A primeira edição da Copa do Mundo de Clubes com 32 equipes promete ser um marco na história do futebol internacional. Realizada nos Estados Unidos entre 15 de junho e 13 de julho, a competição reúne campeões continentais, times convidados e gigantes do futebol mundial em um formato similar ao da Copa do Mundo de seleções.
A competição conta com quatro times brasileiros, que foram os quatro últimos campeões da Libertadores, além de times tradicionais de todo o mundo. Neste texto, analisamos grupo por grupo, destacando o estilo de jogo, o momento vivido pelas equipes e suas projeções no torneio.
Confira o guia completo da Copa do Mundo de Clubes da FIFA:
Grupo A
Palmeiras (Brasil)
O Palmeiras, campeão da Libertadores em 2021, chega forte, com um elenco coeso e acostumado a grandes competições. O time aposta em um estilo um pouco mais reativo, com uma linha defensiva sólida, saída rápida e jogadores versáteis no meio. Tem condições de liderar o grupo, mesmo enfrentando adversários mais experientes no contexto internacional.
A equipe conta com nomes importantes. Na defesa, podemos citar jogadores como Gustavo Gómez e o lateral Joaquín Piquerez. No entanto, o meio de campo é o principal trunfo, contando com nomes como Richard Rios, Raphael Veiga e Maurício. No comando de ataque, Vitor Roque é a principal esperança de gols, apesar de ainda não ter se adaptado completamente ao time.
Al Ahly (Egito)
Campeão africano em três das últimas cinco edições, o Al Ahly é conhecido por seu jogo intenso, disciplinado e altamente competitivo. Com jogadores rápidos e uma defesa sólida, é candidato a surpreender. Conta com experiência em torneios internacionais, sendo figura constante em edições anteriores do Mundial e deixando ótima impressão.
A equipe, porém, vive um momento de pequena transição, contratando o técnico José Riveiro para a disputa do Mundial. O treinador ainda não disputou nenhuma partida oficial sob o comando dos egípcios, mas tem um estilo de jogo baseado em posse de bola e muita intensidade pós-perda. Em campo, o principal nome é Emam Ashour, mas outros nomes se destacam, como Wessam Abou Ali e Hussein El Shahat.
Porto (Portugal)
Técnico e tradicional, o Porto atravessa uma fase de transição e perdeu força ofensiva na última janela de transferências. Sua organização defensiva ainda é destaque, mas pode não ser suficiente diante da intensidade dos rivais. Se conseguir controlar o meio de campo, pode disputar a segunda vaga do grupo.
A equipe viveu uma temporada inconstante, e não conseguiu disputar o título português. Para o Mundial, porém, conta com uma grande contratação: o meia Gabri Veiga, que vai adicionar ao perigoso grupo ofensivo que já conta com Samu Aghehowa e Rodrigo Mora.
Inter Miami (EUA)
Com Lionel Messi, Suárez e Busquets, o Inter Miami atrai atenção, mas sofre com desequilíbrio defensivo e pouca competitividade frente a clubes mais estruturados. O futebol praticado é técnico, mas lento e previsível contra equipes mais agressivas.
Mesmo com Messi, o Inter Miami ainda não conseguiu apresentar protagonismo dentro dos Estados Unidos, e não teve chances de disputar o título da MLS. Convidado na competição, é difícil pensar que eles conseguirão pontuar consistentemente em um grupo tão equilibrado.
Grupo B
PSG (França)
Com um elenco estrelado e forte posse de bola, o PSG chega muito forte. Atual campeão europeu e time que mais encantou na temporada, os parisienses são os principais candidatos ao título da Copa do Mundo de Clubes. Sob o comando de Luís Enrique, seu estilo de jogo é baseado na posse de bola, mas a sua movimentação na temporada é diferente do que já vimos do treinador ao longo de sua carreira.
O time conta com nomes como Ousmane Dembelé, Khvicha Kvaratskhelia, Desiré Doué e Vitinha, que tem o seu nome especulado como o próximo melhor jogador do mundo. Apesar da longa e desgastante temporada, que culminou com o título da Champions duas semanas atrás, o elenco é grande para dar rodagem no meio da competição, se for preciso.
Atlético de Madrid (Espanha)
Com seu estilo combativo e sistema defensivo sólido, o time de Diego Simeone aposta na força mental e na experiência em mata-mata para avançar. Nesta temporada, Simeone apresentou um novo estilo de jogo, baseado na forte marcação no meio de campo e na movimentação fluída no ataque, representada por um nome importante em Antoine Griezmann.
