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Espanha tem talento e está pronta para vencer a Copa do Mundo novamente; Confira

A Copa do Mundo de 2026 se aproxima para a Espanha. Em Valladolid, a equipe permaneceu invicta, e a Bulgária entrou na lista de seleções que ajudaram a Furia Roja a igualar o recorde de 29 jogos invictos, alcançando, assim, o histórico da Itália, de 31. Surge a sensação de um time com força para dosar esforços sem ceder ao vício: vencer, vencer e vencer de novo. Sob o comando do técnico Luis de la Fuente, a seleção do país segue com 100 % de aproveitamento nas Eliminatórias Europeias, liderando o Grupo E com 12 pontos, restando duas rodadas para o fim do ciclo.

O talento espanhol é o meio-campista Pedri, verdadeiro maestro da seleção. A equipe joga conforme ele dita: suas pausas são tão essenciais quanto suas acelerações, assim como seus passes por trás da defesa adversária que criam inúmeras chances para a Espanha. Suas chuteiras e seu cérebro são responsáveis por grande parte do que posiciona a Furia Roja em situação de privilégio às vésperas do Mundial. Afinal, o futebol ainda é dos meio-campistas, e entre eles, não há ninguém como o camisa 20 da Espanha.

Além de Pedri, a Espanha ainda conta com Lamine Yamal, Nico Williams, Mikel Oyarzabal, Fabián Ruiz, Rodri, Mikel Merino e Dani Carvajal. Mas acima de tudo, o meio-campista do Barcelona permanece como o motor da Furia Roja e a aclamação popular faz seu valor falar por si só. O número de Aymeric Laporte é 14. O zagueiro do Athletic Bilbao, o último a se incorporar ao elenco, recusou-se a reassumir seu antigo número e manteve o 10 — após Jesús Rodríguez escolher o 11 para Ferran Torres nos jogos de outubro, contra Geórgia e Bulgária, respectivamente.

É raro ver um zagueiro com esse número, mas Aymeric está ali, atuando. Sua autoridade no vestiário da Espanha transcende o número em suas costas. Ele o carrega, ponto final. Para Luis de la Fuente, ele é parte da primeira unidade, ao lado de Robin Le Normand. Juntos com Dean Huijsen, Daniel Vivian e Pau Cubarsí, formam o bloco central: quatro para cinco vagas. Com Laporte de volta depois de onze meses afastado, a disputa promete emoções na próxima Data Fifa, que será em novembro.

Durante a coletiva pré-jogo contra a Bulgária pelas Eliminatórias Europeias para a Copa do Mundo, o técnico De la Fuente avisou que Samu Aghehowa poderia começar entre os titulares — e assim foi, pela primeira vez desde sua estreia com a seleção da Espanha, em novembro passado. O treinador cercou o atacante do Porto com o mesmo meio-campo usado em Elche. Ao lado dele, o melhor artilheiro espanhol: Mikel Oyarzabal, que é considerado o principal pilar ofensivo da Real Sociedad nesta temporada.

A fragilidade da Bulgária poderia ter levado a mais mudanças, mas as lições do treinador da Espanha se baseiam no princípio de que a zona de conforto não deve ser alterada no início. O atacante do Porto marcou, embora não estivesse em seu melhor momento. Ele não retornou para o segundo tempo, sendo substituído por Borja Iglesias. A Espanha ainda não achou um atacante de descendência nigeriana, tampouco seu substituto — mas com ele o jogo fluiu mais, tinha cara de jogo reconhecível.

Após a vitória contra a Bulgária, a Furia Roja volta a campo em 15 de novembro, em Tbilisi, diante da Geórgia — com a nova camisa que será obrigatória na Copa do Mundo de 2026, realizada no Canadá, Estados Unidos e México. O duelo em Valladolid será lembrado como a despedida da camisa que a Espanha usou ao conquistar a Eurocopa em 2024, após vencer a Inglaterra na final, em Berlim — a camisa de seu quarto título europeu. A camisa do gol de Oyarzabal, do cabeceio de Merino em Stuttgart, da estreia de Lamine Yamal. Uma peça para o museu. Para voltar a erguer a taça mundial após 15 anos, o país é apontado como uma dos favoritas, ao lado de França, Argentina, Portugal e Inglaterra.

