O Coritiba voltou da pausa para a Copa do Mundo em queda livre. Depois de perder por 1 a 0 para o Cruzeiro nesta quinta-feira (30), no Couto Pereira, o Coxa chegou ao quarto jogo seguido sem vencer no Campeonato Brasileiro, e o principal culpado pela sequência negativa é um problema que já não pode mais ser tratado como pontual, a queda brusca de eficiência ofensiva.
O Coritiba estava na sétima colocação do Brasileirão quando teve o hiato para a disputa da Copa do Mundo de 2026. Hoje, após a sequência de resultados negativos que assolam o clube, o Coxa ocupa a décima primeira posição do campeonato.
O ataque do Coritiba está vivendo uma fase ruim
Os números da retomada da competição escancaram a dificuldade do Coxa na frente. Nas últimas três rodadas pós-retorno da Copa do Mundo, o Coritiba balançou as redes uma única vez, gol marcado pelo jovem Paulo Roberto na derrota para o Palmeiras, ainda pela 19ª rodada. Depois disso, a equipe emendou dois jogos seguidos sem marcar, contra Red Bull Bragantino e Cruzeiro, mesmo criando situações de perigo em ambas as partidas.
Contra o time mineiro, o problema ficou ainda mais evidente. Ainda no primeiro tempo, Josué recebeu dentro da área numa boa oportunidade, mas finalizou sem força e facilitou a defesa do goleiro Otávio.
Jejum de vitórias no Campeonato Brasileiro
A crise de resultados começou ainda antes da pausa para a Copa do Mundo, na goleada por 3 a 0 sofrida diante do Flamengo, no Maracanã. Na volta do calendário do Campeonato Brasileiro, o Coritiba perdeu por 3 a 1 para o Palmeiras, em casa, empatou sem gols com o Bragantino, fora, e agora foi derrotado pelo Cruzeiro, também no Couto Pereira. No total, a equipe somou apenas um ponto dos 12 disputados nesse recorte, um aproveitamento baixíssimo para um time que sonhava em brigar por posições mais altas na tabela.
O último triunfo da equipe paranaense aconteceu ainda em maio, quando o Coxa bateu o Bahia por 3 a 2, também jogando em casa, pela 17ª rodada. De lá para cá, são quase dois meses sem conhecer o gosto da vitória, um período que coincide justamente com a preparação e a disputa da Copa do Mundo, o que reforça a hipótese de que a quebra de ritmo competitivo pesou na volta do time aos gramados.
A péssima campanha como mandante
A sequência negativa fez o Coritiba cair para a 11ª colocação, com 27 pontos, uma posição que preocupa menos pelo número em si e mais pela proximidade da zona de rebaixamento. Atualmente, apenas cinco pontos separam a equipe do Grêmio, primeiro time dentro do Z4, uma margem que pode diminuir caso o jejum ofensivo continue.
O retrospecto como mandante também acende um sinal amarelo adicional. O Coxa tem a segunda pior campanha em casa entre os times da Série A, com três vitórias, três empates e quatro derrotas em 10 jogos no Couto Pereira, além de um saldo negativo de -1 com 11 gols marcados e 12 sofridos.
Pressão sobre Fernando Seabra
O momento também aumenta a cobrança sobre o técnico Fernando Seabra, que ainda não venceu desde a retomada do Brasileirão após a pausa para a Copa do Mundo. O treinador, que chegou a ser sondado pelo Vasco durante a janela e permaneceu no clube paranaense após o time carioca não conseguir viabilizar financeiramente sua rescisão, havia classificado os duelos contra Cruzeiro e Chapecoense, ambos no Couto Pereira, como um momento-chave para os rumos da campanha da equipe.
Com um resultado já perdido diante da Raposa, a pressão se transfere por completo para o confronto seguinte. A queda de rendimento também expôs a carência de opções qualificadas no elenco, um problema que vem sendo apontado internamente e que pode se tornar decisivo caso a diretoria não reforce o time.
Depois da derrota para o Cruzeiro, o Coritiba terá uma semana livre antes de voltar a campo. O próximo compromisso será no dia 8 de agosto, sábado, quando recebe a Chapecoense, atual lanterna do Campeonato Brasileiro, novamente no Couto Pereira, e será a chance do Coritiba buscar recomeçar a boa campanha feita durante o Brasileirão.
Créditos da foto de capa: JP Pacheco/Coritiba