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Copa do Mundo: quem seriam os favoritos se o torneio começasse hoje? Confira

A fase de qualificação para a próxima Copa do Mundo entrou em seu momento mais crítico: os grupos já estão definidos e as vagas restantes serão distribuídas nos playoffs marcados para março do ano que vem. Enquanto aguardamos o dia 5 de dezembro, quando a Fifa realizará o sorteio das chaves, e com as últimas seleções garantindo presença nos Estados Unidos, México e Canadá, a expectativa pelo Mundial já está em ritmo acelerado. Restam apenas sete meses para o aguardado 11 de junho de 2026.

Considerando possíveis lesões, queda de rendimento ou até o surgimento de novos talentos nesse período, já é possível montar uma espécie de grid inicial com favoritos, candidatos a surpreender e potenciais decepções. Mas, se o torneio começasse hoje, quem seria o campeão? Em outras palavras, quem largaria à frente dos demais — e por quais razões? O próxima Copa do Mundo será histórica. O torneio terá um formato ampliado, três países-sede e diversos fatores adicionais que podem influenciar diretamente no desempenho das equipes.

Como já citado, a Copa do Mundo de 2026 terá início em 11 de junho, apenas duas semanas após o encerramento das principais ligas europeias, e será disputado sob temperaturas extremamente altas — como já se pôde observar na Copa do Mundo de Clubes nos EUA durante o verão de 2025. No fim das contas, esta será um torneio de transição: a última de Lionel Messi e Cristiano Ronaldo, a primeira de Lamine Yamal, e possivelmente aquela em que Kylian Mbappé poderá atingir 16 gols em Mundiais, superando Miroslav Klose ao marcar “apenas” mais quatro.

Essas são as grandes estrelas que prometem definir o destino das seleções mais fortes — as reais candidatas ao título no dia 19 de julho. Entre os campeões mundiais já garantidos no torneio estão Alemanha, Argentina, Brasil, Espanha, França, Inglaterra e Uruguai, enquanto a tetracampeã Itália disputará novamente a repescagem europeia, pela terceira vez seguida, tentando superar os traumas das eliminações de 2018, na Rússia e 2022, no Catar , quando ficou fora das duas últimas edições.

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Quem podem ser as surpresas e decepções da Copa do Mundo de 2026?

Embora pareça que o tempo tenha passado para seleções como Croácia e Bélgica — que chegaram perto, mas não finalizaram seus ciclos com títulos — e que os países-sede (Estados Unidos, Canadá e México) não possuam elenco suficiente para terminar entre os primeiros, há equipes que podem surpreender bastante na Copa do Mundo. O Japão desponta como a seleção asiática com maior potencial de avanço. Com um sorteio favorável e evitando quedas precoces, Kaoru Mitoma e seus companheiros têm condições de superar a campanha das oitavas de final de quatro anos atrás.

Nas seleções sul-americanas, Colômbia e Equador surgem como apostas mais fortes que o Uruguai. A Celeste já viveu momentos melhores em Mundiais e não tem apresentado grande futebol recentemente. O Equador, no entanto, vem de uma sólida campanha, terminando em segundo no grupo das Eliminatórias. Apesar de só terem passado da fase de grupos uma vez — em 2006 —, o elenco atual combina talento e potência física, características que levaram a seleção às quartas de final em três das últimas quatro Copas Américas.

A Colômbia, que fechou a fase de grupos das Eliminatórias na terceira posição, também merece atenção. Mesmo em renovação, continua sendo um adversário perigoso. Após campanhas de destaque em competições continentais e chegando à final da Copa América de 2024 — perdendo para a Argentina na prorrogação —, os Cafeteros podem figurar entre os protagonistas na Copa do Mundo de 2026.

Entre as seleções africanas, Senegal e Egito despontam como boas surpresas. Os senegaleses possuem atletas de alto nível em praticamente todas as posições, enquanto os egípcios contam com Mohamed Salah e Omar Marmoush como referências. Ainda assim, a equipe mais forte do continente continua sendo Marrocos — a primeira seleção africana a alcançar uma semifinal de Mundial, em 2022, e também a primeira classificada para 2026. Após o notável desempenho no Catar, a equipe parece ainda mais competitiva e simboliza um movimento crescente no futebol do país, impulsionado também pela recente conquista da Copa do Mundo Sub-20. O potencial dos Leões do Atlas é enorme.

Entre os azarões europeus, é impossível não destacar a Noruega. Após superar a Itália nas Eliminatórias, os nórdicos retornam a Copa do Mundo depois de 1998 e sonham alto graças a Erling Haaland, Martin Odegaard e um elenco bastante qualificado. A Turquia também merece menção: com Hakan Calhanoglu, Kenan Yildiz e Arda Guler, pode não brigar pelo título, mas tem capacidade para alcançar a segunda fase — algo que não ocorre desde 2002, quando conquistou o terceiro lugar, na Coréia do Sul e no Japão.

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Quem são as seleções fortes que podem ir longe na Copa do Mundo de 2026?

Enquanto aguardamos para saber se a Itália se juntará a esse grupo, caso confirme vaga na repescagem, quatro seleções vivem situações indefinidas na Copa do Mundo de 2026, mas têm potencial para alcançar grandes campanhas: Brasil, Alemanha, Portugal e Holanda.

