Corinthians
Futebol Brasileirão

Corinthians tem a melhor estreia no Paulistão 2026 e mostra credenciais de briga pelo título

O Corinthians contrariou todos os prognósticos dentro de campo no ano passado com os títulos do Paulistão e principalmente da Copa do Brasil, encerrando uma de suas melhores temporadas em muitos anos (possivelmente desde a conquista do Mundial em 2012, ou do Brasileirão de 15′) com duas taças e a vaga na fase de grupos da Copa Libertadores. Ainda assim, não foram poucos os comentaristas que apontaram o Palmeiras como o principal favorito ao título estadual, mas tudo indica que os comandados de Dorival Júnior estão prontos para quebrar novamente toda essa narrativa criada contra o clube (devido aos problemas extracampo).

Com uma apaixonada Fiel torcida que lotou a Neo Química Arena, o Timão foi recepcionado com muita festa na 1ª rodada do Campeonato Paulista e conquistou uma excelente vitória com placar de 3 a 0, tendo sido o único dos quatro grandes que estreou com goleada e definitivamente ganhou o prêmio de “melhor desempenho” na estreia do Paulistão, mesmo com um time bem alternativo sem a presença de Memphis Depay e outras das principais referências do elenco.

Corinthians dominou a Ponte Preta do início ao fim

Graças à sua imposição técnica e física do início ao fim, o Corinthians teve picos de 85% de posse de bola no primeiro tempo, com os zagueiros André Ramalho e Gustavo Henrique atuando praticamente  no círculo central, empurrando a Ponte Preta para trás. Contudo, o grande destaque consistiu no jovem volante André, tendo sido fundamental na cobertura ao permitir que os laterais Matheuzinho e Matheus Bidu atuassem praticamente como pontas, gerando amplitude e sobrecarga nas laterais da Macaca.

Dorival Júnior acertou no estudo pré-jogo e isso ficou consolidado depois que a Ponte Preta de Marcelo Fernandes se postou em um 5-4-1 defensivo, abdicando completamente do ataque. Diante deste cenário, o Corinthians girava a bola com velocidade e parecia sempre perto do gol, mas faltava o “último passe” ou e maior precisão nas finalizações (foram 10 chutes, mas poucos no alvo), diante de um forte calor que claramente impactou na atuação de ambas equipes.

Porém, quando o jogo coletivo por baixo encontrava dificuldades, a bola parada resolveu e mostrou que este será novamente um dos caminhos do Corinthians para 2026. O gol de Gustavo Henrique (em cabeçada após escanteio aos 8′ do 2ºT) desestruturou o plano defensivo da Ponte, que foi obrigada a sair para o jogo. Com a vantagem, o Corinthians entendeu a nova formatação de seu adversário e reduziu a marcação alta e passou a explorar os espaços deixados pela Ponte.

O segundo gol nasceu de uma infiltração de Matheuzinho, que chutou muito forte e gerou um rebote que o volante André Luiz aproveitou, sendo essa uma amostra da liberdade que Dorival dá aos seus laterais e volantes para pisarem na área. Por fim, André Ramalho coroou sua atuação segura com um gol de fora da área nos acréscimos, sendo um dos pilares do Timão ao lado de Gustavo Henrique, tanto defensivamente, mas principalmente na construção do jogo.

Em que pese a fragilidade do adversário (assim com os adversários de Santos e Palmeiras na 1ª rodada), o Corinthians deu um recado claro de que virá forte para brigar pelo bicampeonato consecutivo.

Imagem: Gazeta Press