Griezmann não foi o único expoente ofensivo da equipe, que também conta com nomes como Alexander Sorloth e Julián Alvarez. O meio de campo ainda conta com Rodrigo De Paul, enquanto a defesa é o ponto fraco, sem grandes nomes de destaque. Apesar disso, ainda é o favorito pela segunda vaga do grupo.
Botafogo (Brasil)
Campeão da Libertadores no ano passado, o Botafogo chega em um momento completamente diferente de 2024. Sem as principais estrelas do título, incluindo o técnico Artur Jorge, vemos um Fogão ainda tentando se encontrar sob o comando de Renato Paiva. Apenas o oitavo colocado do Brasileirão, se espera menos do Botafogo do que se esperava anteriormente.
No entanto, a equipe trouxe reforços para a disputa da Copa do Mundo de Clubes. Quatro nomes foram contratados, sendo o meia Alvaro Montoro e os atacantes Joaquín Correa e Arthur Cabral os destaques. Eles se juntam à força ofensiva representada por nomes como Jefferson Savarino e Igor Jesus, alguns dos remanescentes do título do ano passado, e a um meio de campo comandado por um inspirado Marlon Freitas.
Seattle Sounders (EUA)
Bem organizado, mas limitado tecnicamente, o Seattle deve sentir o nível da competição. O time, campeão da Champions League da Concacaf em 2022, é o único estadunidense que não vai para a competição por convite. Comandado há muito tempo por Brian Schmetzer, é um time que valoriza as transições rápidas e a organização defensiva.
Mesmo assim, o time conta com nomes criativos do meio para frente. Podemos citar o atacante Jesús Ferreira e o meia Albert Rusnak. Além deles, temos duas promessas que não vingaram nas pontas: o britânico Ryan Kent, ex-Rangers, e o argentino Pedro De La Vega. No entanto, os nomes de destaque param por aí, o que pode ser um problema para a equipe.
Grupo C
Bayern (Alemanha)
Um dos favoritos ao título da Copa do Mundo de Clubes, o Bayern aposta em intensidade, posse de bola e pressão constante, estilo de jogo que é uma marca de Vincent Kompany. Tem um elenco profundo, com reservas capazes de manter o nível de jogo. Sua experiência em torneios de elite deve fazer a diferença, principalmente por ter pego um grupo bastante acessível.
Seu elenco dispensa comentários. Tem nomes como o atacante Harry Kane, o meia Michael Olise e o lateral/meia Joshua Kimmich. Atual campeão alemão e um dos principais times da competição, o Bayern briga com Manchester City e PSG como os três maiores favoritos ao título.
Benfica (Portugal)
Time jovem e bem treinado pelo técnico Roger Schmidt, o Benfica com ataque leve e defesa organizada. Mesmo com recursos mais limitados do que seus antecessores, o treinador conseguiu construir um time competitivo, que une alia intensidade com disciplina tática. Na Champions desta temporada, o Benfica foi uma grande surpresa, e deve ficar confortável na segunda colocação do grupo.
Seu principal expoente ofensivo é o grego Vangelis Pavlidis, forte atacante de ótima presença de área. No entanto, a equipe ainda conta com nomes importantes, como os turcos Kerem Akturkoglu e Orkub Kukçu. O ponta Bruma promete “rabiscar” os lados do campo, enquanto o trio de zaga formado por Nicolás Otamendi, Antonio Silva e Alvaro Carreras dá a organização defensiva. No geral, um time bem organizado para a Copa do Mundo de Clubes.
Boca Juniors (Argentina)
Apesar da tradição e da garra, o Boca vive um ano fraco, com eliminações precoces e dificuldades ofensivas. O futebol apresentado é previsível e sem profundidade, e as mudanças recentes não melhoram isso. A equipe anunciou o retorno de Miguel Angel Russo, técnico que nunca mostrou um vasto repertório, mas que tem mentalidade vitoriosa.
Além do experiente técnico, a equipe conta com nomes experientes, como o atacante Edinson Cavani e o meia Ander Herrera. No entanto, isso não parece ser suficiente para um time que nem o Boca, que chega na Copa do Mundo de Clubes com pouca expectativa, mas com uma camisa que pode deixar qualquer jogo complicado para os seus rivais.
