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Concordamos com Ronda Rousey: Dana White é a alma do UFC

Ronda Rousey não luta no UFC há quase uma década, mas mantém uma relação próxima com Dana White até hoje. O CEO do UFC fala com entusiasmo sobre a ex-campeã peso-galo e membro do Hall da Fama, e ela frequentemente retribui o elogio sempre que o nome dele surge.

Aliás, Rousey acredita que White é o coração pulsante do UFC e que o dia em que ele decidir se aposentar será o dia em que a organização poderá perder a posição de número 1 em todos os esportes de combate.

“Acho que sem o Dana, a alma do UFC se perde”, disse Rousey sobre o UFC em entrevista a Bert Kreischer em seu podcast. “Eu o amo muito.”, seguiu.

“Quando o Dana se aposentar, acho que o título de organização dominante do MMA estará em aberto. Acho que o Dana é a chave. Sem ele, são apenas três letras.”, continuou.

“Quando o Dana se aposentar, acho que o título de organização dominante do MMA estará vago. Acho que o Dana é a pessoa certa. Sem ele, são apenas três letras.”, reforçou Ronda.

É difícil questionar a influência de White no esporte, depois que ele se uniu a Lorenzo e Frank Fertitta para comprar a organização em 2001 por cerca de US$ 2 milhões, antes de transformar o UFC em uma empresa que acabou sendo vendida para a Endeavor por mais de US$ 4 bilhões.

A empresa agora está avaliada em mais do que o triplo desse valor e recentemente fechou um acordo gigantesco de US$ 7,7 bilhões para transferir os direitos de transmissão do UFC da ESPN para a Paramount em 2026.

Dana White e Ronda Rousey cultivam grande amizade
Dana White e Ronda Rousey cultivam grande amizade (Imagem: Getty Images)

Dana White fez o UFC se tornar o que é hoje

Dana White é amplamente reconhecido como a alma do UFC, não apenas por ocupar o cargo de presidente desde 2001, mas porque foi ele quem deu forma, identidade e direção à organização que hoje é sinônimo de MMA no mundo.

Quando assumiu o comando, o Ultimate Fighting Championship estava à beira do colapso. A empresa, comprada por apenas 2 milhões de dólares pelos irmãos Lorenzo e Frank Fertitta, tinha má reputação e pouco apelo comercial. Dana, que na época era empresário de lutadores e amigo de infância dos Fertitta, convenceu-os a investir no negócio e assumiu a presidência com uma visão clara: transformar o UFC de um espetáculo marginalizado em um esporte legítimo e globalmente respeitado.

Sob sua liderança, o UFC passou por uma das maiores reviravoltas da história do entretenimento esportivo. White entendeu que o sucesso dependia de profissionalização, regulamentação e marketing agressivo. Ele trabalhou intensamente para que o MMA fosse aceito por comissões atléticas estaduais nos Estados Unidos, adotando regras de segurança, categorias de peso e estrutura de luta mais controlada.

Esse processo de institucionalização foi decisivo para que o esporte ganhasse legitimidade e visibilidade, abrindo portas para contratos de transmissão e patrocínios que até então pareciam impossíveis.

A genialidade de Dana White também se revelou na forma como ele transformou a UFC em um produto de mídia. O lançamento do reality show The Ultimate Fighter, em 2005, foi o ponto de virada: o programa exibido pela Spike TV apresentou os bastidores do esporte, humanizou os lutadores e conquistou o público americano. O sucesso foi tão grande que salvou financeiramente a organização e consolidou o UFC como entretenimento de massa.

A partir daí, a marca cresceu exponencialmente, chegando a centenas de países e a milhões de fãs. Além de gestor, Dana White é o rosto e a voz do UFC. Seu estilo direto, por vezes polêmico e provocador, combina perfeitamente com a natureza intensa e competitiva das artes marciais mistas. Ele fala com fãs, desafia críticos, promove lutas e constrói narrativas que movimentam a indústria.

Essa presença constante transformou Dana White em uma espécie de símbolo da organização, um líder que personifica a energia e a ousadia do próprio esporte. Enquanto muitas ligas se escondem atrás de burocracias e conselhos de administração, a UFC sempre teve em Dana White uma figura central, visível e apaixonada, que defende a marca com convicção.

No campo empresarial, White foi decisivo em acordos históricos. Ele liderou negociações que culminaram na venda da UFC para o grupo WME-IMG (atual Endeavor) por cerca de 4 bilhões de dólares em 2016, numa das maiores transações da história do esporte. Mesmo após a venda, permaneceu à frente da organização, garantindo continuidade de visão e mantendo o mesmo DNA agressivo, inovador e popular.

Sob o comando de Dana White, o UFC se expandiu globalmente, realizou eventos na Europa, América Latina, Oceania e na Ásia, e consolidou parcerias com grandes redes e plataformas digitais. Mais do que um executivo, Dana White representa o espírito empreendedor e combativo que transformou o UFC em referência mundial.

Dana construiu uma cultura corporativa baseada em meritocracia, espetáculo e disciplina, valores que se refletem tanto nas lutas quanto na gestão. Sua capacidade de enxergar talentos, promover rivalidades e transformar lutadores em estrelas foi essencial para criar ídolos como Conor McGregor, Jon Jones, Anderson Silva e a própria Ronda Rousey, que elevaram o MMA a um novo patamar de popularidade.

É verdade que sua trajetória também é marcada por críticas, especialmente relacionadas à remuneração dos atletas e ao seu estilo autoritário de gestão. Ainda assim, é inegável que o sucesso do UFC se confunde com sua liderança. Dana White é mais do que um presidente; ele é a força vital da organização, o elemento humano que uniu visão, paixão e estratégia. Sem ele, dificilmente o UFC teria sobrevivido ao início turbulento ou alcançado o status de império global que ostenta hoje.

Em suma, Dana White é a alma do UFC porque sua presença, suas decisões e sua personalidade moldaram o esporte moderno. Ele transformou uma ideia desacreditada em um fenômeno multimilionário, redefinindo o que significa promover combates e construir uma marca esportiva. Sua importância ultrapassa os números, ela está na cultura, na identidade e no coração do UFC.

(Imagem de capa: Chris Unger/Zuffa LLC)