Holanda

Regular e sempre competitiva, a seleção holandesa conta com estrelas de elite e jogadores táticos distribuídos por todo o campo. Mais cedo ou mais tarde, a oportunidade de chegar entre os quatro melhores deve surgir na Copa do Mundo. Com um centroavante de nível mundial, a equipe poderia facilmente alcançar as semifinais.

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Alemanha

Já se passaram dez anos desde a última semifinal alemã em Copas ou Euros. A equipe vive uma crise — embora diferente da italiana — e, apesar de ter eliminado a Eslováquia, ainda parece frágil para voltar ao topo. Entretanto, muita coisa pode mudar em sete meses: Nick Woltemade deverá estar mais experiente, Jamal Musiala retornará, e Florian Wirtz poderá provar que é muito mais do que apenas uma revelação do Bayer Leverkusen.

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Portugal

Entre as seleções mais fortes da Europa, Portugal busca um título mundial inédito. A equipe, vencedora da Nations League, possui um meio-campo altamente qualificado, incluindo João Neves, Vitinha e Bruno Fernandes, além de um Cristiano Ronaldo em sua fase final de carreira, mas ainda decisivo. O sonho português é perfeitamente possível.

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Brasil

Em reconstrução, o Brasil não seria favorito se a Copa do Mundo começasse hoje. No entanto, em sete meses, o trabalho de Carlo Ancelotti pode elevar o nível da equipe e reacender o sonho do hexacampeonato, especialmente após um desempenho fraco na Copa América e nas Eliminatórias, encerradas na quinta colocação. O treinador italiano vem ajustando a defesa e buscando abrir mais espaço para o talento de seus atacantes. Rodrygo, Vinicius Jr. e Estevão carregam grande parte dessa responsabilidade.

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Quem são os grandes favoritos ao título da Copa do Mundo de 2026?

Diferentemente de seleções que ainda buscam estabilidade — como Brasil, Alemanha e Itália —, países como França, Espanha, Inglaterra e Argentina chegam como principais favoritos ao título da Copa do Mundo, graças ao excelente desempenho nas Eliminatórias e campanhas marcantes na Eurocopa e na Copa América de 2024. Além disso, espanhóis e argentinos disputarão a Finalíssima em março do próximo ano.

Inglaterra

A equipe inglesa reúne jogadores extremamente talentosos, muitos deles acostumados a atuar lado a lado. Thomas Tuchel terá escolhas difíceis pela frente, provavelmente deixando nomes importantes fora da lista final. Invicto e sem sofrer gols nas Eliminatórias, o técnico alemão precisa encontrar o equilíbrio ideal, talvez abrindo mão de Jude Bellingham ou Phil Foden. Com um Harry Kane vivendo um de seus melhores momentos e sendo cotado para a Bola de Ouro, a Inglaterra pode finalmente encerrar sua maldição, que inclui derrotas em finais consecutivas da Euro e um jejum que remonta a 1966. Ajustes ainda são necessários, mas Tuchel tem potencial para se tornar o primeiro estrangeiro a conquistar uma Copa do Mundo pelo país.

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França

Campeã em 2018 e finalista em 2022, a França permanece como fortíssima candidata ao título da Copa do Mundo. Nenhuma equipe possui um conjunto ofensivo tão poderoso quanto o formado por Kylian Mbappé e o atual Bola de Ouro, Ousmane Dembélé, acompanhados de talentos como Michael Olise, Hugo Ekitike, Bradley Barcola e Désiré Doué. O elenco é completo e equilibrado. A aposentadoria iminente de Didier Deschamps pode funcionar como estímulo ou pressão extra. Caso consiga manter o grupo unido e potencializar seu desempenho, seria surpreendente ver a França fora das semifinais.

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Espanha

Em termos puramente técnicos, a Espanha é considerada a favorita. Casas de apostas a colocam à frente de França, Inglaterra e Argentina. O time possui um estilo consolidado, joga como se fosse um clube e, por isso, tende a sofrer menos com desfalques. Pedri deve estar recuperado, Rodri será preservado e a equipe vem de uma dominante campanha na Euro 2024, além de uma invencibilidade de 29 jogos. Combinando juventude e experiência, o time de Luis de la Fuente usa a posse de bola como arma histórica — algo fundamental em um torneio disputado sob calor intenso. Lamine Yamal, prestes a completar 19 anos uma semana após a final, parece destinado a fazer história.

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Argentina

Até agora, a principal favorita continua sendo a atual campeã do mundo. O grupo argentino campeão no Catar permanece praticamente intacto e deseja repetir o feito — algo que não acontece desde os tempos de Pozzo com a Itália e desde o Brasil dos anos 1960. Com atacantes do nível de Julián Álvarez e Lautaro Martínez, mais um Lionel Messi que chega após grande temporada na MLS, a Albiceleste está preparada para qualquer desafio. Apesar da idade avançada de parte do elenco, o time tem experiência, maturidade e um coletivo extremamente sólido. Repetir o título não será simples, mas é totalmente possível — talvez até provável — e certamente marcaria a história do futebol.

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Com isso, essas quatro seleções despontam como as principais candidatas ao título da Copa do Mundo de 2026, que será disputada no Canadá, nos Estados Unidos e no México. Uma delas pode inclusive chegar à final do torneio da Fifa, marcada para 19 de julho, no MetLife Stadium, em East Rutherford. As últimas campeãs mundiais: Argentina, em 2022, e França, em 2018, têm até a chance de repetir o duelo decisivo.

(Foto: Getty Images)