O Cruzeiro enfrenta mais um capítulo em sua recuperação financeira. Na última semana, o clube mineiro contestou um pedido da Prefeitura de Belo Horizonte, por meio do Fisco Municipal, que requer a reserva judicial de R$ 11.321.378,23.
O montante se refere a impostos municipais não pagos ao longo dos anos. No entanto, o clube alega que esses valores estão devidamente parcelados e com os pagamentos rigorosamente em dia, solicitando a rejeição do pedido da prefeitura.
O caso foi apresentado nos autos do processo de Recuperação Judicial, no qual o Cruzeiro está inserido desde maio de 2023. A Raposa anexou uma certidão negativa de débitos municipais à Justiça, reforçando que não há pendências vencidas relacionadas a tributos do município de Belo Horizonte.
Em sua defesa, a atual gestão do clube argumenta que a dívida foi parcelada em acordos com a prefeitura e está sendo quitada de acordo com o cronograma previsto. Além disso, o Cruzeiro destacou que o crédito tributário municipal não deve ser afetado pelas condições do processo de Recuperação Judicial. Dessa forma, a solicitação da Prefeitura de Belo Horizonte para que fosse feita uma reserva de valores seria improcedente.
Histórico da dívida do Cruzeiro com a PBH
Os R$ 11,3 milhões cobrados pelo Fisco Municipal se referem a impostos que não foram pagos ao longo de gestões anteriores do Cruzeiro, quando o clube enfrentava sérias dificuldades financeiras e administrativas. A dívida inclui impostos municipais, como IPTU e ISS, que se acumularam ao longo dos anos. No entanto, desde que a nova diretoria assumiu, medidas têm sido tomadas para parcelar as pendências e reorganizar as finanças.
O Cruzeiro ressaltou que a reestruturação financeira passa por uma fase complexa, mas o clube tem cumprido rigorosamente suas obrigações fiscais e trabalhistas, o que inclui o pagamento de impostos parcelados. Por isso, a defesa questiona o motivo pelo qual a Prefeitura de Belo Horizonte insiste em uma reserva de valores que, segundo o clube, não está vencida.
No documento enviado à Justiça, a defesa do clube foi enfática ao pedir que o juiz responsável pelo processo de Recuperação Judicial negue o pedido do Fisco Municipal. Segundo o Cruzeiro, o pedido de reserva não faz sentido, já que não existem pendências vencidas e o parcelamento está sendo respeitado.