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Corinthians tem Lingard como grande destaque em vitória na Copa do Brasil

O Corinthians deu sorte no sorteio da Copa do Brasil ao ter pela frente um adversário da 3ª divisão e que não pôde nem mesmo jogar em sua casa no jogo de ida válido pela 5ª fase. Justamente por isso, Fernando Diniz optou por um time misto, e o resultado foi positivo com vitória por 1 a 0 diante da equipe catarinense na Ressacada, mesmo com sinais de que o novo Timão segue em construção.

Corinthians não precisou de muito esforço para garantir vitória

Desde os primeiros minutos, o Corinthians tentou impor o seu modelo característico, com saída curta desde a defesa e ocupação racional dos espaços no campo ofensivo. Mesmo com uma formação alternativa, reflexo do calendário apertado e da fase instável no Brasileirão, a equipe paulista manteve a ideia de controlar a posse e atrair a marcação do Barra para encontrar espaços entrelinhas. O problema, novamente, esteve na fluidez: a circulação de bola foi lenta, previsível em alguns momentos, e pouco agressiva na última faixa do campo, algo que já vinha sendo apontado como fragilidade recente do time.

Do outro lado, o Barra apresentou exatamente o comportamento esperado de uma equipe organizada defensivamente. Com linhas compactas e boa recomposição, o time catarinense dificultou a progressão central do Corinthians, forçando o adversário a explorar jogadas laterais e cruzamentos. A estratégia passava por fechar o corredor interno e apostar em transições rápidas, tentando surpreender um Corinthians que, ao subir suas linhas, deixava espaços às costas da defesa.

O gol que definiu a partida, ainda no fim do primeiro tempo, sintetiza bem o cenário do jogo. Em uma bola parada, o Corinthians conseguiu quebrar a resistência adversária: após a cobrança de falta e um desvio dentro da área, Jesse Lingard apareceu com oportunismo para finalizar de primeira e garantir a vitória. A jogada evidencia uma equipe que, diante da dificuldade de construção elaborada, encontrou no jogo direto e nas segundas bolas uma alternativa eficaz.

Na etapa final, o panorama pouco se alterou. O Corinthians seguiu com maior posse, mas sem transformar domínio territorial em volume ofensivo consistente. Faltaram infiltrações, movimentos coordenados no último terço e maior presença de área. Já o Barra, mesmo em desvantagem, mostrou limitações na criação e teve dificuldade para sustentar pressão contínua, esbarrando tanto na própria falta de repertório quanto na organização defensiva corintiana, um dos poucos pontos mais estáveis da equipe neste início de trabalho.

Individualmente, Lingard foi o destaque decisivo, não apenas pelo gol, mas pela capacidade de ocupar espaços entre as linhas e oferecer uma opção mais vertical ao meio-campo. Ainda assim, o desempenho coletivo reforça a ideia de um Corinthians em transição: mais seguro sem a bola do que produtivo com ela, e ainda distante de traduzir a proposta de Diniz em um jogo ofensivo consistente.

O que fica para o Corinthians após a vitória sobre o Barra?

No fim, o 1 a 0 fora de casa cumpre seu papel estratégico na Copa do Brasil, dando vantagem ao Corinthians no confronto. Mas, do ponto de vista tático, o duelo deixa sinais claros: a equipe evolui na organização, porém segue devendo criatividade, intensidade e poder de decisão no ataque.

Imagem: Divulgação