Robelis Despaigne precisou de poucos minutos para mostrar que continua sendo um perigo no peso-pesado. O cubano venceu Junior “Cigano” dos Santos na primeira luta do card principal do MVP MMA com um nocaute ainda no primeiro round, encerrando o combate após uma sequência contundente de golpes.
Nos primeiros movimentos da luta, Despaigne tomou a iniciativa e conectou bons socos em Cigano, que tentava responder com chutes baixos fortes para minar a base do adversário. Mesmo sentindo os ataques na perna, o cubano seguiu avançando e aproveitando as brechas deixadas pela movimentação do brasileiro.
Em seu retorno ao MMA, Despaigne aumentou o seu record para seis vitórias e duas derrotas, sendo as seis por nocaute. Cigano, por sua vez, retornou após dois anos e continuou sua sequência de derrotas. Agora são seis derrotas nas últimas seis lutas para o brasileiro.
Despaigne usa poder das mãos para vencer Cigano com facilidade
Usando o seu estilo de luta pouco ortodoxo, Robelis Despaigne começou tomando a iniciativa da luta e conectando bons socos em Junior Cigano, que respondia com chutes baixos fortes que começavam a minar a base do cubano. Apesar disso, Despaigne continuava andando para frente, se aproveitando de um jogo de pernas ruim do brasileiro.
Mesmo com tudo isso, Cigano derrubou Despaigne com um chute potente na perna, fazendo o cubano perder um pouco do seu ímpeto e segurar a caminhada para frente. Os dois continuaram em pé mesmo com uma tentativa de queda do brasileiro, e isso se provou ser um problema.
Quando achou a distância, Despaigne começou a trazer problemas para Cigano. Usando o poder de suas mãos, o cubano balançou o brasileiro, continuando a acertar uppercuts potentes. Depois, acertou um belo soco que derrubou Cigano, forçando o árbitro a interromper o confronto.
Análise: Despaigne tem muito o que melhorar, mas força nas mãos são um diferencial claro
Robelis mostrou mais uma vez que sua explosão e potência seguem sendo fatores decisivos no peso-pesado, mas a luta também deixou claro que ainda existem brechas importantes no jogo do cubano. Mesmo pressionando desde o início e conseguindo o nocaute sobre Junior Cigano, Despaigne voltou a apresentar dificuldades na movimentação e na defesa de chutes baixos, algo que adversários mais estratégicos podem explorar em confrontos futuros.
A reta final evidenciou exatamente o tipo de perigo que o cubano representa. Assim que ajustou a distância, o cubano conectou golpes pesados em sequência, balançou Cigano e acelerou o ritmo até conseguir a queda que levou à interrupção do árbitro.
Para Cigano, a derrota reforça o momento da carreira, principalmente pela dificuldade em absorver golpes e manter intensidade diante de atletas fisicamente explosivos.
Já Despaigne sai com mais uma vitória construída na força bruta e no poder de nocaute, mas ainda cercado de dúvidas sobre como reagiria contra adversários com maior volume, movimentação e controle tático.