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Crise no Real Madrid expõe elenco dividido e coloca futuro de Arbeloa longe do clube

A temporada 2025-26 do Real Madrid caminha para um encerramento extremamente turbulento. O que começou como um projeto cercado de expectativa acabou se transformando em uma crise esportiva e interna que atinge praticamente todos os setores do clube. Resultados ruins, polêmicas públicas, divisões dentro do elenco e conflitos internos criaram um ambiente de enorme instabilidade às vésperas de mais um clássico decisivo contra o Barcelona.

O cenário ficou ainda mais pesado após relatos envolvendo uma briga em treinamento entre Federico Valverde e Aurélien Tchouaméni, situação que teria deixado o uruguaio hospitalizado. Além disso, nomes importantes do elenco como Kylian Mbappé, Antonio Rüdiger e Álvaro Carreras também se envolveram em diferentes polêmicas nos últimos dias.

O resultado é um ambiente considerado tóxico dentro do clube. Segundo informações divulgadas pela imprensa europeia, alguns jogadores praticamente não se falam mais, enquanto parte do elenco já teria rompido completamente a relação com o técnico Álvaro Arbeloa.

Elenco dividido aumenta crise interna

Foto: Sergio Pérez e Juanjo Martín/EFE

A principal preocupação do Real Madrid neste momento não parece ser apenas o desempenho em campo, mas a fragmentação interna do elenco. Relatos apontam que o grupo está claramente dividido entre jogadores que apoiavam o trabalho de Xabi Alonso e atletas que desejavam mudanças desde sua passagem pelo comando da equipe.

Mesmo após a saída de Alonso em janeiro, a tensão permaneceu dentro do vestiário. Arbeloa chegou justamente com a missão de estabilizar o ambiente após a passagem turbulenta do ex-treinador do Bayer Leverkusen, mas não conseguiu controlar o crescimento dos conflitos internos.

Segundo o jornal L’Équipe, apenas quatro jogadores ainda apoiam claramente Arbeloa dentro do elenco: Jude Bellingham, Fran García, Vinícius Júnior e Valverde.

Os motivos para essa divisão seriam variados. Vinícius Jr nunca teria se identificado completamente com as ideias de Xabi Alonso, enquanto Bellingham não teria gostado da concorrência mais direta com Arda Güler durante a temporada. Já Valverde teria ficado incomodado por atuar improvisado na lateral direita em diferentes momentos.

Do outro lado, Mbappé, Thibaut Courtois, reforços contratados recentemente e boa parte dos jogadores franceses do elenco, apoiavam os métodos de Alonso e enxergavam o antigo treinador como a melhor opção para o projeto esportivo.

Esse tipo de divisão costuma ser extremamente perigoso dentro de grandes clubes porque afeta diretamente a liderança interna do elenco. Quando diferentes grupos passam a defender ideias opostas, o ambiente perde estabilidade e o treinador começa a ter dificuldades para controlar vestiário, intensidade competitiva e até decisões táticas.

O jornalista Manolo Lama revelou ainda que alguns jogadores espanhóis reservas passaram a chamar Arbeloa de “cone”, apelido pejorativo ligado aos tempos de jogador do treinador. A informação reforça o desgaste da imagem do técnico internamente.

Arbeloa deve sair e reformulação já começou nos bastidores

A tendência neste momento é de que Arbeloa deixe o cargo ao fim da temporada. Internamente, a diretoria do Real Madrid já trabalha com possibilidades para reconstruir o projeto esportivo antes do próximo ciclo.

Nomes como Jürgen Klopp, Mauricio Pochettino, Didier Deschamps e José Mourinho surgem como possíveis candidatos ao cargo. Independentemente de quem assumir, o desafio será enorme.

O novo treinador precisará reorganizar um vestiário emocionalmente desgastado, redefinir lideranças internas e reconstruir uma cultura competitiva que parece ter se perdido ao longo da temporada.

Além da comissão técnica, o elenco também deve passar por mudanças importantes. Jogadores como Raúl Asencio, Eduardo Camavinga e Dani Ceballos podem ser negociados. Ao mesmo tempo, veteranos como David Alaba e Dani Carvajal devem deixar o clube ao fim de seus contratos.

Tudo isso mostra que o Real Madrid vive um momento muito mais profundo do que uma simples crise de resultados. O clube parece enfrentar uma ruptura interna de liderança e identidade esportiva.

O clássico contra o Barcelona neste fim de semana aumenta ainda mais a pressão. O rival precisa apenas de um empate para conquistar o título da La Liga enquanto o Madrid tenta evitar uma sequência de temporadas sem troféus relevantes.

Independentemente do resultado, porém, o cenário já parece claro: o Real Madrid se prepara para um dos verões mais importantes e delicados de sua história recente.

(Foto de capa: RMCF)

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Kaique