Jogadores da Copa do Mundo de 2026 que poderiam defender a Inglaterra
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Copa do Mundo: confira a seleção das oitavas de final do torneio

As oitavas de final da Copa do Mundo confirmaram por que o mata-mata costuma transformar o torneio. Em confrontos decididos nos detalhes, com prorrogações, viradas, atuações individuais memoráveis e favoritos levados ao limite, a primeira fase eliminatória produziu alguns dos desempenhos mais marcantes da competição até aqui.

A seleção das oitavas reúne os jogadores que mais influenciaram o destino de suas equipes, seja com intervenções decisivas, domínio tático, capacidade de assumir o protagonismo nos momentos de maior pressão ou atuações que mudaram completamente o rumo das partidas. Mais do que números, a equipe ideal desta fase representa quem fez a diferença quando não havia margem para erro.

Confira a seleção das oitavas de final da Copa do Mundo:

Goleiro – Ørjan Nyland (Noruega)

Ørjan Nyland foi um dos principais responsáveis pela classificação histórica da Noruega sobre o Brasil nas oitavas de final da Copa do Mundo. O goleiro defendeu a cobrança de pênalti de Bruno Guimarães ainda no primeiro tempo, em um momento que poderia ter alterado completamente o rumo da partida, além de realizar outras três defesas importantes ao longo dos 90 minutos. A atuação segura manteve os noruegueses vivos até que Erling Haaland decidisse o confronto na etapa final. No total, Nyland terminou o jogo com quatro defesas, incluindo a intervenção mais decisiva da noite, e encerrou a partida com 75% de aproveitamento nas finalizações defendidas.

Além do pênalti defendido, Nyland mostrou excelente leitura de jogo diante da pressão brasileira. Ele evitou um gol de Gabriel Martinelli em chute de ângulo fechado, reagiu rapidamente após Vinícius Júnior recuperar uma bola dentro da área norueguesa e também contou com bom posicionamento para controlar cruzamentos e lançamentos durante a maior parte do confronto.

Mesmo quando Endrick apareceu cara a cara logo após entrar em campo, a presença do goleiro ajudou a reduzir o ângulo da finalização, que acabou saindo pela linha de fundo. Sua tranquilidade foi fundamental para que a Noruega suportasse os momentos de maior pressão antes de assumir o controle definitivo da partida.

Lateral direito – Achraf Hakimi (Marrocos)

Achraf Hakimi voltou a demonstrar por que é considerado um dos laterais mais completos do futebol mundial na vitória do Marrocos por 3 a 0 sobre o Canadá. Mesmo atuando em uma função tradicionalmente defensiva, o capitão marroquino foi decisivo na construção ofensiva ao dar a assistência para o primeiro gol da partida. Aos 50 minutos, cobrou rapidamente uma jogada ensaiada e encontrou Azzedine Ounahi na entrada da área, que finalizou de primeira para abrir o placar. O lance mudou completamente o panorama do confronto e permitiu que o Marrocos controlasse o restante da partida.

Além da assistência, Hakimi teve uma atuação muito sólida dos dois lados do campo. Foi presença constante pelo corredor direito, oferecendo profundidade quando o Marrocos atacava e mantendo segurança defensiva diante das investidas canadenses, especialmente no primeiro tempo, quando os anfitriões criaram suas melhores oportunidades.

A seleção marroquina terminou a partida com apenas cinco finalizações, mas mostrou enorme eficiência, e boa parte dessa objetividade passou pelos movimentos do lateral, que participou da construção das principais jogadas ofensivas e ajudou a equipe a manter a posse de bola e melhor qualidade na circulação após o intervalo.

Zagueiro – Issa Diop (Marrocos)

Issa Diop teve uma atuação extremamente segura na vitória de Marrocos. Além da solidez defensiva, o zagueiro abriu o placar logo no início do segundo tempo, marcando seu primeiro gol em Copas do Mundo. O lance mudou completamente o panorama da partida, obrigando os canadenses a se lançarem ainda mais ao ataque e abrindo espaços para que o Marrocos construísse a vitória.

Defensivamente, Diop foi um dos pilares da organização marroquina. Mesmo com o Canadá acumulando posse de bola em diversos momentos e pressionando principalmente na primeira etapa, o defensor mostrou excelente posicionamento para cortar cruzamentos, vencer disputas aéreas e neutralizar Jonathan David e os demais atacantes canadenses. A atuação coletiva da linha defensiva permitiu que os anfitriões finalizassem muito pouco com real perigo, apesar do grande número de escanteios conquistados durante o confronto.

Os números reforçam o bom desempenho individual de Diop. Segundo os dados físicos oficiais da FIFA, o zagueiro percorreu 7,87 quilômetros durante a partida e foi o líder de ações defensivas da equipe, com 12, sendo 10 cortes. Ele venceu três de quatro duelos aéros e ficou com 100% de aproveitamento nos duelos pelo chão.