Auckland City (Nova Zelândia)
Equipe semiprofissional, com limitações físicas e táticas claras, a participação do Auckland CIty na Copa do Mundo de Clubes já é um feito. Sua missão será digna: competir com honra, mas não é fácil encarando um grupo tão complicado.
Principal nome do futebol da Oceania e único participante do continente, a equipe vem para a Copa do Mundo de Clubes sem o seu treinador, Paul Posa, que ficou na Nova Zelândia por motivos pessoais. Por isso, o Auckland City será comandado por quatro assistentes, no maior estilo “Ted Lasso”. Sua participação será lembrada como a do Taiti na Copa das Confederações de 2013: com muita torcida, mas poucas esperanças.
Grupo D
Chelsea (Inglaterra)
Apesar de temporadas instáveis, o Chelsea chega forte, com elenco jovem, versátil e acostumado com intensidade. A base tática é sólida sob o comando de Enzo Maresca, com construção desde a defesa, muita amplitude e jogadores com leitura rápida de jogo. A equipe ainda oscila, mas o talento individual compensa.
Enzo Fernández e Moisés Caicedo formam um meio-campo combativo e técnico. No ataque, Cole Palmer e Nicolas Jackson são os nomes mais acionados, mas a área ainda deve ser reforçada por Liam Delap, nova contratação da equipe. A defesa ainda é ponto de atenção, mas o Chelsea tem recursos suficientes e é o principal favorito para o grupo.
Flamengo (Brasil)
Campeão da Libertadores de 2022, o Flamengo chega com um elenco experiente, entrosado e com boa capacidade ofensiva. Sob o comando de Filipe Luís, o time aposta em controle de jogo e posse de bola, mas sem abrir mão da agressividade nas transições. É favorito à segunda vaga do grupo.
Os principais nomes seguem sendo jogadores como Giorgian De Arrascaeta e Pedro, mas outros jogadores como De La Cruz, Erick Pulgar e o recém-contratado Jorginho garantem equilíbrio entre criatividade e força física. A solidez defensiva ainda é uma questão, mas a expectativa é que, diferente do Botafogo, eles consigam avançar com tranquilidade.
Los Angeles FC (EUA)
Última equipe classificada para a competição, o LAFC aposta na velocidade e no volume ofensivo. Comandado por Steve Cherundolo, é um time bem treinado e com identidade definida, mas sem o mesmo peso técnico dos adversários. Vai tentar surpreender com intensidade e com os nomes experientes que estão em seu elenco.
Os nomes mais relevantes são Olivier Giroud e Hugo Lloris, mas a equipe tem nomes importantes que dão intensidade e velocidade, como Denis Bouanga, Cengiz Under e Timothy Tillman. O LA também conta com o experiente Igor Jesus no meio. Apesar da organização, a diferença de nível deve pesar, e a Copa do Mundo de Clubes deve ser uma experiência que acabará rapidamente para o LAFC, assim como começou.
Espérance Tunis (Tunísia)
Bicampeão africano na última década, o Espérance tem uma base sólida, mas ainda depende demais da força física e da organização defensiva. Joga num bloco baixo e explora velocidade pelas pontas. Contra adversários mais técnicos, tende a sofrer.
Os destaques ficam com o atacante brasileiro Yan Sasse e o meia Youcef Belaili. O time tem experiência continental, mas falta profundidade e qualidade para competir em alto nível na Copa do Mundo de Clubes. Deve lutar por um empate ou vitória pontual, mas não é favorito à classificação.
Grupo E
Inter (Itália)
Time organizado, fluído e eficiente. A Inter aposta em sua grande movimentação, saída rápida e boa bola aérea. O elenco é experiente, e o estilo encaixa bem em competições mata-mata, como acabou de ser vice-campeão da Champions League. No entanto, o time vive um momento de transição, com a saída de Simone Inzaghi, que virou o novo técnico do Al Hilal, e a chegada de Cristian Chivu.
Lautaro Martínez segue como líder técnico e referência ofensiva. Barella e Calhanoglu comandam o meio, enquanto Bastoni é o nome mais sólido da defesa. É um dos favoritos do grupo e forte candidato à classificação e ao título, mesmo que ainda abaixo dos citados acima.
River Plate (Argentina)
O River Plate chega na Copa do Mundo de Clubes com um elenco competitivo, mas oscilando bastante. O time joga com controle no meio e aposta em posse vertical e infiltrações rápidas. A defesa, comandada por Paulo Díaz, dá segurança, enquanto o meio é o setor mais equilibrado.
