Em uma das principais janelas de transferências do futebol mundial, com várias equipes gastando muito dinheiro em contratação, com destaque para alguns times da Inglaterra, como Liverpool e Arsenal, o Milan fez o caminho inverso.
A equipe italiana, que vive momentos ruins nos últimos anos, deixando de ter o mesmo prestígio do início do século, foi ativa bem ativa durante a janela de transferências de verão. Contudo, o time se destacou mais por suas vendas do que compras.

Movimentações
O Milan está extremamente ativo na janela de transferências. A equipe gastou mais de 100 milhões de novos jogadores, enquanto movimentou 260 milhões de euros entre entradas e saídas. A tendência é que esses números aumentem.
Sete jogadores foram contratados, já 15 foram negociados. Além deles, vale a pena mencionar o retorno de cinco jogadores (Saelemaekers, Bennacer, Adli, Okafor e Lazetic) de empréstimo, enquanto outros (Florenzi, Jovic e Vasquez) deixaram o time de graça e outros não foram comprados (Walker, João Félix, Sottil e Abraham).
Contando todos, foram 33 jogadores em fluxo no Milan. A tendência é que a equipe ainda contrate mais um atacante antes do fim da janela. Contudo, a janela de transferência do Milan pode ser resumida em uma palavra: revolução.
Isso era necessário devido à temporada passada, em que a equipe terminou apenas na oitava colocação. Esse fato colocou pressão na diretoria, e as coisas parecem que estão mudando.
Até o momento, o Milan gastou 102,5 milhões de euros (111,5 milhões no total devido a bônus) apenas em transferências. A principal contratação foram os meio-campistas Ardon Jashari (37 milhões de euros no total) e Samuele Ricci (25 milhões no total). Mas a que mais chamou a atenção foi a aquisição gratuita de Luka Modric. Mesmo com muita idade, o croata é uma boa reposição para Tijjani Reijnders, que foi contratado pelo Manchester City por 72 milhões no total.

Defesa
Se o meio-campo passou por mudanças, a defesa também. Theo Hernández (25 milhões) foi substituído por Pervis Estupinan. Emerson Royal, Calabria, Florenzi e Walker também deixaram a equipe, com apenas Jimenez permanecendo no clube. Por conta disso, Zachary Athekame, Alexis Saelemaekers e Koni De Winter serão de extrema importância para a nova temporada. Vale destacar que Thiaw também deixou o clube rumo ao Newcastle por 40 milhões de euros.

Ataque e outros
O ataque também sofreu mudanças nessa chamada “revolução” do Milan. Bennacer, Adli e Lazetic estão à venda e não fazem parte do planejamento da equipe para a nova temporada. Uma aquisição para área deve ser feita em breve, com alguns alvos em mente para o time.
No geral, o Milan resolveu muitos problemas nesta janela. Do empréstimo de jovens jogadores para a negociação de alguns nomes que eram vistos como problemáticos para o clube, como foram os casos de Emerson Royal (Flamengo) e Álvaro Morata (Como).
A expectativa é que o Milan passe por novas mudanças em um futuro próximo, já que a equipe busca voltar aos tempos de glórias vividos há muitos anos. O fato dessa revolução ter iniciado já é algo positivo, até porque o Milan não tinha como piorar, em termos de elenco, e a temporada passada mostrou muito disso.
Longe das principais competições européias, o Milan não conseguiu sucesso nem mesmo no Campeonato Italiano, onde já foi considerado uma das principais equipes. E para piorar, viu seus principais rivais, como Juventus e Inter de Milão, conquistarem títulos e indo longe na Champions League.
Novos tempos parecem estar à frente do Milan, e a equipe terá que trabalhar para virar a “chave” em busca de voltar ao caminho do sucesso.
(Foto principal: Getty Images/Milan)


