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Emery busca sua primeira Supercopa: Mas isso realmente importa?

O técnico Unai Emery chega à Supercopa da UEFA desta quarta-feira (12), em Salzburgo, para enfrentar o PSG, carregando uma curiosidade que parece pequena diante da grandeza de sua carreira, mas ganhou novo significado pelo atual momento do Aston Villa: o treinador espanhol ainda não conquistou o torneio. Em três participações anteriores, foi derrotado pelo Barcelona, em 2015, e pelo Chelsea, nos pênaltis, em 2021. Além disso, sofreu outro revés diante do Barcelona durante sua passagem pelo Sevilla, aumentando a lista de decepções na competição e mantendo vivo o desafio de finalmente levantar o troféu.

A pergunta, portanto, é inevitável: isso realmente pesa para Emery? Em termos de legado, provavelmente menos do que aparenta. O treinador espanhol já construiu uma das trajetórias mais marcantes da história recente das competições europeias, sobretudo na UEFA Europa League, torneio que conquistou cinco vezes, um recorde. A mais recente veio justamente pelo Aston Villa, na temporada passada, quando a equipe venceu o Freiburg por 3 a 0 e encerrou um jejum de 30 anos sem conquistar um grande troféu, reforçando ainda mais seu prestígio internacional.

Por isso, transformar a Supercopa da UEFA em uma espécie de dívida pessoal seria diminuir a dimensão do trabalho realizado pelo técnico Unai Emery. O torneio não possui o mesmo peso de uma Champions League, de um campeonato nacional ou mesmo de uma grande competição continental disputada durante toda a temporada. Trata-se de uma decisão única, realizada no início do calendário, quando os elencos ainda passam por ajustes e muitos jogadores não recuperaram o ritmo ideal. Mesmo assim, para o Aston Villa, a oportunidade carrega um enorme valor simbólico e pode representar mais um capítulo especial.

O clube chega ao confronto como campeão da UEFA Europa League e terá pela frente o atual vencedor da Champions League. É justamente o tipo de partida que evidencia a transformação promovida por Emery desde sua chegada. O Aston Villa deixou de ser apenas uma equipe competitiva da Premier League para recuperar protagonismo e voltar a ocupar um espaço de destaque no futebol europeu. Nesse cenário, a Supercopa representa menos um teste definitivo para medir a capacidade do treinador e mais um retrato claro da evolução alcançada pelo projeto desde o início de sua trajetória.

O problema é que o contexto deixa a missão ainda mais complicada. O Aston Villa perdeu peças importantes durante a janela de transferências, entre elas Lucas Digne, Morgan Rogers e Youri Tielemans, enquanto Douglas Luiz e Jadon Sancho também deixaram o clube. Para completar, Ezri Konsa, Ollie Watkins e Emiliano Martínez estarão ausentes após disputarem a Copa do Mundo de 2026 e receberem um período maior de descanso. Emery, portanto, precisará encarar o PSG com um elenco ainda em construção, aumentando consideravelmente o desafio nesta decisão europeia.

Isso reforça a ideia de que o resultado não deve servir como julgamento isolado sobre o trabalho do treinador. Em caso de vitória, Emery adicionará mais um troféu europeu ao currículo e dará ao Aston Villa uma demonstração importante de que o clube pode competir diante da elite continental. Se perder, a temporada não estará comprometida, nem seu trabalho perderá relevância. O verdadeiro desafio estará na capacidade de reconstruir o elenco, voltar a disputar as primeiras posições da Premier League e manter competitividade na Champions League ao longo da temporada.

Ainda assim, Emery não demonstra qualquer intenção de encarar a partida como simples formalidade. O treinador espanhol deixa claro que pretende vencer todas as competições e considera o confronto uma etapa importante no processo de evolução do Aston Villa. Essa postura competitiva reforça a ambição do projeto e mostra que o clube não pretende apenas participar dos grandes palcos europeus, mas disputar cada oportunidade de conquista. Nesse sentido, essa mentalidade vencedora pode ter um significado ainda maior para o futuro do trabalho do treinador do que a própria taça.

A busca pela primeira Supercopa da UEFA, portanto, importa, mas não por representar uma lacuna capaz de diminuir a trajetória de Emery. Ela importa por oferecer a chance de confirmar que o Aston Villa alcançou outro patamar. O troféu seria consequência, não definição de seu trabalho. Para um técnico que transformou a UEFA Europa League em especialidade, devolveu ao Villa um título continental e prepara o clube para a Champions League, a maior conquista é fazer noites assim deixarem de ser exceção. Se a taça vier, melhor. Caso contrário, o projeto seguirá maior que uma final.

Foto: Getty Images

Como Emery busca conduzir o Aston Villa a mais um título internacional em sua história, caso vença a Supercopa

Para iniciar a temporada 2026/27 com o pé direito, Emery terá nesta quarta-feira, em Salzburgo, a oportunidade de conduzir o Aston Villa a mais um título internacional e reforçar uma transformação que já recolocou o clube entre os protagonistas do futebol europeu. Diante do PSG, campeão da UEFA Champions League, o treinador espanhol reencontra um adversário que conhece bem e que representa uma lembrança marcante da evolução do Villa sob seu comando. A Supercopa da UEFA coloca frente a frente o campeão da Europa League e o atual campeão europeu.

