A chegada de Estêvão ao Chelsea já deu frutos, e o principal indicativo disso é a linda relação do brasileiro com a torcida dos Blues. Desde que desembarcou em Londres nesta temporada, o ponta-direita caiu nas graças da equipe e dos fãs de Stamford Bridge, o que também gerou alguns questionamentos. O principal deles? A baixa minutagem do ex-Palmeiras em campo.
Por outro lado, enquanto surgem críticas ao modo como Enzo Maresca tem trabalhado, o italiano demonstra calma e confiança. Nada de pressa: ele quer lapidar, com paciência, o diamante chamado Estêvão. A maneira como o técnico tem administrado os minutos do craque de 18 anos pode ser justamente o que o transformará em um nome lendário em Stamford Bridge, e não em mais uma promessa que se perdeu no caminho.
A chegada de Estêvão ao Chelsea
Estêvão chegou ao Chelsea antes da temporada 2025/26, custando 45 milhões de euros após encantar o mundo vestindo a camisa do Palmeiras. E o investimento já começa a se justificar: em 14 partidas oficiais, ele soma três gols e uma assistência, incluindo o gol da vitória contra o Liverpool nos acréscimos, um momento que cria ídolos instantâneos na Premier League.
Com dribles curtos, explosão e a típica ousadia brasileira, o jovem talento rapidamente começou a ser comparado a Eden Hazard, o eterno camisa 10 do Chelsea. A empolgação é tanta que cada jogo em que Estêvão não começa como titular é recebido com uma mistura de frustração e impaciência.
Mas há um plano por trás da calma de Maresca.
O plano de Enzo Maresca
Mesmo com o brasileiro já sendo um dos queridinhos da torcida, Maresca só o escalou como titular em quatro partidas da Premier League até agora. No total, Estêvão soma cerca de 541 minutos em campo, algo que irrita parte dos fãs, especialmente nas redes sociais.
Na vitória sobre o Tottenham, por exemplo, muitos torcedores não se contentaram apenas com o triunfo no clássico londrino e criticaram o treinador por colocar o ex-Palmeiras em campo apenas aos 40 minutos do segundo tempo. Maresca, porém, segue firme na sua estratégia: proteger o jovem talento e evitar qualquer risco de “queimá-lo” antes da hora.
O técnico sabe que a adaptação à Premier League é brutal, física e mentalmente. E exemplos recentes mostram o perigo da exposição precoce. Bukayo Saka, do Arsenal, virou titular absoluto aos 19 anos e hoje sofre com lesões recorrentes. Lamine Yamal, do Barcelona, já passou dos 115 jogos como profissional e, com apenas 18 anos, lida com uma pubalgia que o afasta de partidas importantes.
Maresca quer evitar que o mesmo aconteça com Estêvão. Além disso, o italiano sabe que uma queda natural de rendimento, comum em jovens, poderia rapidamente virar munição para críticas, algo bem comum no futebol brasileiro, aliás.
O histórico e a maturidade do brasileiro
Antes mesmo de chegar à Inglaterra, Estêvão já havia acumulado 83 partidas como profissional pelo Palmeiras — um número impressionante para quem ainda nem completara 18 anos. Ou seja, o garoto já vinha de uma sequência intensa, e o Chelsea tem todo o interesse em oferecer um período de adaptação gradual ao ritmo pesado da Premier League.
Isso não significa falta de confiança pelo contrário. Maresca já elogiou o brasileiro diversas vezes, destacando sua maturidade, entendimento tático e vontade de aprender. A comissão técnica vê em Estêvão um potencial de estrela mundial, e o plano é construir esse caminho com paciência e estratégia.
Outro ponto que ajuda é a profundidade do elenco: Pedro Neto, Alejandro Garnacho e Jamie Gittens disputam espaço direto com o jovem. Isso permite que Maresca administre o tempo de Estêvão sem prejudicar o desempenho da equipe, especialmente em uma temporada com múltiplas competições.
O exemplo de Vinícius Júnior e Rodrygo
Quer prova de que o plano funciona? Basta olhar para o Real Madrid. Vinícius Júnior e Rodrygo começaram suas trajetórias no banco, ganhando minutos aos poucos, adaptando-se ao futebol europeu e evoluindo com calma. Hoje, ambos são protagonistas em um dos maiores clubes do planeta.
O Chelsea e Maresca parecem seguir o mesmo roteiro. E, se tudo correr como planejado, Estêvão pode se tornar o rosto de uma nova era em Stamford Bridge e ele já dá sinais disso com atuações decisivas.
O futuro de Estêvão
O valor de mercado do brasileiro já ultrapassa 70 milhões de euros, e tudo indica que esse número vai subir ainda mais. Aos 18 anos, ele já mostrou talento, carisma e potencial para se tornar um dos grandes nomes do futebol europeu.
Agora, tudo o que precisa é de tempo, e Maresca está garantindo exatamente isso. O Chelsea não precisa de mais um jovem queimado antes da hora, e sim de uma estrela consolidada, pronta para brilhar por uma década.
Então, torcedor do Chelsea, a mensagem é simples: confie no processo. Estêvão está no caminho certo, e Enzo Maresca está guiando esse caminho com a precisão de quem sabe que está lapidando um diamante raro.
Foto: Divulgação/Chelsea