Foto: Getty Images

Espanha surge como favorita e exibe talento pronto para conquistar a Copa do Mundo

Em uma fase de equilíbrio entre juventude e experiência, a seleção espanhola vive momento de confiança e amadurecimento. De acordo com o jornal Marca, a ideia de que a Espanha tem talento e está pronta para vencer o Mundial reflete o otimismo crescente em torno da Furia Roja.

Uma nova espinha dorsal

A Espanha tem conseguido manter sua identidade de posse e criatividade mesmo com ausências no elenco. Luis de la Fuente demonstra habilidade ao mesclar jovens com nomes já consagrados, reforçando a noção de que a força do grupo vai além da dependência de um único craque. Essa coerência se evidencia no fato de que, mesmo com alterações na escalação, o estilo de jogo permanece — prova de que o time já tem DNA próprio, não apenas nomes reverenciados.

Pedri: foco das atenções espanholas

Um dos nomes mais citados nas análises é Pedri. Ele aparece como aquele que pode  e talvez deva ser o “coração criativo”, do meio-campo da Espanha. Segundo reportagem do jornal Marca, a partir de sua influência, “coisas possíveis” ganham espaço, ou seja, sua presença pode fazer a diferença em partidas decisivas.

E esse reconhecimento não surge por acaso. Em confronto recente contra a Geórgia, Pedri esteve envolvido em jogadas ofensivas decisivas, fez passes de ruptura e provocou faltas que quase resultaram em gol (como o pênalti sofrido por Ferran Torres). Durante o jogo, a torcida o ovacionou constantemente. Ao deixá-lo em campo até a substituição, o aplauso final refletiu o reconhecimento coletivo de sua importância.

Reconhecimento externo e reafirmação interna

Não apenas na Espanha se fala do potencial do time. Técnicos adversários, como Willy Sagnol, reconheceram a superioridade: “Espanha joga em outro planeta”, disse ele após a derrota da Geórgia, ressaltando que poucos times alcançam o nível dos espanhóis. Por sua vez, De la Fuente mantém discurso equilibrado: enaltece o grupo pelo comprometimento e capacidade de superação, mas reforça que os próximos desafios serão ainda mais exigentes.

Um olhar para o futuro

Se a Espanha realmente está “pronta” para vencer a Copa do Mundo de 2026, que será disputada no Canadá, EUA e México, ainda é cedo para decretar. Porém, há sinais promissores:

  • A constância de resultados, mesmo quando o time precisa se adaptar a desfalques.

  • A coesão que se mantém mesmo com trocas na escalação.

  • O surgimento — ou consolidação — de peças com capacidade de desequilíbrio, como Pedri e outras revelações.

  • Um ambiente de expectativa e confiança, mas também de exigência interna: nada será dado, tudo deverá ser conquistado dentro das quatro linhas.

Conclusão

Em suma, o cenário aponta para uma Espanha que, mais uma vez, quer subir ao topo. Se a Furia Roja conseguirá transformar talento e ambição em taça, só o tempo e o desempenho nas fases decisivas dirão.

Foto: AFP/Getty Images

Espanha iguala recorde de sua melhor fase histórica

Com a vitória desta terça, a Espanha alcançou 24 triunfos e cinco empates consecutivos — totalizando 29 partidas invictas em confrontos oficiais, sem considerar amistosos. Esse é o maior período sem derrotas da seleção desde a era vitoriosa de Vicente del Bosque. Entre 2010 e 2013, desde a segunda rodada da Copa do Mundo até a final da Copa das Confederações contra o Brasil, a Furia permaneceu invicta naquela era marcada por Xavi, Andres Iniesta, Xabi Alonso e tantos craques.

A sequência atual teve início em 2023, época em que Luis de la Fuente assumia o comando e enfrentava pressão após a derrota para a Escócia nas Eliminatórias para a Euro 2024. Neste ciclo, a Espanha venceu a UEFA Nations League, conquistou a Eurocopa e foi vice na Nations novamente — perdendo apenas nos pênaltis após empate no tempo normal. Se incluirmos amistosos, a invencibilidade é de 24 partidas, já que os espanhóis foram derrotados pela Colômbia em março de 2024.

(Foto: Getty Images)