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Filipe Luís dá aula de recuperação no Flamengo, eleva o nível do elenco e chega à final da Libertadores com várias opções

O Flamengo de Filipe Luís vive um momento interessantíssimo após tomar a liderança do Palmeiras no Brasileirão e se aproximar ainda mais da conquista do campeonato nacional. Ao mesmo tempo em que tem brilhado dentro das quatro linhas, é necessário evidenciar o trabalho do treinador na recuperação de múltiplas peças do elenco. Mesmo com a chegada de estrelas no meio da temporada, ele conseguiu manter uma disputa intensa pela titularidade.

É claro que todos desejam estar no time titular, mas o melhor dessa história é ver a garra dos profissionais, que dão tudo de si pela oportunidade de iniciar os 90 minutos com a camisa rubro-negra. Havia a crença de que alguns atletas perderiam espaço devido às chegadas de Samuel Lino, que estava no Atlético de Madrid, de Saúl, vindo de um nível europeu, e de Emerson Royal, que compartilha da mesma realidade.

Só que, quando a bola rola no Brasil, a história pode ser bem diferente. O nome tem impacto, mas, se não estiver entregando, será naturalmente ultrapassado por quem está disposto a lutar por seu lugar. Não se trata de “passar por cima” de companheiros, isso não faria sentido, mas de competitividade. Por conta desse ambiente, o Flamengo tem brilhado no Brasileirão e na Copa Libertadores, e esse momento só é possível graças às escolhas de Filipe Luís.

Virada de chave no Flamengo

Ao observar o desempenho dos jogadores do Flamengo há alguns meses, era notável que Everton Cebolinha estava completamente escanteado. Em inúmeras oportunidades nesta temporada, já se falava sobre uma saída iminente do ponta ao término da campanha, ainda mais pela boa relação que tem com o Grêmio. Entretanto, ele resolveu aparecer na reta final, justamente quando o time possui grandes compromissos pela frente.

A equipe rubro-negra não tem uma presença fixa no lado esquerdo, mas agora conta com muitos nomes interessantes. Lino teve um início desconcertante no Brasil, mas sofreu uma queda de rendimento, técnica e mental, cujo início não é totalmente claro, mas é visível. Assim, perdeu espaço nas mãos de Filipe Luís, enquanto Jorge Carrascal cresceu de forma exorbitante.

O colombiano, contratado para suprir as ausências de Arrascaeta, chegou com o pé na porta e se tornou peça importantíssima. Mesmo assim, não é presença garantida como titular na final da Libertadores, porque Cebolinha voltou a entregar alto nível justamente nesta fase decisiva, causando dúvidas positivas em Filipe Luís na hora de montar o Flamengo para enfrentar o Palmeiras em Lima.

Além desses nomes, o técnico foi capaz de elevar o nível de Guillermo Varela. Muitos atletas sentem a pressão da chegada de reforços e caem de produção. Não foi o caso do uruguaio: ele aceitou o banco, absorveu a realidade e entregou seu melhor. Hoje, é uma das peças mais confiáveis do time, tanto ofensiva quanto defensivamente, e tem tudo para ser titular.

Outro jogador que chega com moral para essa final é Bruno Henrique. Diante da lesão de Pedro, o camisa 27 se apresenta como o principal nome para iniciar o confronto. Seus últimos jogos fortalecem ainda mais essa possibilidade, muito mais do que seria no meio do ano. O ex-ponta tem decidido partidas, como ocorreu contra o Atlético-MG, na última terça-feira, sendo fundamental na movimentação ofensiva do Flamengo na busca pelo título.

Flamengo tem outras boas notícias

Além das boas respostas entre os titulares, a melhora de Evertton Araújo também merece destaque. O volante, muito criticado nesta temporada pelo fato de não possuir o mesmo nível de seus concorrentes na posição, fez dois bons jogos consecutivos antes da final em Lima. Com certeza isso aumenta sua confiança para o caso de ser utilizado.

Assim como Evertton, outros nomes podem ser lembrados. Juninho e Wallace Yan receberam oportunidades recentes, mesmo que pequenas, para mostrar seus pontos positivos. Juninho chegou a marcar um gol importante contra o Vitória, enquanto Wallace voltou a ter minutagem, como no jogo diante do Atlético-MG, na Arena MRV.

Eles estão longe de serem protagonistas, mas, em uma partida que pode se estender e sempre permite heróis improváveis, é importante lembrar dessas peças.

Foto: Liamara Polli / AGIF