O Corinthians teve uma oportunidade de ouro para quebrar a invencibilidade do Flamengo no Brasileirão 2026 depois de ter atuado durante todo o segundo tempo praticamente com vantagem numérica de jogadores, mas a equipe de Dorival Júnior viu o seu desempenho cair quando na teoria deveria apresentar melhor futebol, e o resultado de 1 a 1 na Neo Química Arena ficou marcado pela enorme decepção do Timão, que entrará na Data FIFA com um mês de jogos sem vencer.
Corinthians piorou com vantagem numérica
Desde o início, o duelo apresentou o choque de estilos já esperado. O Corinthians de Dorival Júnior manteve sua estrutura em 4-3-3, tentando construir desde a defesa com circulação curta e ocupação do meio-campo. Já o Flamengo de Leonardo Jardim adotou postura mais vertical, com pressão coordenada e transições rápidas como principal arma.
O ponto-chave da primeira etapa foi o comportamento sem bola do Flamengo: o time carioca encaixou a pressão na saída corintiana, dificultando a progressão limpa e forçando erros em zonas perigosas. Essa estratégia condicionou o jogo, pois o Corinthians teve mais posse, mas menos controle real.
Quando recuperava a bola, o Flamengo era mais direto e agressivo. A equipe explorava o espaço às costas dos laterais e atacava com poucos toques, o que resultou no gol com menos de seis minutos, marcado por Lucas Paquetá, em uma dessas transições rápidas O Corinthians, por sua vez, teve dificuldades para acelerar o jogo, pois a circulação era lenta e previsível, especialmente no primeiro tempo, com pouca infiltração entre linhas, um problema já recorrente dos comandados de Dorival Júnior nos últimos jogos.
O jogo mudou de forma significativa após a polêmica expulsão de Evertton Araújo, que obrigou a equipe a baixar suas linhas e priorizar a proteção da área. Com isso, esperava-se que o Timão assumisse o controle da partida, aumentando o volume de cruzamentos, trabalhando mais próximo da área e susentando a pressão territorial (cenário em que surgiu o gol de empate de Yuri Alberto ainda na etapa inicial).
O Flamengo, com linhas compactas, conseguiu reduzir espaços entre defesa e meio por boa parte do confronto, enquanto o Corinthians só encontrou fluidez quando acelerou a circulação e passou a atacar com mais jogadores. No entanto, o Timão exibiu dificuldades criativas notáveis, e a entrega física não foi o suficiente para buscar um resultado mais favorável. Estranhamente, o time mandante acabou involuindo com a vantagem numérica ao invés de melhorar.
Dorival Júnior em alerta no Corinthians
Mais do que um clássico aberto, Corinthians 1–1 Flamengo foi um jogo de controle, ajustes e momentos. Contudo, o que realmente deixa o torcedor do Timão preocupado é o fato de Dorival Júnior não estar mais conseguindo encontrar soluções para a produção ofensiva de um elenco consideravelmente caro para os padrões do Brasileirão Série A em comparação com os demais clubes.
Depois dos títulos de Copa do Brasil, Paulistão e Supercopa, o Corinthians precisa evoluir em relação ao seu nível de jogo para a disputa da Conmebol Libertadores, pois o desempenho atual diante dos principais times do continente colocam a equipe de Dorival com riscos de eliminação na fase de grupos.
Imagem: AGIF