Na tarde deste domingo (24), o Cruzeiro recebeu a Chapecoense no Mineirão em duelo válido pela 17ª rodada do Campeonato Brasileiro. Em um jogo destacado pelos minutos finais de muita emoção e interferência da arbitragem, a Raposa quase deixou escapar o que pareciam ser três pontos “tranquilos” após o time Condá ter duas oportunidades de chegar ao empate. No entanto, com o impedimento “salvando” o time de Artur Jorge, o time mineiro conseguiu segurar a vitória por 2 a 1.
Cruzeiro encaixa plano ofensivo após pressão da Chape e domina jogo
A Chapecoense iniciou o jogo pressionando a saída de bola do Cruzeiro, conseguindo recuperações perto da grande área do time mineiro. No entanto, não demorou muito para a Raposa conseguir encaixar sua construção de jogo e passar a dominar totalmente a posse da bola, aproveitando os espaços deixados no meio-campo pela pressão do time catarinense.
O Cruzeiro passou a ficar a maior parte do tempo no campo ofensivo, com a Chape abdicando de seus movimentos mais ofensivos para ficar na retranca. Com a bola sempre saindo do meio para os lados, o time de Artur Jorge teve Kaiki Bruno e Kaike Kenji como os jogadores mais participativos na primeira etapa.
No entanto, como o time visitante povoava a grande área com o máximo de atletas possíveis, o cruzamento acabou sendo uma opção não tão proveitosa para a Raposa. Em uma situação como esta, era necessário uma participação mais incisiva de Matheus Pereira, para tentar achar brechas e encontrar passes que desestruturassem a linha defensiva adversária.
E foi justamente em um movimento arriscado pelo camisa 10 que saiu o primeiro gol do time da casa. Após uma sobra na grande área, Matheus Pereira partiu para tentar o domínio e foi derrubado por Rafael Carvalheira. Na cobrança, Kaio Jorge converteu e chegou ao seu terceiro gol na atual edição do Brasileirão.

O Cruzeiro chegou a ampliar o placar em grande estilo, em uma jogada bem trabalhada pela direita, com Kenji acionando Kauã Moraes e o lateral cruzando rasteiro em direção à pequena área. Sinisterra finalizou e Anderson fez a defesa – porém, no rebote, o colombiano mandou para o fundo da rede. O gol acabou sendo anulado por conta de uma falta de Kauã no início da jogada, mas foi um belo exemplo da boa movimentação ofensiva do time mineiro.
Chapecoense volta melhor do intervalo, mas Cruzeiro amplia
Na volta do intervalo, a Chape passou a levar mais perigo ao gol de Otávio, buscando sempre jogadas rápidas no contra-ataque. Destaque para a boa participação de Rafael Carvalheira, que foi o principal articulador para buscar Bolasie ou Ênio no ataque.
O time Condá parecia ficar cada vez mais confortável em explorar o espaço no meio-campo cruzeirense, mas o cenário mudou após a entrada de Christian no lugar de Kenji. Apesar de não ser um atacante tão agudo, o camisa 88 fez valer o vigor físico para criar mais indecisões na defesa adversária e “recuar” um pouco mais Bruno Pacheco na direita, jogador que também foi bem nas transições ofensivas.
Aos 28 minutos, Matheus Pereira encontrou Christian na direita e o ponta cruzou rasteiro para Sinisterra completar. Desta vez, o gol foi validado e o atacante colombiano voltou a balançar as redes desde novembro de 2025.
Fim de jogo de muita emoção e VAR protagonista
A Chape chegou a diminuir o placar aos 35 minutos com um belo cabeceio de João Paulo, aproveitando escanteio de Bruno Pacheco. Buscando capitalizar as jogadas de bola parada, Fábio Matias sacou Vinícius Eduardo, que havia entrado no lugar de Doma no primeiro tempo (lesionado), para colocar um especialista neste quesito, Jean Carlos.
Um gol que parecia ser despretensioso devido ao domínio do Cruzeiro na partida acabou sendo importante para a recuperação da Chape no confronto. Em uma saída errada do goleiro Otávio, Ênio interceptou e tocou para Bolasie, que colocou por debaixo das pernas do jovem arqueiro.
O gol foi anulado por conta da participação de Jean Carlos, impedido, que fez a “parede” para o atacante congolês. Apesar de não ter sido validado, o tento incendiou a equipe visitante na reta final do confronto. Otávio fez dois milagres na sequência para evitar o gol de Bolasie e depois de Meritão no rebote.
Pouco depois, em outra jogada de bola parada da Chape, a bola tocou na mão de Lucas Romero na grande área e o pênalti foi marcado. No entanto, novamente após revisão no VAR, a marcação foi anulada por conta da participação de Bruno Leonardo na jogada, que estava impedido. O time da casa conseguiu segurar o resultado nos acréscimos e conquistou os três pontos.
Resultado: Cruzeiro 2 – 1 Chapecoense
Foto principal: Gustavo Aleixo
Outros resultados: De virada, Athletico vê Viveros brilhar em vitória sobre o Remo por 2 a 1
O duelo entre Remo e Athletico Paranaense foi marcado pelo brilho do colombiano Kevin Viveros e pela intervenção da arbitragem. O time da casa iniciou bem, abrindo o placar com Jajá aos 13 minutos. Porém, após o tento, o Furacão passou a dominar as ações em campo. A equipe paranaense chegou a empatar aos 25, mas o gol foi anulado por mão de Zapelli na jogada.
Viveros deixou tudo igual na reta final da primeira etapa, e já nos acréscimos, aconteceu o lance mais polêmico do confronto: Jajá, autor do gol paraense, fez um gesto obsceno para Benavídez e foi expulso após revisão no VAR.
O Furacão chegou à virada logo no início da segunda etapa, novamente com Viveros. Já na reta final do confronto, o Remo teve um pênalti marcado à seu favor, mas o árbitro voltou atrás após revisão no VAR. Apesar do susto, o Athletico foi quem teve mais chances de ampliar no fim do confronto.



