Dorival Júnior
Futebol Seleção Brasileira

As falhas táticas de Dorival Júnior na derrota do Brasil para a Argentina

A derrota do Brasil por 4 a 1 para a Argentina nas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2026 expôs graves falhas táticas no esquema de Dorival Júnior. O técnico brasileiro viu sua equipe ser dominada do início ao fim, sem conseguir impor seu estilo de jogo e deixando espaços que foram bem explorados pelos argentinos.

A Scaloneta argentina fez parecer fácil contra o Brasil. Com um meio de campo muito conciso que fazia um box to box quase perfeito, os brasileiros não tiveram respostas, e muito disso cai nas costas de Dorival, que não conseguiu adaptar durante a partida, e nem durante as eliminatórias inteiras.

Por isso, vamos citar as principais falhas táticas de Dorival na derrota, e apresentar como as melhorias poderiam ter acontecido com alguns ajustes e visão de jogo.

Confira as principais falhas táticas de Dorival Júnior na derrota brasileira para a Argentina:

1. Falha na pressão e espaços no meio de campo

Um dos maiores problemas do Brasil foi a falta de um padrão definido de pressão. A equipe tentou pressionar a saída de bola da Argentina, mas de maneira desorganizada, permitindo que os argentinos escapassem facilmente. Os volantes ficaram muito presos à frente da área, sem subir para pressionar os meias adversários. Isso criou um enorme buraco no meio-campo, facilitando a vida de De Paul, Mac Allister e Enzo Fernández, que tiveram liberdade para organizar o jogo sem serem incomodados.

Além disso, os atacantes brasileiros não conseguiam sincronizar a pressão, deixando-a muito espaçada e permitindo que os defensores argentinos tivessem opções de passe para escapar da marcação. Essa desconexão fez com que o Brasil perdesse muitas divididas e não conseguisse recuperar a posse no campo ofensivo.

2. A má utilização de Matheus Cunha e Joelinton

Dorival escalou Matheus Cunha e Joelinton de maneira que não aproveitou o que cada um faz de melhor em seus clubes. No Wolverhampton, Cunha atua como um atacante que se movimenta bastante e ajuda na construção das jogadas. No entanto, contra a Argentina, ele foi posicionado como um centroavante mais fixo, o que reduziu sua participação no jogo e o deixou isolado na frente..

Já Joelinton, no Newcastle, é um meio-campista que constantemente invade a área adversária e oferece uma presença física ofensiva. Contra a Argentina, porém, ele ficou muito preso à marcação e não conseguiu exercer sua característica chegada surpresa ao ataque. Sem explorar o potencial desses dois jogadores, o Brasil perdeu força no setor ofensivo e teve poucas chances claras.

3. Proteção frágil à defesa

Mesmo com os volantes recuados, a proteção da defesa foi falha. O Brasil deixou espaços na entrada da área, permitindo que a Argentina finalizasse com facilidade. Esse problema foi visível no segundo gol, em que a Argentina teve liberdade para carregar pelo meio e teve vantagem numérica em todas as ações perto da área do Brasil, principalmente contra Wesley na direita. Isso foi uma tônica da partida, onde os defensores frequentemente se viam isolados.

Outro ponto crítico foi a transição defensiva. Quando a Argentina acelerava o jogo, o Brasil não conseguia recompor rapidamente, deixando buracos entre a defesa e o meio-campo. Isso facilitou os ataques argentinos e expôs ainda mais as dificuldades da Seleção.

4. Falta de adaptação durante o jogo

Dorival Júnior também falhou em fazer ajustes táticos ao longo da partida. Mesmo vendo que sua equipe estava sendo dominada no meio-campo, ele demorou para mudar a formação ou reforçar o setor. A insistência em manter um esquema que não funcionava acabou facilitando ainda mais o jogo da Argentina, que explorou as fraquezas brasileiras com eficiência.

Além disso, as substituições feitas por Dorival não tiveram impacto. A entrada de atacantes não ajudou a equipe a pressionar melhor, e a falta de um meio-campo mais combativo continuou permitindo que os argentinos ditassem o ritmo do jogo sem dificuldades.

Os problemas da Seleção nas eliminatórias

Essa derrota não foi apenas um tropeço isolado, mas um reflexo dos problemas da Seleção Brasileira nas Eliminatórias. Com cinco derrotas em 14 partidas, o Brasil está longe de ter uma campanha convincente. Embora a mudança no formato da competição facilite a classificação para a Copa do Mundo, o desempenho preocupa, especialmente contra seleções mais fortes.

Se Dorival Júnior não encontrar soluções rapidamente, o Brasil pode ter dificuldades não apenas para garantir uma vaga no Mundial, mas também para chegar à competição com um time competitivo. A goleada sofrida diante da Argentina serve como um alerta de que ajustes táticos são urgentes.