O atacante Endrick nunca demonstrou qualquer intenção de deixar o Real Madrid. Mesmo com as poucas oportunidades recebidas, sempre deixou claro que queria continuar em um dos maiores clubes do mundo. Porém, o tempo tem passado, e a situação do brasileiro tem se tornado cada vez mais complicada. Para piorar, o brasileiro sofreu uma nova lesão no tendão da coxa direita. E, como se já não bastasse, viu Gonzalo Garcia brilhar na Copa do Mundo de Clubes, mostrando todo seu potencial e talento para continuar entre os onze titulares.
Endrick teve lampejos promissores sob o comando de Carlo Ancelotti, mas mesmo assim, era uma das últimas opções do técnico italiano. Houve rumores sobre uma possível saída do atacante, mas no fim das contas, ele ficou. E mesmo com poucos minutos em campo, mostrou faro de gol. Mas, infelizmente, a lesão sofrida no dia 18 de maio, contra o Sevilla, o tirou completamente de cena, e desde então, não voltou mais aos gramados.
Afastado, o brasileiro sofre acompanhando os jogos do banco (ou da tribuna). Ainda mais agora, com Xabi Alonso no comando e um esquema que favorece justamente a presença de dois atacantes, com um terceiro jogador flutuando pelo meio, bem próximo da dupla ofensiva. Contra o Paris Saint-Germain, por exemplo, o Real Madrid contou com o retorno de Kylian Mbappé como titular, mas mesmo assim, Gonzalo Garcia permaneceu entre os onze. O resultado? Nem foi dos melhores, na verdade, foi o pior possível. Mas Garcia teve sua chance ao lado de Vini Jr e Mbappé.
Outro fator que influencia nesse cenário é a situação indefinida de Rodrygo. O camisa 11, por muito tempo uma peça incontestável do elenco, agora vive momentos de incerteza sobre seu futuro. As dúvidas sobre sua continuidade no Real Madrid o fazem refletir se ainda seguirá na Espanha ou buscará novos ares em outro gigante europeu.
Enquanto isso, Garcia segue aproveitando cada chance que aparece, assim como Arda Güler, que deu um salto gigantesco sob o comando de Xabi Alonso. O turco brilhou no Mundial de Clubes, correspondeu à confiança do técnico e justificou o carinho antigo: no Bayer Leverkusen, Xabi já indicava seu nome repetidamente como um dos talentos mais promissores do futebol mundial.
Endrick fora de ação

A nova lesão de Endrick, no mesmo local da anterior, deve deixá-lo fora por um período estimado entre oito a dez semanas. A recuperação vai depender da evolução clínica, mas a expectativa do departamento médico é de que esse seja o tempo necessário para colocá-lo 100%. Segundo o jornal Marca, não há dúvidas sobre a confiança do Real Madrid no potencial do jovem atacante, e por isso, o clube fará de tudo para garantir uma recuperação perfeita — sem correr riscos de agravamento.
Endrick chegou ao Real Madrid depois de encantar o mundo com sua passagem pelo Palmeiras. Desde o começo, deixou claro que não queria ser emprestado. Acreditava no seu talento, queria brigar por posição, mesmo sabendo que o cenário não seria fácil. Só que aí veio Kylian Mbappé, e os planos do brasileiro precisaram ser recalculados.
O francês chegou, encantou e já na sua primeira temporada guardou 44 gols, faturando a Chuteira de Ouro e virando o dono absoluto da camisa 9. Enquanto isso, Endrick, com menos chances, tentava se destacar nas poucas vezes que era acionado, especialmente na Copa do Rei. Criava, inventava, arriscava. Mas também ouviu críticas públicas de Ancelotti e passou longos períodos esquentando o banco.
Essa falta de minutos afetou não só seu desenvolvimento no clube, mas também sua visibilidade, e custou caro: ficou de fora da Seleção Brasileira nas últimas convocações, perdendo espaço nos holofotes.
Agora, o foco total de Endrick precisa estar em sua recuperação. Mais do que voltar a jogar, ele precisa recuperar o tempo perdido e provar, dentro de campo, que pode sim ser protagonista no Real Madrid. O desafio é grande, mas o talento é inegável. E se conseguir recuperar o ritmo, talvez consiga fazer o que muitos não esperavam: ultrapassar Gonzalo Garcia e conquistar de vez seu espaço entre os titulares.
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