O Corinthians busca uma solução coletiva para renegociar suas dívidas, que incluem valores pendentes com clubes, jogadores, empresários, fornecedores e outros credores.
Nesta quarta-feira, a diretoria apresentou um plano à Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD), da CBF, onde o clube enfrenta diversas ações de cobrança. O projeto prevê o parcelamento dos débitos em andamento no órgão ao longo dos próximos anos. No entanto, a CNRD ainda não homologou a proposta apresentada.
Paralelamente, o Corinthians solicitou o Regime Centralizado de Execuções, aprovado pelo Presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo. Esse regime abrange dívidas cobradas na esfera civil e também visa uma negociação coletiva, com pagamentos realizados de forma parcelada. Nesse modelo, os credores seriam organizados em uma fila, enquanto o clube comprometeria parte de suas receitas mensais para quitar os débitos.
Em nota, o Corinthians reafirmou:
“Compromisso com o pagamento de todos os credores e com a reorganização jurídica, financeira e administrativa”, incluindo ajustes no orçamento e maior controle sobre os gastos.
Somente em 2024, o Corinthians enfrentou mais de R$ 50 milhões em bloqueios judiciais. A adoção do Regime Centralizado de Execuções busca evitar novas penhoras. Para essa iniciativa, o clube contou com o apoio de um escritório de advocacia especializado, conselheiros internos e o presidente da CNRD, Romeu Tuma Jr.
Embora medidas similares tenham sido cogitadas na gestão anterior, de Duilio Monteiro Alves, elas não avançaram. Já a administração de Augusto Melo, com o auxílio da consultoria Alvarez & Marsal, tem avaliado nos últimos meses estratégias para reverter a situação financeira do clube. O orçamento para 2025 deve ser apresentado em breve.
Atualmente, a dívida total do Corinthians ultrapassa R$ 2 bilhões, representando um dos principais desafios para a atual gestão.