Di María foi novamente alvo de ameaças em Rosário, sua cidade natal na Argentina. Na última quarta-feira, 29, um mural com o rosto do jogador foi vandalizado com a frase “Ainda vai voltar?”, enquanto homens dispararam contra um posto de gasolina e deixaram uma mensagem dirigida ao atleta.
“Estamos te esperando, Di María. Os rosarinos”, diz o bilhete divulgado pela imprensa local.
No local, também foram vistos cartazes com referências aos quatro rebaixamentos do Rosario Central no Campeonato Argentino. Em março, o tom foi ainda pior. Um cartaz foi deixado por um carro em frente à casa onde Di María e os familiares ficam quando estão na cidade.
Antes disso, Di María e sua família já tinham sido ameaçados. Três homens lançaram uma bolsa contendo um cartaz que ordenava ao atacante que não retornasse a Rosário. Um suspeito, identificado como o mentor do ato, foi preso pela polícia.
Próximo passo
Di María, de 36 anos, está prestes a encerrar seu contrato com o Benfica e ainda não definiu seu futuro. As ameaças ressurgiram depois que aumentaram os rumores sobre um possível retorno dele ao Rosario Central, clube onde começou sua carreira.
“Tenho uma relação muito especial com ele. Hoje mesmo falei com ele. É claro que é meu desejo como torcedor e de todas as pessoas do Rosario Central de que Angelito (Di María) volte a vestir a camisa. Ele também deseja isso. É o sonho que tem desde que foi embora”, disse Kily González, técnico do Rosario Central, em entrevista.
Enquanto não decide seu próximo passo, Di María está focado em sua despedida da seleção argentina. O atacante participará da Copa América em junho, marcando sua última competição com a equipe nacional.

Di Maria e seu desejo de voltar ao Rosário Central
Em 20 de março deste ano, Di María conversou com a ‘ESPN’ Argentina e falou abertamente sobre o desejo de voltar a jogar no Rosario Central, de onde saiu em 2007 para brilhar no futebol europeu.
“Estou tranquilo [quanto ao futuro], mas digo que é um sonho poder voltar [ao Rosario Central]. Ultimamente tenho visto as coisas que estão acontecendo em Rosário, e isso influencia muito. Tenho minha família e as coisas que estão acontecendo afetam a todos. Mas a ilusão de voltar sempre existe”, disse.
“Voltar à Argentina é um sonho que pode se tornar realidade. Sempre disse que seria uma felicidade encerrar minha carreira no Central”, completou.
(Foto: Reprodução)