Mbappé - França na Copa do Mundo
Futebol Copa do Mundo

Copa do Mundo: por que a edição de 2026 já entrou para a história

A Copa do Mundo de 2026 ainda está nas quartas de final, mas já tem números e histórias suficientes para ser lembrada como uma das edições mais marcantes do torneio. Desde a fase de grupos, a competição entregou jogos grandes, campanhas surpreendentes, atuações individuais históricas e momentos que ajudam a explicar por que este Mundial já entrou para a história antes mesmo de conhecer seu campeão.

Quando a Fifa decidiu aumentar a Copa para 48 seleções, existia um receio natural. Afinal, mais equipes também poderiam significar mais jogos fracos, mais desequilíbrio e uma queda no nível competitivo. No entanto, até aqui, a realidade foi bem diferente. O novo formato ampliou o tamanho do torneio, mas também abriu espaço para mais histórias, personagens e seleções capazes de surpreender.

O formato de 48 seleções deu espaço para novas histórias na Copa do Mundo

O aumento no número de participantes tem um peso claro no que esta Copa do Mundo se tornou. Com mais seleções, jogadores e partidas, também surgem mais oportunidades para recordes e campanhas marcantes. O ponto positivo é que o torneio não caminhou para o lado ruim que muita gente temia. Pelo contrário, a Copa ganhou força justamente por permitir que seleções de menos tradição também tivessem espaço para construir grandes campanhas.

Marrocos talvez seja um dos melhores exemplos disso. Depois de terminar a Copa do Mundo de 2022 na quarta colocação, a seleção africana voltou a mostrar que aquele desempenho não foi apenas uma grande surpresa. Em 2026, o time está novamente às quartas de final e se tornou a primeira seleção africana a alcançar essa fase em duas edições diferentes do Mundial. No caminho, ainda eliminou a tradicional Holanda nos pênaltis, depois de empate por 1 a 1, antes de vencer o Canadá por 3 a 0 nas oitavas.

A Noruega também vive uma campanha histórica. A seleção alcançou as quartas de final pela primeira vez e ainda conseguiu isso depois de eliminar o Brasil nas oitavas, vencendo por 2 a 1. Para um país sem o mesmo peso das grandes potências, chegar tão longe já seria algo enorme. Fazer isso deixando pelo caminho uma das seleções mais tradicionais da Copa torna a campanha ainda mais marcante.

Enquanto isso, a Suíça também aparece nesse cenário. A equipe voltou às quartas de final pela primeira vez desde 1954, depois de superar a Colômbia nos pênaltis. 

Desta forma, essas campanhas ajudam a mostrar como o torneio cresceu sem perder qualidade. As favoritas continuam com peso, mas a Copa também ganhou novas histórias em seleções que talvez não tivessem o mesmo espaço em formatos anteriores. No fim das contas, isso tornou a competição mais rica.

Fora de campo, os números também ajudam a confirmar o tamanho desta Copa do Mundo. Mais de 6,25 milhões de torcedores já passaram pelos estádios, com ocupação média de 99,7% dos assentos disponíveis. A média passa de 65 mil pessoas por jogo, enquanto o Estádio Cidade do México ultrapassou a marca de 80.800 torcedores em cinco partidas diferentes. Além disso, os FIFA Fan Festivals reuniram 7,7 milhões de pessoas nos Estados Unidos, México e Canadá.

Os craques também transformaram a Copa do Mundo em um torneio histórico

Se o novo formato ajudou a ampliar as histórias coletivas, os grandes jogadores também fizeram sua parte para transformar a Copa de 2026 em uma edição especial. E aqui o destaque principal fica para três nomes que continuam vivos no torneio: Lionel Messi, Kylian Mbappé e Erling Haaland.

Messi segue ampliando uma trajetória que já parecia completa. O argentino soma oito gols nesta Copa do Mundo e chegou a 21 na história da competição, se tornando o maior artilheiro de todos os tempos do torneio. Além disso, o camisa 10 marcou em nove partidas consecutivas de Copa, outro recorde que reforça ainda mais o tamanho de sua passagem pelo Mundial.

Mbappé também continua escrevendo uma história impressionante em Copas do Mundo. O francês soma sete gols nesta edição e segue sendo um dos grandes nomes do torneio. Contra o Paraguai, marcou o gol de número 150 da França na história da competição e aumentou para 11 seu recorde de gols em fases eliminatórias de Copa do Mundo.

Haaland completa esse trio de protagonistas. O atacante também tem sete gols no torneio e é o grande nome da campanha histórica da Noruega. Pela primeira vez, três jogadores chegaram a pelo menos sete gols em uma mesma edição da Copa. O dado mostra bem o nível das atuações individuais nesta competição.

Mas os recordes não aparecem apenas nos gols. Mbappé também registrou a maior velocidade desta Copa do Mundo, alcançando 37,6 km/h. É um número impressionante e que ajuda a mostrar o nível físico exigido no futebol atual. Youri Tielemans, da Bélgica, é o jogador que mais correu no torneio, com 61,8 quilômetros percorridos. Já Timothy Castagne, seu companheiro de seleção, assinou a maior distância em uma única partida, com 16,29 quilômetros. Enquanto isso, no chute mais forte, o destaque é Pape Gueye, que chegou a 131,9 km/h em uma finalização.

Com tudo isso, a Copa do Mundo de 2026 não pode ser resumida apenas a grandes jogos ou momentos isolados. O torneio apresenta campanhas históricas e marcas importantes, enquanto está levando os jogadores ao limite físico. Além disso, o Mundial também mostrou que o formato com 48 seleções pode entregar um lado muito positivo. Neste cenário, ainda restam jogos decisivos pela frente, mas esta edição já garantiu seu lugar entre as Copas mais marcantes da história.