O Barcelona ainda está mergulhado na temporada, brigando para encostar no Real Madrid na LaLiga e tentando fechar a fase de grupos da Champions com a pontuação perfeita. Mesmo assim, Hansi Flick não tira os olhos do futuro. O técnico alemão trabalha no dia a dia com o elenco, mas também participa ativamente do planejamento junto com Deco e a comissão esportiva.
A ideia é simples: preparar o time para um próximo ciclo que mantenha competitividade e evite sustos no elenco. E, logo de cara, o clube já definiu três posições consideradas essenciais para reforçar no mercado de verão: um zagueiro canhoto, um extremo que seja versátil e um centroavante para ocupar o espaço que ficará cada vez mais aberto no pós-Lewandowski.
A busca por um novo zagueiro já começou
Entre todas as necessidades, a defesa parece ser o setor mais urgente. Flick pediu especificamente um zagueiro canhoto, algo que o elenco atual não entrega com naturalidade. A diretoria, sabendo disso, já tem alguns nomes monitorados e que se encaixam perfeitamente no perfil desejado.
Entre os jogadores observados estão Gonçalo Inácio, do Sporting, e Murillo, do Nottingham Forest. O clube também acompanha com atenção Nico Schlotterbeck, do Borussia Dortmund, além de Benedetti, do Palmeiras, e Marc Guéhi, do Crystal Palace, que inclusive pode chegar de graça ao fim do contrato.
A ideia, inclusive, é não esperar até o verão se aparecer uma oportunidade de mercado. Se o fair play financeiro permitir, a contratação desse zagueiro pode acontecer já em janeiro. A diretoria acredita que antecipar esse movimento evitaria improvisações na segunda metade da temporada e daria mais tranquilidade para Flick mexer no sistema defensivo sem sacrificar o rendimento.

A posição de ‘9’ virou prioridade absoluta no Barcelona
Outro ponto sensível no planejamento é o ataque. Lewandowski segue como referência, mas o tempo não dá trégua. O polonês completará 38 anos no próximo verão e entra no último ano de contrato com o clube. Isso faz com que o Barcelona tenha urgência em garantir um nome forte para assumir a função de centroavante titular nos próximos anos.
Dentro do clube, Julián Álvarez é um dos nomes favoritos. O seu perfil agrada muito a Flick, pela mobilidade e capacidade de pressionar alto. O problema é que a entrada do fundo de investimento Apollo no Atlético de Madrid pode dificultar qualquer tipo de negociação, caso o City decida abrir conversas. Isso tem feito o Barcelona olhar para outras alternativas.
Uma delas é Harry Kane. O inglês tem uma cláusula de 65 milhões de euros, um valor considerado “pagável” para o padrão de um atacante desse nível. Haaland também chegou a ser mencionado internamente, mas todos no clube reconhecem que seria uma operação praticamente impossível nas condições atuais. Por isso, Kane ganha força como solução mais realista para ocupar o posto de camisa 9.

Na ponta, o clube pode mudar de ideia dependendo do mercado
O terceiro movimento prioritário envolve as pontas. Flick quer ter mais opções para variar o ataque e não ficar dependente de um ou dois nomes durante a temporada. O elenco atual tem jogadores capazes de atuar pelos lados, mas a diretoria entende que ainda falta um extremo realmente polivalente, capaz de jogar em mais de uma função e oferecer profundidade constante.
Entre as possibilidades, uma das mais discutidas é Marcus Rashford. O Barcelona tem a opção de compra fixada em 30 milhões e pode executá-la ao fim da temporada, mas tudo dependerá do desempenho do inglês até lá. O clube já deixou claro que não vai tomar essa decisão por impulso.
Rafael Leão também segue como nome recorrente nas reuniões. O Milan sabe que pode ter dificuldades para segurar o atacante, e o Barcelona acompanha tudo com atenção. A movimentação só depende de encaixe financeiro e do que o clube realmente precisa para equilibrar o plantel.
Além disso, existe a chance de saída de Raphinha no próximo verão. O brasileiro, que chegará aos 29 anos, continua atraindo muito interesse do futebol árabe. As propostas costumam ser altas, e a diretoria sabe que pode acabar diante de uma decisão difícil: manter um jogador importante ou aceitar uma oferta que melhore significativamente as contas do clube.

Um planejamento agressivo para evitar sustos
O Barcelona quer evitar o que aconteceu em outras temporadas, quando só reagiu após perder jogadores ou perceber que o elenco estava desequilibrado. Agora, o trabalho é proativo. Flick, Deco e a comissão esportiva entendem que o time precisa se renovar aos poucos para não chegar em um ponto crítico.
Por isso, o planejamento para o verão de 2026 já está alinhado: um zagueiro canhoto para dar mais segurança na defesa, um extremo que amplie as variações ofensivas e um centroavante que consiga assumir o protagonismo que, por anos, foi de Lewandowski.
O clube sabe que não será uma janela simples, mas também acredita que, com as escolhas certas, pode construir um time ainda mais competitivo para a próxima temporada — e manter o projeto no caminho de um novo ciclo vitorioso.