Franco Mastantuono e Facundo Colidio são expoentes nas pontas do campo. O ataque tem opções como Miguel Borja e Sebastian Driussi. É um time maduro, técnico e que sabe jogar competições desse nível, mas não impressiona a ponto de conseguir disputar a liderança do grupo. No entanto, deve se classificar com tranquilidade na segunda posição.
Urawa Red Diamonds (Japão)
Campeão asiático em 2022, o Urawa é um time bem treinado, disciplinado e competitivo, que vem para a Copa do Mundo de Clubes como um time grande e interessante de se ver jogar. Costuma jogar com linhas compactas, marcação por zona e aposta em transições curtas e movimentação constante. Tem menos talento, mas compensa com aplicação tática.
Os principais nomes são o meia brasileiro Matheus Sávio e o atacante Ryoma Watanabe. A equipe ainda conta com o experiente goleiro Shusaku Nishikawa. Tem chance de brigar por pontos, mas precisa de eficiência máxima para sonhar com classificação.
Monterrey (México)
Com tradição no Mundial e elenco experiente, o Monterrey é sempre perigoso. A equipe mescla intensidade com jogo direto e se apoia na força do setor ofensivo. Costuma crescer em torneios curtos.
Sergio Ramos ainda é referência, mesmo sem jogar desde abril, mas a equipe agora gira em torno do meia Sergio Canales. No ataque, Germán Berterame também é peça importante. Se conseguir controlar o ritmo dos jogos, tem boas chances de tentar algo.
Grupo F
Borussia Dortmund (Alemanha)
Vice-campeão da Champions League no ano passado, o Borussia Dortmund chega na Copa do Mundo de Clubes após uma temporada abaixo das expectativas, mas tem bom ataque e transição rápida. Defensivamente ainda vulnerável, a equipe ainda tem força para liderar o grupo com certa tranquilidade. No entanto, é preciso saber qual Dortmund estará em campo: o avassalador do fim de temporada de Nico Kovac ou o do começo do ano.
Com um elenco jovem e rápido, o Dortmund tem em Serhou Guirassy a sua maior força ofensiva, com Jamie Gittens providenciando a velocidade pelos lados. Na defesa, o destaque vai para Waldemar Anton, que se destacou mesmo quando a equipe ia mal. Julian brandt e Maximilian Beier são outros nomes importantes.
Mamelodi Sundowns (África do Sul)
O Mamelodi Sundowns é uma surpresa possível dentro de um grupo que é muito nivelado depois do Dortmund. Comandado por Miguel Cardoso, técnico extremamente vitorioso dentro da África que impõe um estilo de jogo vistoso e ofensivo, o Mamelodi é conhecido como o “Manchester City da África” pela imprensa local. É um time muito organizado e tradicional, e deve ocupar a segunda vaga do grupo.
O meia Teboho Mokoena é o principal nome da equipe na temporada, que ainda conta com nomes como os atacantes Lucas Ribeiro e Iqraam Rayners. A equipe acabou de perder mais uma final continental, dessa vez para o Pyramids, do Egito, mas conquistou o campeonato sul-africano com tranquilidade.
Fluminense (Brasil)
Bem longe do futebol que encantou a América e o Mundo sob o comando de Fernando Diniz em 2023, o Fluminense chega no Mundial com momentos de muita instabilidade. Após a saída de Diniz, dois técnicos já passaram pelo time, que agora tem Renato Gaúcho no banco de reservas. Renato devolveu a identidade ofensiva ao Flu, mas ainda não impressionou.
A equipe vem reforçada de Yeferson Soteldo, contratado do Santos para formar uma legião estrangeira com nomes como Germán Cano, Jhon Arias e Kevin Serna. Além deles, o clube ainda conta com nomes como o experiente Thiago Silva na defesa e Paulo Henrique Ganso, que ainda não mostrou muita coisa no ano. Apesar da aposta no Mamelodi, o Flu tem muita capacidade de ser o segundo do grupo.
Ulsan Hyundai (Coréia do Sul)
O Ulsan Hyundai é um dos times mais fracos da competição. Campeão asiático em 2020, o Ulsan caiu muito de rendimento nos últimos anos, e, hoje em dia, tem dificuldades de se colocar como um time dominante dentro de seu próprio país. A equipe é muito aplicada taticamente e aposta na solidez defensiva para conseguir algo, mas não seria surpresa se eles encerrassem a participação zerados.
