Em polêmica que dura anos entre o UFC e ex-lutadores, Fabrício Werdum, Lyoto Machida, Miguel Torres e Bethe Correia se mostraram a favor do processo antitruste contra o UFC.
Um total de 51 lutadores se mostraram a favor do acordo proposto que finalizaria o acordo com o caso que envolve a entidade.
Segundo o ‘Globo Esporte’, o UFC havia chegado a um acordo de US$ 375 milhões para encerrar o processo, que foi aberto em 2014 por lutadores que já competiram na organização, entre eles Cung Le.
De acordo com a publicação do site, um acordo inicial de US$ 335 milhões para o processo envolvendo lutadores que atuaram no evento entre 2010 e 2017, e outro seria para lutadores de 2017 em diante. Porém ele foi rejeitado por um juiz, em julho, que remarcou a continuidade do caso para o dia 3 de fevereiro de 2025.
Já segundo o jornalista John S. Nash, um novo acordo, que cobriria apenas os lutadores de 2010 a 2017, volta a ser negociado. Cerca de 56 atletas escreveram cartas solicitando que o juiz aprovasse, garantindo a eles um alívio financeiro.
Um novo processo contra com mais 51 lutadores, incluindo ex-campeões do UFC. Em suas cartas, os atletas detalham problemas cerebrais até um pescoço quebrado como lesões sofridas enquanto lutavam.
Fabrício Werdum
Na carta de Fabrício Werdum, o lutador revelou os danos que sofreu em sua carreira como lutador.
“Enquanto lutava pelo UFC, sofri muitas concussões. Temo que durante minha carreira eu tenha sofrido traumatismo cranioencefálico (TCE) e esteja percebendo sintomas comuns com TCE e CTE (encefalopatia traumática crônica), incluindo irritabilidade, raiva, ansiedade, insônia e perda de memória”, escreveu Fabrício Werdum.
Tenho muitas lesões e cicatrizes no meu cérebro, e tenho um cisto que está localizado centralmente no meu cérebro, tornando a cirurgia até agora impossível. Eu monitoro esse cisto com exames semestrais para determinar se ele está crescendo. Até o momento, nenhum tratamento para CTE foi encontrado. Isso realmente seria um dinheiro transformador para mim e para outros membros da classe. Esses fundos também permitiriam que eu e minha família terminássemos a construção de nossa casa no Brasil”, completou Fabrício Werdum.