Ednaldo Rodrigues Brasileirão
Brasileirão Futebol Série B

Após novas polêmicas, Ednaldo admite problemas da arbitragem

O presidente da CBF, Ednaldo Rodrigues, expressou críticas em relação às arbitragens nas competições de clubes administradas pela própria confederação. O tema será discutido em uma reunião entre a CBF e os dirigentes dos clubes das Séries A e B, que ocorrerá nesta sexta-feira.

Ednaldo Rodrigues

– Tem acontecido equívocos que não eram para acontecer. Quem acompanha os jogos sabe. Os árbitros aplicam um critério, e depois de dois ou três jogos, o mesmo árbitro modifica [os critérios]. Essas questões têm que ser discutidas. A crítica sempre é importante quando é construtiva – disse Ednaldo na sexta-feira, logo após a convocação da seleção brasileira para os jogos contra Paraguai e Equador pelas Eliminatórias.

No entanto, o dirigente defendeu o trabalho de Wilson Seneme, chefe da Comissão de Arbitragem, que foi contratado por Ednaldo Rodrigues em abril de 2022, no início de sua gestão. Seneme havia desempenhado o mesmo cargo na Conmebol por seis anos.

– Se fosse assim [trocar o chefe dos árbitros], já teria trocado dez vezes. Porque sempre está tendo erro, isso é notório. O Seneme sabe também da [minha] posição. A gente pontua erros em algumas arbitragens. Ele também não está satisfeito. Ele faz o trabalho, mas sabe que pode ser melhor por parte dos árbitros.

Ainda nesta sexta, haverá uma reunião com os clubes sobre o momento da arbitragem nacional.

“Tem uma reunião da comissão de árbitros com os árbitros e depois com os clubes. Se fosse só trocar a pessoa que comanda, isso vai atrasar cada vez mais o que a gente pretende de melhorias”, completou Ednaldo.

Falta de critérios

“A padronização tem que ser discutida e aplicada. Senão, vai acontecer de um jeito aqui e, no outro jogo, diferencia. Com o mesmo árbitro. Se não mudou a regra, por que o árbitro está mudando o entendimento? Cada jogo é uma situação, mas o futebol é claro e as regras não mudam da noite para o dia.

Profissionalização dos árbitros?

“Profissionalização é lei, já está aprovada. Mas a regulamentação, não. Falam: ‘Vamos profissionalizar’. Mas não discutem a legislação aplicada aos árbitros, carga horária de trabalho, tempo de aposentadoria, piso salarial. As pessoas falam como se fosse só colocar no papel que é profissional a partir de hoje. Precisa de um projeto consistente, tramitado no Congresso.”