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Conor McGregor vai voltar ou só quer hype? A dúvida que toma conta do UFC

Se depender de Conor McGregor, o retorno ao octógono não seria mais questão de “se”, mas de “quando”, isso se as suas postagem nas redes sociais serem algo além de promoção. E, pelo tom das últimas declarações do irlandês, pode se preparar: a motivação voltou e, com ela, aquela velha confiança que transformou o “Notorious” em um dos maiores nomes da história do MMA. A dúvida que cresce é: ele só quer aparecer nas redes sociais ou realmente pretende voltar?

Depois de quase cinco anos afastado, desde a grave lesão sofrida contra Dustin Poirier no UFC 264, McGregor voltou aos treinos com um objetivo bem claro: lutar ainda em 2026. E, se possível, já neste verão norte-americano, durante a tradicional International Fight Week, um dos eventos mais importantes do calendário do UFC.

“Vou nocautear por dinheiro”

Se alguém ainda tinha dúvida sobre o que move McGregor nesse retorno, ele mesmo tratou de responder do jeito mais McGregor possível.

Em uma postagem recente nas redes sociais, o irlandês foi direto:

“Estou voltando para fazer o que eu faço: nocautear pessoas pelo meu dinheiro.”

Essa mensagem já é suficiente para encher os fãs do lutador de expectativa. Essas pequenas “migalhas” acabam alimentando o imaginário de muita gente. Essa fala resume bem o momento atual do lutador: menos promessa e mais intenção. Porque, convenhamos, nos últimos anos McGregor falou bastante sobre retorno… e entregou pouco. Resta saber se, desta vez, será diferente.

Para relembrar, a última vez que McGregor entrou no octógono foi em 2021. Desde então, o roteiro tem sido repetitivo: expectativa alta, negociação em andamento e… silêncio.

Mesmo com o irlandês treinando novamente e sinalizando que está pronto, o presidente do UFC, Dana White, ainda não demonstrou tanto entusiasmo assim. Pelo contrário: tem evitado dar detalhes sobre possíveis lutas e segue “cozinhando” o anúncio até porque tudo gira em torno de hype, ainda mais quando o assunto é Conor McGregor.

McGregor e seus possíveis adversários

Se depender do hype, adversário não falta. Um dos nomes mais comentados é Max Holloway, que vem de derrota para Charles Oliveira no UFC 326, em disputa pelo cinturão BMF. Parece que esse seria um caminho natural, até porque havia um interesse em ver o brasileiro derrotado para colocar o irlandês frente a frente com o havaiano — o que não aconteceu.

Holloway e McGregor já se enfrentaram no início da carreira, no peso-pena, com vitória dominante do irlandês. Um reencontro agora teria um roteiro pronto: revanche, nomes gigantes e muita história envolvida. Sem contar que o favoritismo provavelmente mudaria de lado. Mesmo com toda a bagagem de McGregor no UFC, hoje ele não chegaria como favorito.

Outro nome que estava na fila era Michael Chandler. Inclusive, os dois chegaram a ser escalados para o UFC 303, mas a luta caiu após McGregor sofrer uma lesão no pé. Agora, com Chandler confirmado em outro card (o UFC Freedom 250, que acontecerá na Casa Branca), essa possibilidade praticamente sai de cena. Sem contar que Dana White não parecia muito interessado em fazer essa luta acontecer.

McGregor tá véio caduco (mas ninguém fala muito)

Tem um detalhe importante nessa história que não dá para ignorar: McGregor está chegando perto dos 40 anos. Para um lutador que sempre viveu de explosão, velocidade e precisão, esse é um fator que pesa e muito.

Além disso, ele vem de duas derrotas seguidas para Poirier e de um longo período sem ritmo de luta. Ou seja, não é simplesmente voltar e dominar como nos velhos tempos.

Mas também é McGregor, né?

E, se tem uma coisa que ele sempre soube fazer, é transformar dúvida em espetáculo. Ainda assim, talvez um caminho mais interessante fosse uma última luta, uma despedida, um “The Last Dance” e não uma continuidade no UFC. Por isso, essa possível volta precisaria ser muito bem pensada.

O retorno de McGregor vai muito além do resultado dentro do cage. Ele é, acima de tudo, um fenômeno de audiência. Um cara que vende luta antes mesmo do primeiro soco. Um dos poucos nomes capazes de parar o mundo do MMA com um simples anúncio.

E isso explica, em parte, a cautela do UFC. Não é qualquer luta. Não é qualquer momento.

É um ativo gigantesco e precisa ser usado da forma certa.

Foto: Jeff Bottari/Zuffa LLC