O Corinthians entrou em campo determinado à impedir que um de seus principais rivais tivesse um respiro na crise depois do impeachment de Julio Casares, mas a 3ª rodada do Paulistão também havia implicações na tabela de classificação com ambas equipes precisando da vitória para chegar novamente no G-8 após o fim da rodada. Um gol precoce marcado pelo Tricolor Paulista acabou derrubando os planos em parte, mas o empate arrancado nos minutos finais deixou uma sensação de vitória devido às circunstâncias que levaram ao resultado.
Corinthians foi inferior ao São Paulo no duelo tático
Dorival Júnior escalou o Timão em um 4-3-1-2 que buscava povoar o meio-campo, mas sentiu muito a falta de um jogador que conseguisse neutralizar o adversário. Com o meio congestionado por Marcos Antônio e Bobadilla, o Corinthians abusou dos cruzamentos com Matheuzinho e Matheus Bidu. Foram mais de 12 escanteios, mas pouca efetividade no jogo aéreo ofensivo.
Outro destaque negativo consistiu em Yuri Alberto, que teve e duas chances claras (parando no goleiro Rafael) para deixar sua marca, mas muitas vezes precisou sair da área para buscar a bola, deixando o ataque sem referência. Uma das novidades do Corinthians em 2026, Matheus Pereira estreou enfim, mas o Timão ainda parecia desentrosado em relação às suas movimentações e suas tentativas de dar maior lucidez na troca de passes acabou sendo em vão.
Por outro lado, o São Paulo conseguiu explorar a fragilidade defensiva do Timão e Danielzinho conseguiu ser responsável pela criação desde o meio-campo. No gol marcado aos 37′, aproveitou a liberdade na intermediária para cruzar com precisão cirúrgica para Gonzalo Tapia.. O Corinthians também não deu atenção devida à Luciano, cujo flutuou entre as linhas arrastando André Ramalho e Gustavo Henrique para fora da área, o que abriu espaços para as infiltrações de Tapia e Lucas Moura.
Força mental do Corinthians volta a ser destaque positivo
Após abrir o placar, o Tricolor reduziu o ritmo e tentou baixar a intensidade do jogo, uma estratégia perigosa que quase garantiu a vitória, mas que acabou atraindo o Corinthians para o seu campo no fim. Diante desse cenário, o gol de empate aos 44 minutos do segundo tempo não foi apenas fruto de pressão, mas de uma leitura inteligente.
Criticado por parte da torcida, Pedro Raul foi crucial ao entrar e servir de pivô no gol de empate marcado aos 44′ do segundo tempo. O ex-Ceará escorou a bola que encontrou Breno Bidon vindo de trás. O jovem atacou o espaço vazio deixado pelos volantes são-paulinos, que já estavam exaustos. O chute no ângulo de Rafael foi o prêmio para o jogador que mais tentou romper linhas durante o jogo.
Num contexto macro, o empate acabou deixando o torcedor satisfeito pela sensação de um Corinthians sempre competitivo e que luta até o fim para conseguir seus resultados. Essa foi uma das principais marcas do trabalho bem sucedido em 2025, e ver essa mesma característica no primeiro clássico de 2026 cria novas expectativas positivas em relação ao futuro da comissão técnica de Dorival Júnior. Neste meio de semana, um clássico diante do Santos servirá de novo teste para este início de temporada.
Imagem: Gazeta Press


