O Estádio Jorge Luis Hirschi será o palco de um Estudiantes x Flamengo que causa enorme expectativa para o confronto desta quarta (29). Menos de um ano após o último embate entre ambas equipes, o cenário para o duelo desta semana na fase de grupos da Copa Libertadores revela transformações profundas em ambos os lados. Enquanto o rubro-negro busca consolidar sua hegemonia continental sob comando de Leonardo Jardim, o “Pincha” tenta se reinventar após perdas estruturais em seu elenco e comando.
O clima de revanche paira no ar depois da enorme eliminatória que ambos travaram na temporada anterior, mas os protagonistas mudaram. A saída de figuras emblemáticas e a oscilação de desempenho nas ligas nacionais transformaram o que seria um “repeteco” em um desafio taticamente imprevisível para os treinadores.
Estudiantes possui muitas mudanças em relação à 2025
O Estudiantes que o Flamengo enfrentará não conta mais com sua principal referência técnica e moral. A saída de José Sosa, o experiente capitão e mentor intelectual do meio-campo argentino, deixou uma lacuna que a diretoria de Juan Sebastián Verón ainda luta para preencher. Sem o “Principito”, a equipe perdeu a capacidade de controlar o ritmo das partidas, tornando-se um time mais físico, porém menos cerebral.
Apesar de figurar na parte de cima da tabela da Liga Profissional Argentina, analistas locais alertam para uma liderança que não reflete essencialmente o desempenho preocupante do Estudiantes em 2026, um time que tem conquistado pontos em jogos onde é dominado, dependendo excessivamente de bolas paradas e de falhas adversárias.
Diferente do ferrolho de 2025, que tinha um excelente comportamento tático sob comando de Eduardo Domínguez (atual treinador do Atlético), o sistema defensivo atual sofre com a transição lenta, um ponto que o ataque veloz do Flamengo promete explorar e ser fatal quando tiver as oportunidades de transição.
Enquanto isso no Flamengo, a base titular da equipe foi mantida em relação à temporada passada, mas com a saída do técnico Filipe Luís e a adição de reforços pontuais que elevaram a estatura física do meio-campo. O Mengão também adotou uma postura mais pragmática em jogos na altitude ou em campos hostis como o de La Plata, priorizando a manutenção da posse de bola para “esfriar” a pressão dos hinchas.
Flamengo enfrentará gramado ruim e território hostil
O Flamengo desembarca na Argentina para enfrentar o Estudiantes em um cenário que promete testar não apenas o futebol, mas a resiliência física e mental do elenco rubro-negro. O Estádio Jorge Luis Hirschi, conhecido como “UNO”, apresenta condições que preocupam a delegação brasileira.
As dificuldades começam antes mesmo do apito inicial, pois o setor de visitantes segue sendo operado em um formato improvisado, aumentando o clima de pressão característico das noites de Libertadores em La Plata. Ou seja, potencializando a pressão pela proximidade das arquibancadas da torcida local e pelas condições estruturais oferecidas ao clube carioca.
No entanto, a maior preocupação está em relação à um gramado visivelmente castigado antes da bola rolar, trazendo inclusive preocupações para possíveis lesões. Por fim, há também o fato de adaptações logísticas de última hora terem sido feitas para recepção dos brasileiros, deixando o ambiente ainda mais tenso.
Imagem: Conmebol