Zagueiro – Cristian Romero (Argentina)

Cristian Romero foi um dos pilares da reação argentina na vitória por 3 a 2 sobre o Egito. Quando a equipe de Lionel Scaloni perdia por 2 a 0, o zagueiro assumiu protagonismo ao marcar o gol que iniciou a recuperação aos 79 minutos, aproveitando assistência de Lionel Messi para diminuir a desvantagem. Além da importância do gol, Romero liderou a defesa em um momento de grande pressão, ajudando a reorganizar o sistema defensivo enquanto a Argentina aumentava o volume ofensivo até a virada.

Os números ajudam a explicar sua influência na partida. Romero venceu sete duelos, registrou três desarmes, sete recuperações de posse e completou 60 dos 64 passes tentados, alcançando cerca de 94% de aproveitamento na distribuição da bola. Também contribuiu com duas interceptações e participou ativamente da saída de jogo, permitindo que a Argentina mantivesse pressão constante sobre o campo egípcio durante a reta final do confronto.

Romero demonstrou novamente por que é considerado o principal líder defensivo da Argentina. Mesmo diante de um cenário adverso, com o Egito explorando transições rápidas e levando perigo em contra-ataques, o defensor do Tottenham manteve agressividade nos duelos, personalidade para antecipar jogadas e presença constante na construção ofensiva.

Lateral esquerdo – Noussair Mazraoui (Marrocos)

Noussair Mazraoui voltou a ser um dos pilares da campanha marroquina ao protagonizar uma atuação extremamente sólida na vitória do Marrocos. Atuando pelo lado esquerdo da defesa, o jogador do Manchester United praticamente anulou as investidas canadenses pelo seu setor, controlando os duelos individuais e oferecendo segurança durante toda a partida. Sua consistência defensiva foi tão marcante que diversos veículos internacionais o apontaram como o melhor defensor das oitavas de final.

Além da firmeza na marcação, Mazraoui teve participação importante na organização da equipe com a bola. Sempre oferecendo apoio na saída de bola e fechando os espaços defensivos, ajudou Marrocos a controlar o segundo tempo após um início de maior pressão canadense, mantendo equilíbrio entre projeção ofensiva e responsabilidade defensiva.

A atuação reforça o excelente momento vivido por Mazraoui neste Mundial. Depois de já ter sido um dos destaques na dramática classificação diante da Holanda, o defensor voltou a entregar uma exibição de alto nível justamente em um mata-mata. Sua regularidade, inteligência tática e versatilidade fazem dele uma das principais lideranças técnicas da seleção marroquina, que chega novamente às quartas de final de uma Copa do Mundo sustentada por um sistema defensivo extremamente consistente.

Volante – Rodri (Espanha)

Rodri voltou a demonstrar por que é considerado um dos pilares da Espanha na vitória por 1 a 0 sobre Portugal, pelas oitavas de final da Copa do Mundo. O volante foi eleito o melhor jogador da partida graças ao domínio exercido no meio-campo. Atuando como principal organizador da equipe de Luis de la Fuente, ele registrou mais de 90% de aproveitamento nos passes e acertou os quatro desarmes que tentou, controlando o ritmo de um confronto bastante equilibrado e de poucas oportunidades claras.

A influência de Rodri foi muito além da circulação de bola. Sempre oferecendo linha de passe para os zagueiros e distribuindo o jogo com precisão, o camisa 16 neutralizou grande parte das tentativas portuguesas de acelerar as transições com João Neves, Vitinha e Bruno Fernandes. Sua leitura defensiva permitiu que a Espanha mantivesse a posse por longos períodos, recuperando rapidamente a bola após as perdas e impedindo que Portugal encontrasse espaços entre as linhas.

Embora Mikel Merino tenha decidido a classificação nos minutos finais, foi Rodri quem sustentou a estrutura espanhola durante os 90 minutos. A atuação reforçou sua condição de referência tática da equipe e de um dos melhores meio-campistas do torneio, mostrando mais uma vez que sua contribuição nem sempre aparece em gols ou assistências, mas no controle absoluto do jogo. Contra Portugal, a Espanha venceu porque conseguiu dominar o centro do campo, e isso passou diretamente pelos pés e pela inteligência posicional de seu capitão.

Meia – Azzedine Ounahi (Marrocos)

Azzedine Ounahi foi o grande protagonista da classificação do Marrocos diante do Canadá ao comandar a vitória por 3 a 0 nas oitavas de final da Copa do Mundo. O meio-campista marcou os dois primeiros gols da equipe africana, ambos na segunda etapa, e foi eleito o melhor jogador da partida. Com a lesão de Ismael Saibari ainda no primeiro tempo, Ounahi assumiu a responsabilidade do setor ofensivo e respondeu com uma atuação decisiva, tornando-se o primeiro jogador marroquino a marcar dois gols em uma partida de mata-mata de Copa do Mundo.

Além dos dois gols, Ounahi comandou o ritmo da equipe no segundo tempo. O primeiro saiu em uma jogada ensaiada de falta, quando aproveitou um passe de Achraf Hakimi na entrada da área para finalizar de primeira no canto. O segundo nasceu em um contra-ataque, concluído com uma finalização precisa após assistência de Brahim Díaz.

