O nome de Éderson pode ter ganhado mais importância depois dessa última quarta-feira (23), porque em seguida dessa data, é difícil que alguém vá criticar o nome dele na lista de Dorival Júnior. O meio-campista da Atalanta, não foi recebido da melhor maneira pelo público brasileiro, porém, resolveu provar o contrário para todos esses críticos que não gostaram de ver o seu nome.
A equipe de Bérgamo enfrentou o badalado Bayer Leverkusen de Xabi Alonso, campeão da Bundesliga de forma invicta. Os alemães não sabiam o que era perder há 51 jogos, conhecendo desta vez, quando encontraram o time de Gasperini. A atuação de Lookman foi simplesmente brilhante, com seus três gols levou a Atalanta para o topo do mundo, porém, não tem como esquecer de Éderson.
O volante brasileiro teve um papel nada fácil em Dublin, onde teve de segurar os alas de Xabi, Jeremie Frimpong e Alejandro Grimaldo. É claro que Éderson não teve apenas essa missão, mas é possível falar sobre essa ser a mais difícil das presentes, muito por conta do jogo girar em torno dessas duas peças e de Florian Wirtz auxiliando ambos.
A pressão dos alemães correlacionada com a grande imposição no meio de campo, eram dois pontos que poderiam ser problemáticos para o brasileiro. Entretanto, depois da fraca atuação diante da Juventus na Copa da Itália, é imaginável que os atletas da Atalanta estariam com uma “casca a mais” para o confronto, sem estar interessado em deixar outro título “escorregar pelas suas mãos”.
Normalmente, é dito sobre o trabalho dos volantes ser o “sujo” em campo. Pelo fato de estarem mais focados em dar o “segundo passe”, nas roubadas de bola, nas matadas de jogadas, mas a beleza desse estilo de jogo é muito maior do que todas essas falas. Por essas e outras, que o futebol europeu está vidrado neste jogador, completamente focado em tirá-lo da Itália.
Éderson x Bayer Leverkusen
Olhando diretamente para os lances de Éderson em campo, externam a sua capacidade de sair com bastante tranquilidade, mesmo com a chegada de marcadores. O brasileiro sabia muito bem onde estava pisando e como observar tudo em seu arredor, conseguindo colocar Lookman em boas oportunidades de gol, privilegiando sua velocidade.
O ponto de saber ir e volta também era crucial, porque na partida deste nível, não existia a possibilidade de se acalmar ou baixar o ritmo. Por mais que a Atalanta tivesse aberta o 2 a 0 nos primeiros minutos, a cabeça dos jogadores do clube italiano não abaixou, porque na última vez que os Leões estiveram nessa situação, levaram a Roma de volta para casa.
Sem se apequenar, Éderson continuou correndo da mesma maneira, primeiro forçando Xabi Alonso a trocar Grimaldo, que simplesmente não conseguia jogar. Em seguida, estava mantendo Frimpong “em cativeiro”, porque o melhor lateral-direito da temporada não tinha a possibilidade de respirar tranquilamente, receber um lançamento sozinho, porque lá estava o brasileiro na cobertura.
A partida foi encerrada com o brasileiro tendo as seguintes estatísticas:
100% dribles completos (2/2)
100% duelos aéreos vencidos (2/2)
28 passes completos
6 duelos vencidos
2/3 divididas ganhas
2 interceptações
1 grande chance criada
Não dá para dizer ao certo que posição ele joga, principalmente por conta do sistema da Atalanta jogar com cinco atletas na última linha. Entretanto, é possível dizer que é uma forma de camisa 6 e 8 híbrido, com a capacidade de fazer belas leituras defensivas, algo bizarramente interessante. A mesma forma como ele consegue subir ao ataque, tem a possibilidade de trabalhar atrás.
Nesta ocasião, atuou um pouco mais recuado devido a presença de Koopmeiners, um atleta com mais capacidade ofensiva e sem velocidade para recompor, colocando Éderson nesta tarefa.
Um nome interessantíssimo para essa próxima grande janela de transferências.
Foto: Divulgação/Atalanta