O Corinthians venceu o Racing-URU por 1 a 0 nesta quinta-feira (15), pela 5ª rodada da fase de grupos da Copa Sul-Americana. Mesmo com o time reserva, vitória do Timão foi construída em meio a um jogo morno e com poucas chances de gol. Porém, para todos os efeitos, com o gol de Matheus Bidu, equipe de Parque São Jorge respira em sua chave e depende apenas de si para se classificar para as oitavas de final. Veja como foi o duelo:
Dorival Júnior pôs uma equipe alternativa, obedecendo ao protocolo de controle de carga e entendendo que era possível sair do Estádio Centenário com os três pontos na bagagem. Do time titular, apenas Hugo Souza e André Ramalho figuraram o onze inicial, a escalação foi completada com jogadores que geralmente figuram o banco de reservas, entre eles o próprio autor do gol.
Dinâmica insossa e infértil das equipes
O Corinthians se propôs, desde o primeiro momento, a aproveitar a velocidade de Talles Mano pela esquerda e a aproximação de Romero e Héctor Hernández. No entanto, a real jogada de perigo não veio nas arrancadas do ex-Vasco e nem das aproximações entre os gringos, foi em uma jogada de bola parada. Na ocasião, o paraguaio soltou uma bomba de perna direita e obrigou o goleiro Amadé a trabalhar.
Do outro lado, havia um Racing que também não causou incômodos e pouco articulou jogadas ofensivas. A equipe de de Christian Chambian está na última colocação do grupo e já está eliminada da competição. O time uruguaio dispunha de um esquema de três zagueiros e dois alas bem abertos, que davam suporte aos ponteiros, Tomatis e Severo.
Os números ofensivos do primeiro tempo ilustram bem o que foi a primeira etapa. Além da finalização do camisa 11 do Timão, a equipe paulista tentou por outras seis vezes e nenhuma delas encontrou o alvo. Do outro lado, os Cerveceros sequer teve a metade dos arremates e Hugo Souza não foi exigido. Deste modo, o empate sem gols foi condizente com as performances.
O desvio que traiu o goleiro Amadé
Não obstante a tônica morosa da primeira etapa, Dorival Júnior mexeu no meio tempo e colocou a campo Yuri Alberto, Igor Coronado e Carillo, nos lugares de Héctor Hernández, Charles e Romero. Mesmo que a mudança represente o desejo de ganhar do técnico, o volume ofensivo que o Corinthians apresentou permaneceu insatisfatório, ainda que tenha aumentado.
Por outro lado, o Racing não quis se expor e manteve sua estratégia de ficar acuado e aproveitar a ‘bola vadia’ para contra-atacar. Porém, faltava combinar com o Timão esta tática, pois a equipe pouco errou e ainda fez o gol. Cotugno entregou de presente para Bidu, que arriscou um chute de bico e ainda contou com o desvio na zaga para inaugurar o marcador. Amadé sequer foi na bola e acabou sendo enganado pelo desvio. 1 a 0.
A segunda etapa não foi muito diferente da primeira e até mesmo a quantidade de chutes foram iguais: quatro para cada lado. Além disso, nenhum dos goleiros trabalhou e foi o jogo perfeito para manter as roupas limpas de Hugo Souza, que poderá aproveitar para próxima empreitada do Corinthians, no Brasileirão. Placar final: Racing-URU 0 x 1 Corinthians.
Ficha técnica da partida
Local: Estádio Centenário, Montevidéu (URU)
Data: Quinta-feira, 15 de maio de 2025
Horário: 19h (de Brasília)
Árbitro: José Cabero (CHI)
Assistentes: Alan Sandoval (CHI) e Carlos Venegas (CHI)
Quarto árbitro: Daniel Ureta (PER)
VAR: Francisco Gilabert (CHI)
Cartões amarelos: Léo Maná, aos 14’/1°T (COR); Charles, aos 43’/1°T (COR); Gastón Bueno, aos 5’/2°T (RCM); Alejandro Severo, aos 26’/2°T.
Gol: Matheus Bidu, aos 29’/2°T (COR)
Racing-URU: Amadé; Bueno, Pinela (Esteban de Lima, aos 37’/2°T) e Martín Ferreira; Cotugno, Matteo Cáceres (Scarone, aos 37’/2°T), Lucas Rodríguez e Espinosa; Tomatis (Esteban Da Silva, aos 14’/2°T), Fonseca (Sosa, aos 14’/2°T) e Severo (Bosca, aos 28’/2°T). Técnico: Christian Chambian.
Corinthians: Hugo Souza; Léo Maná, André Ramalho, Tchoca e Matheus Bidu; Charles (Igor Coronado, no intervalo), Alex Santana (Maycon, aos 37’/2°T) e Ryan Gustavo (José Martínez, aos 43’/2°T); Ángel Romero (Carillo, no intervalo), Héctor Hernández (Yuri Alberto, no intervalo) e Talles Magno. Técnico: Dorival Júnior.
Foto: Guillermo Legaria/Getty Images — Reprodução

