equipes do Grupo K. Em caso de vitória sobre Portugal, poderá demonstrar que a Colômbia pode surpreender ainda mais na Copa do Mundo de 2026. 

Créditos da foto de capa: Reprodução/X/@CONMEBOL