Grupo G
Manchester City (Inglaterra)
Mesmo sem conquistar a Champions mais recente, o City chega como um dos grandes favoritos. O estilo de jogo não muda: posse de bola, pressão alta e movimentação constante. Guardiola mantém a identidade do time, com peças versáteis e rodagem de elenco.
De Bruyne não vai jogar a Copa do Mundo de Clubes. mas o City deve ter o reforço importante de Rodri. No ataque, Haaland continua sendo a referência. A defesa, com Rúben Dias e Gvardiol, se mantém sólida. É o time a ser batido no grupo.
Juventus (Itália)
Classificada via ranking da UEFA, a Juventus vive uma fase de reconstrução. A equipe ainda aposta em um estilo reativo, com foco na defesa e transições rápidas. Tem experiência, mas falta consistência para competir com os principais favoritos.
Vlahović continua segurando a onda no ataque, mesmo com muitas críticas, comandando um time muito jovem que tem nomes como Kenan Yildiz e Randal Kolo Muani. Com organização e um jogo encaixado, pode brigar pela segunda vaga, mas entra com menos força que outros europeus no torneio.
Wydad AC (Marrocos)
Com histórico recente de sucesso no cenário africano, o Wydad aposta em intensidade física e bola longa. O time joga com linhas baixas e explora o contra-ataque, mas tem dificuldade quando precisa propor o jogo.
Os destaques ficam com os meias Ismail Moutaraji e Mohamed Rayhi. Não tem profundidade de elenco e deve depender de atuações muito precisas para surpreender. Entra como azarão na disputa.
Al Ain (Emirados Árabes Unidos)
Campeão da Champions Asiática em 2023-24, o Al Ain é bem organizado e disciplinado taticamente. O time joga em bloco compacto, com transições rápidas pelas pontas. Fisicamente competitivo, mas ainda limitado tecnicamente em comparação aos rivais do grupo.
Kodjo Laba é o principal nome no ataque. A defesa se posiciona bem, mas sofre quando pressionada. Tem chance de pontuar, mas precisa ser eficiente para ter chances reais de avançar.
Grupo H
Real Madrid (Espanha)
O Real Madrid chega forte no Mundial, com um elenco que mescla experiência e talento jovem, sendo o primeiro teste de Xabi Alonso como técnico da equipe. O estilo de jogo é mais direto, com variações no meio e qualidade técnica no ataque. Mesmo sem o título da Champions em 2025, é um dos favoritos do torneio.
Mbappé é o destaque da temporada, junto com Vinícius Júnior. Bellingham e Valverde formam um meio de campo técnico e dinâmico. A defesa é o principal calcanhar de Aquiles, mas, mesmo assim, o Madrid deve liderar o grupo com tranquilidade.
Al-Hilal (Arábia Saudita)
Com um projeto sólido e elenco recheado de estrelas, o Al-Hilal chega como um dos representantes mais fortes fora da Europa. O time aposta em intensidade, força física e qualidade técnica, e tem um novo nome importante: o técnico Simone Inzaghi, vice-campeão europeu.
Mitrović lidera o ataque, Rúben Neves dita o ritmo no meio, e Salem Al-Dawsari é o desequilíbrio pelas pontas. A defesa tem oscilado, mas o conjunto é competitivo. Briga diretamente pela segunda vaga e pode incomodar qualquer adversário.
Red Bull Salzburg (Áustria)
Classificado via ranking da UEFA, o Salzburg mantém o padrão da franquia: pressão alta, jogo vertical e intensidade. O elenco é jovem e com pouca experiência em torneios desse porte, e a própria temporada do Salzburg foi completamente decepcionante, ficando apenas na terceira colocação no campeonato austríaco
Ratkov e Dorgeles são os destaques ofensivos. A equipe joga em ritmo acelerado e tenta desgastar os rivais fisicamente. Se encaixar o jogo, tem chance real de disputar a vaga com o Al-Hilal, mas a minha aposta é nos sauditas.
Pachuca (México)
Campeão da Concacaf no ano passado, o Pachuca é competitivo e bem organizado. Sem grandes nomes, aposta no coletivo, nas transições rápidas e na aplicação tática. Já fez boas campanhas em edições passadas, mas não deve conseguir fazer muita coisa no grupo. Com certeza é o time que deve ficar na última colocação.
(Foto: Divulgação/FIFA)