O confronto também é uma repetição das quartas de final da Champions League de 2024/25. Naquela ocasião, o PSG venceu por 3 a 1 no Parc des Princes e abriu uma vantagem importante. Em Birmingham, porém, o Aston Villa reagiu de maneira impressionante. Mesmo começando a segunda partida em desvantagem de 2 a 0 no placar, a equipe de Emery virou para 3 a 2, pressionou até os minutos finais e ficou muito perto de uma das maiores reviravoltas da competição. O PSG avançou por apenas 5 a 4 no agregado.

Mais do que uma eliminação, aquela noite representou um sinal claro de que Emery havia transformado o Villa em uma equipe capaz de enfrentar os melhores da Europa. Agora, o desafio é dar o passo seguinte: transformar competitividade em títulos e consolidar o clube como uma força de nível internacional. Depois de conquistar a UEFA Europa League, encerrando um longo período sem troféus europeus, a equipe de Birmingham começa a temporada 2026/27 diante de uma oportunidade histórica.

A diretoria do Aston Villa também buscou ampliar as ferramentas de Emery. Johan Manzambi chegou do Freiburg, enquanto João Gomes foi contratado ao Wolverhampton para reforçar o meio-campo. Alejandro Garnacho, emprestado pelo Chelsea, aumentou as opções ofensivas. O investimento revela uma ambição maior: além da Supercopa, o objetivo é formar um elenco capaz de competir novamente na Champions League.

Por outro lado, Manzambi ficará fora desta decisão em razão de uma lesão no joelho, aumentando ainda mais as dificuldades encontradas por Emery. A ausência representa uma baixa importante justamente em um momento no qual o Aston Villa precisa lidar com um elenco em reconstrução e enfrentar um adversário de alto nível. Apesar das limitações, o treinador mantém sua confiança no projeto e acredita que a equipe precisa seguir evoluindo. Para o espanhol, cada desafio serve como oportunidade para fortalecer o grupo e consolidar o crescimento do clube.

Caso conquiste a Supercopa, Emery acrescentará mais um título internacional ao projeto e, principalmente, dará ao Aston Villa uma confirmação simbólica de que o clube mudou definitivamente de patamar. A taça seria mais do que uma revanche contra o PSG: seria a demonstração de que aquela quase reação de 2025 não foi acaso, mas o início de uma nova era para o Villa no futebol europeu.

Foto: Getty Images

Será que o Aston Villa de Emery vai alcançar o segundo título de sua história da Supercopa da UEFA?

O Aston Villa chega à Supercopa da UEFA com a possibilidade de conquistar pela segunda vez em sua história um troféu que não levanta há 44 anos. A única conquista aconteceu em 1982, quando o clube inglês superou o Barcelona e confirmou uma das temporadas mais importantes de sua história europeia. Agora, diante do Paris Saint-Germain, em Salzburgo, o time comandado por Emery tenta repetir aquele feito e transformar a evolução recente em mais um título internacional.

A missão, entretanto, será extremamente complicada. O PSG chega como campeão da Champions League, enquanto o Villa garantiu sua vaga após conquistar a Europa League. Ainda assim, Emery tem motivos para acreditar que sua equipe pode encarar os franceses de igual para igual. O treinador espanhol já mostrou que consegue preparar o Aston Villa para grandes noites europeias e construiu uma mentalidade competitiva que ficou evidente na campanha continental anterior.

O reencontro com o PSG também tem significado especial. Na edição da UEFA Champions League de 2024/25, os franceses eliminaram o Aston Villa nas quartas de final por 5 a 4 no agregado. Após perder por 3 a 1 em Paris, a equipe comandada pelo técnico Unani Emery venceu a equipe parisiense por 3 a 2, no Villa Park, em Birmingham e pressionou até o fim, mostrando que já podia competir diante da elite europeia.

O desafio desta vez será ainda maior porque Emery não terá todas as suas principais peças no elenco do Aston Villa. Ezri Konsa, Ollie Watkins e Emiliano Martínez estão indisponíveis após a participação na Copa do Mundo, enquanto Amadou Onana e Johan Manzambi também enfrentam problemas físicos. Além disso, o elenco sofreu mudanças importantes durante a janela de transferências.

É justamente nesse cenário que o espírito vencedor e raçudo do Aston Villa pode fazer diferença. Emery sabe que o PSG possui enorme qualidade individual, mas também acredita na força coletiva de sua equipe. A Supercopa pode representar, portanto, muito mais do que uma revanche: pode ser a confirmação de que o Villa está preparado para disputar títulos internacionais regularmente.

Se conquistar a taça, o Aston Villa encerrará uma espera iniciada em 1982 e colocará seu segundo troféu da Supercopa da UEFA na galeria. Para o técnico Unani Emery, será também a oportunidade de transformar a competitividade construída nos últimos anos em uma nova página histórica. O favoritismo pode estar do lado francês, mas o Villa chega com algo que não pode ser medido apenas pelo elenco: confiança, resistência e a convicção de que pode novamente desafiar a elite europeia.

(Foto: Getty Images)