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Futebol Serie A

Após decepções, Milan passa por revolução e parece no caminho certo

Em uma das principais janelas de transferências do futebol mundial, com várias equipes gastando muito dinheiro em contratação, com destaque para alguns times da Inglaterra, como Liverpool e Arsenal, o Milan fez o caminho inverso.

A equipe italiana, que vive momentos ruins nos últimos anos, deixando de ter o mesmo prestígio do início do século, foi ativa bem ativa durante a janela de transferências de verão. Contudo, o time se destacou mais por suas vendas do que compras.

Luka Modric (Foto: Getty Images)
Luka Modric (Foto: Getty Images)

Movimentações

O Milan está extremamente ativo na janela de transferências. A equipe gastou mais de 100 milhões de novos jogadores, enquanto movimentou 260 milhões de euros entre entradas e saídas. A tendência é que esses números aumentem.

Sete jogadores foram contratados, já 15 foram negociados. Além deles, vale a pena mencionar o retorno de cinco jogadores (Saelemaekers, Bennacer, Adli, Okafor e Lazetic) de empréstimo, enquanto outros (Florenzi, Jovic e Vasquez) deixaram o time de graça e outros não foram comprados (Walker, João Félix, Sottil e Abraham).

Contando todos, foram 33 jogadores em fluxo no Milan. A tendência é que a equipe ainda contrate mais um atacante antes do fim da janela. Contudo, a janela de transferência do Milan pode ser resumida em uma palavra: revolução.

Isso era necessário devido à temporada passada, em que a equipe terminou apenas na oitava colocação. Esse fato colocou pressão na diretoria, e as coisas parecem que estão mudando.

Até o momento, o Milan gastou 102,5 milhões de euros (111,5 milhões no total devido a bônus) apenas em transferências. A principal contratação foram os meio-campistas Ardon Jashari (37 milhões de euros no total) e Samuele Ricci (25 milhões no total). Mas a que mais chamou a atenção foi a aquisição gratuita de Luka Modric. Mesmo com muita idade, o croata é uma boa reposição para Tijjani Reijnders, que foi contratado pelo Manchester City por 72 milhões no total.

Emerson Royal (Foto: Ruano Carneiro/Getty Images)
Emerson Royal (Foto: Ruano Carneiro/Getty Images)

Defesa

Se o meio-campo passou por mudanças, a defesa também. Theo Hernández (25 milhões) foi substituído por Pervis Estupinan. Emerson Royal, Calabria, Florenzi e Walker também deixaram a equipe, com apenas Jimenez permanecendo no clube. Por conta disso, Zachary Athekame, Alexis Saelemaekers e Koni De Winter serão de extrema importância para a nova temporada. Vale destacar que Thiaw também deixou o clube rumo ao Newcastle por 40 milhões de euros.

Álvaro Morata (Foto: Divulgação/Milan)
Álvaro Morata (Foto: Divulgação/Milan)

Ataque e outros

O ataque também sofreu mudanças nessa chamada “revolução” do Milan. Bennacer, Adli e Lazetic estão à venda e não fazem parte do planejamento da equipe para a nova temporada. Uma aquisição para área deve ser feita em breve, com alguns alvos em mente para o time.

No geral, o Milan resolveu muitos problemas nesta janela. Do empréstimo de jovens jogadores para a negociação de alguns nomes que eram vistos como problemáticos para o clube, como foram os casos de Emerson Royal (Flamengo) e Álvaro Morata (Como).

A expectativa é que o Milan passe por novas mudanças em um futuro próximo, já que a equipe busca voltar aos tempos de glórias vividos há muitos anos. O fato dessa revolução ter iniciado já é algo positivo, até porque o Milan não tinha como piorar, em termos de elenco, e a temporada passada mostrou muito disso.

Longe das principais competições européias, o Milan não conseguiu sucesso nem mesmo no Campeonato Italiano, onde já foi considerado uma das principais equipes. E para piorar, viu seus principais rivais, como Juventus e Inter de Milão, conquistarem títulos e indo longe na Champions League.

Novos tempos parecem estar à frente do Milan, e a equipe terá que trabalhar para virar a “chave” em busca de voltar ao caminho do sucesso.

(Foto principal: Getty Images/Milan)