Khamzat Chimaev
Lutas UFC

Como Khamzat Chimaev está respondendo às dúvidas sobre o seu físico e seu futuro?

Faltando poucos dias para o UFC 319, marcado para 16 de agosto no United Center, em Chicago, as atenções se voltam para o principal duelo da noite: o atual campeão dos médios, Dricus Du Plessis, encara o imbatível Khamzat Chimaev, o “Borz”.

No entanto, o que deveria ser apenas tensão esportiva se transformou em uma série de questionamentos sobre o futuro da carreira de Chimaev — e sobre sua real condição para enfrentar um campeão resiliente e perigoso.

Aposentadoria e físico sob suspeita para Chimaev

Nos bastidores, circulou a hipótese de uma aposentadoria pós-UFC 319. Boatos alimentados por comentários de colegas e insinuações de que Chimaev precisaria apenas conquistar o cinturão para encerrar sua trajetória. Mas o próprio lutador descartou essa ideia de forma enfática.

Em entrevista à ESPN MMA, Chimaev foi direto: “Eu preciso de dinheiro, mano. Isso não basta — não é o bastante para parar.”

Além disso, revelou planos ambiciosos, como se tornar triple champion — ostentar títulos nas categorias dos médios, meio-médios e até mesmo dos meio-pesados. A aposentadoria, ao que tudo indica, segue distante.

No entanto, a maior preocupação em torno do checheno sempre foi sua resistência, sobretudo em lutas que se estendem após o primeiro round — como ocorreu com Gilbert Burns e Kamaru Usman. Críticos apontam que seu ritmo cai drasticamente nesses momentos decisivos.

Para reverter essa imagem, Chimaev trouxe para seu camp de treinos o renomado preparador físico Sam Calavitta, famoso por métodos rigorosos e responsáveis por sucessos como o de TJ Dillashaw. O resultado, segundo seu treinador Joakim Karlsson, é que Chimaev está agora em “outro nível” de condicionamento.

Mesmo assim, o adversário continua cético. Du Plessis, em entrevista recente, demonstrou frieza sobre os supostos avanços do rival: “Bom para ele, fez o que precisava. Mas isso é o que eu venho fazendo há anos.”

As dúvidas com Chimaev vão além do preparo físico. Seu histórico de lutas canceladas — seis lutas marcadas e desiludidas ao longo dos últimos anos — reforça a preocupação em torno de sua saúde. Até mesmo sua rivalidade com Paulo Borrachinha gerou rumores de aposentadoria após vitória, alimentando teorias sobre pressões externas e fragilidades físicas.

A consistência de Du Plessis, por outro lado, é um contraponto direto. Campeão sem cancelamentos, ele defende o cinturão com regularidade e segue ativo no UFC, mostrando durabilidade e estabilidade — uma base de respeito que ele próprio enfatiza ao rebater provocações de Chimaev nas redes.

Expectativas para o confronto

No UFC 319, o campeão du Plessis vai para sua terceira defesa de cinturão. O sul-africano já deixou para trás nomes como Sean Strickland e Israel Adesanya, comprovando seu valor. Ele encara Chimaev como o rival mais duro até agora e promete uma luta frenética em busca de finalizar o combate — não apenas resistir ao ritmo alucinante do desafiante.

O clima de subestimação, segundo ele, pode se voltar contra Chimaev. “Vocês vão ver o boogeyman entrar no octógono e perceber que há apenas um boogeyman — e esse sou eu.”

No entanto, o próprio Du Plessis mostrou certo cansaço em lutas que duraram mais tempo. O sul-africano foi completamente dominado por Adesanya, e, antes de achar a finalização no quarto round, mostrava problemas com o gás. Mesmo assim, ele foi pelo menos testado em lutas desse tipo, enquanto Chimaev encerra seus confrontos muito cedo, o que é bom por um lado, mas também quer dizer que ele nunca foi realmente testado nessa situação.

Enquanto Du Plessis vive sua era de estabilidade e confiança, Chimaev traz a aura de invencível, mas com seus fantasmas próprios — lutas desfalcadas, saúde instável, resistência em dúvida. Se vencer, escreve um lugar na elite histórica. Se cair, pode acender alarmes sobre sua continuidade no MMA.