Sua movimentação entre as linhas, capacidade de acelerar as transições e leitura dos espaços foram fundamentais para transformar um jogo equilibrado em uma vitória confortável dos marroquinos, que cresceram muito após o intervalo.

Meia – Jude Bellingham (Inglaterra)

Jude Bellingham foi o grande protagonista da classificação da Inglaterra sobre o México ao comandar a vitória por 3 a 2 em pleno Estádio Azteca. O meio-campista marcou dois gols em um intervalo de apenas 98 segundos, transformando um jogo equilibrado em uma vantagem confortável para os ingleses ainda no primeiro tempo. O primeiro veio com uma cabeçada precisa após cruzamento de Bukayo Saka; o segundo, aproveitando assistência de Harry Kane em um rápido contra-ataque. A atuação foi decisiva para que a equipe de Thomas Tuchel suportasse a pressão mexicana, especialmente depois da expulsão de Jarell Quansah ainda na segunda etapa.

Além dos dois gols, Bellingham teve uma atuação completa nas duas fases do jogo. Mesmo enfrentando a altitude da Cidade do México e um ambiente extremamente hostil, participou ativamente da recomposição defensiva, ajudou a bloquear linhas de passe e ainda protagonizou um corte salvador dentro da área quando o México buscava o empate.

Atacante – Lionel Messi (Argentina)

Lionel Messi viveu uma de suas atuações mais marcantes desta Copa do Mundo na dramática vitória da Argentina. Mesmo desperdiçando um pênalti no primeiro tempo, o camisa 10 foi o grande responsável pela reação argentina depois de a equipe sair perdendo por 2 a 0.

Primeiro, deu a assistência para o gol de Cristian Romero, que iniciou a reação. Poucos minutos depois, marcou o gol de empate e participou ativamente da pressão que culminou no gol da vitória de Enzo Fernández nos acréscimos. A atuação reforçou mais uma vez sua capacidade de decidir partidas eliminatórias mesmo em cenários extremamente adversos.

Com o gol diante do Egito, Messi chegou a oito gols na Copa do Mundo de 2026 e ampliou seu recorde histórico para 21 gols em Mundiais. Além disso, tornou-se o primeiro jogador da história a marcar em seis partidas consecutivas de mata-mata da competição. Messi voltou a demonstrar sua capacidade de alterar completamente o rumo de uma partida. Em uma Argentina que encontrou enormes dificuldades diante da organização egípcia, foi o camisa 10 quem assumiu a responsabilidade nos minutos decisivos, acelerando o ritmo da equipe, encontrando espaços entre as linhas e liderando emocionalmente a reação dos atuais campeões do mundo.

Atacante – Charles De Ketelaere (Bélgica)

Charles De Ketelaere foi o grande protagonista da classificação da Bélgica sobre os Estados Unidos, em uma atuação que confirmou seu excelente momento na Copa do Mundo. O meia-atacante marcou dois gols ainda no primeiro tempo e ainda distribuiu uma assistência para Hans Vanaken na etapa final, participando diretamente de três dos quatro gols da vitória por 4 a 1. O primeiro gol saiu logo aos nove minutos, aproveitando cruzamento rasteiro de Nicolas Raskin, enquanto o segundo veio de cabeça após assistência de Leandro Trossard, recolocando os belgas em vantagem poucos minutos depois do empate americano.

Além da eficiência nas finalizações, De Ketelaere comandou praticamente todas as ações ofensivas da Bélgica, com uma atuação extremamente completa, alternando presença na área, movimentação entre linhas e capacidade para acelerar as transições ofensivas.

Ele se tornou o primeiro jogador belga desde o início do levantamento estatístico moderno (1966) a participar diretamente de três gols em uma única partida de Copa do Mundo. Também marcou pela terceira vez contra os Estados Unidos, adversário diante do qual mais balançou as redes pela seleção.

Atacante – Erling Haaland (Noruega)

Erling Haaland foi o grande protagonista da histórica vitória da Noruega cobre o Brasil. O centroavante marcou os dois gols da classificação, ambos no segundo tempo, chegando a sete gols no torneio e igualando a liderança da disputa pela Chuteira de Ouro ao lado de Kylian Mbappé e Lionel Messi. A atuação reforçou sua fama de atacante decisivo: mesmo com poucos toques na bola durante boa parte do jogo, precisou de poucas oportunidades para definir o confronto contra a Seleção Brasileira.

Ele tornou-se o primeiro jogador desde a semifinal de 2014 a marcar dois gols contra o Brasil em uma partida de Copa do Mundo. Seu primeiro gol nasceu após assistência de Andreas Schjelderup, explorando o espaço entre os zagueiros brasileiros, enquanto o segundo foi marcado já nos minutos finais, sacramentando a classificação norueguesa. O desempenho também ampliou uma sequência impressionante: Haaland passou a marcar em 14 partidas competitivas consecutivas pela Noruega, com 27 gols nesse período.

(Foto: Getty Images)