A repescagem da Copa do Mundo já começa a desenhar seus possíveis classificados e, com isso, também os caminhos que essas seleções podem trilhar no torneio. Se, por um lado, a vaga está próxima, por outro, o destino na fase de grupos pode facilitar — ou complicar completamente a trajetória.
Entre chaves acessíveis e cenários mais duros, o sorteio reserva contrastes claros para quem avançar.
República Tcheca ou Dinamarca: favoritismo com ressalvas

Quem vencer o duelo entre República Tcheca e Dinamarca deve cair no Grupo A, ao lado de México, África do Sul e Coreia do Sul. No papel, trata-se de um grupo acessível para os europeus, que entram como favoritos.

Ainda assim, o contexto traz armadilhas: o México deve contar com forte apoio da torcida por ser uma das sedes, a África do Sul retorna ao Mundial após longa ausência e a Coreia do Sul mantém um padrão competitivo baseado em intensidade e disciplina tática.
Itália ou Bósnia: grupo controlável, com um teste real

No Grupo B aparecem Canadá, Catar e Suíça. Para Itália ou Bósnia e Herzegovina, o cenário tende a ser relativamente confortável, com a Suíça surgindo como principal obstáculo. A equipe comandada por Murat Yakin tem se mostrado cada vez mais competitiva contra seleções de alto nível.

No caso italiano, o peso é também histórico: a Azzurra não disputa uma Copa desde 2014 e encara a repescagem como uma chance de reconstrução. Já a Bósnia aposta no fator casa para tentar surpreender.
Turquia ou Kosovo: equilíbrio ou estreia sob pressão

O Grupo D seguinte reúne Estados Unidos e Paraguai, além da seleção que vier da repescagem. Se a vaga ficar com a Turquia, o cenário é mais promissor. A equipe conta com uma geração talentosa, com nomes como Arda Güler e Kenan Yıldız, o que pode permitir uma campanha mais consistente.

Já o Kosovo enfrentaria um desafio maior. Possível estreante em Copa do Mundo, a equipe teria pela frente seleções mais estruturadas, além do peso de ser o único europeu da chave. O confronto com os Estados Unidos, uma das sedes, tende a ser especialmente exigente.
Entre caminhos acessíveis e riscos evitados, classificar é só o primeiro passo

É importante lembrar: tudo isso ainda está no campo das projeções. Em um torneio como a Copa do Mundo, o nível de competitividade costuma equilibrar forças e abrir espaço para surpresas.
Ainda assim, há um alívio claro para essas seleções: evitar grupos mais pesados, como o F (com Holanda, Japão e Tunísia), o I (com França, Senegal e Noruega) ou o K (com Portugal, Colômbia e Uzbequistão). Essas chaves, mais densas tecnicamente, devem ficar no caminho de outras seleções da repescagem.
Para Dinamarca, República Tcheca, Itália, Bósnia e Herzegovina, Turquia e Kosovo, a missão imediata é garantir a vaga. Mas, na Copa do Mundo isso é apenas o começo. O verdadeiro desafio começa quando o sorteio define quem terá caminho aberto e quem já entra pressionado desde o primeiro jogo.
Créditos da foto de capa: Foto: Divulgação/TFF