O Flamengo deixou uma péssima impressão na torcida depois da derrota acachapante sofrida contra o Red Bull Bragantino e precisava dar uma resposta na medida para o torcedor em jogo válido pela 10ª rodada do Brasileirão diante do Santos. A atuação deixou a desejar novamente principalmente na etapa inicial, mas a necessidade de um resultado favorável com quase 70 mil torcedores presentes foi correspondida, com a vitória de 3 a 1 conquistada diante do Peixe.
Flamengo precisou buscar resultado no segundo tempo
A etapa inicial foi marcada por um domínio territorial claro do Flamengo, sustentado por uma estrutura base em 4-2-3-1. A equipe carioca registrou posse superior (cerca de 60%) e alta precisão de passes, empurrando o Santos para trás, mas havia um problema notável na ocupação dos espaços entrelinhas. O trio ofensivo (com Giorgian De Arrascaeta centralizado e Jorge Carrascal e Samuel Lino abertos) encontrava dificuldades diante do 4-1-4-1 santista, que protegia bem o corredor central.
Sem infiltrações consistentes, o Flamengo circulava a bola, mas criava pouco. O Santos, por sua vez, aceitava o cenário: bloco médio-baixo, linhas compactas e transições diretas buscando Lautaro Díaz. Essa foi a tônica do jogo até que o roteiro se altera logo no início do segundo tempo. Em transição rápida, Lautaro Díaz marca um golaço de fora da área, explorando o espaço nas costas da linha defensiva rubro-negra, escancarando o principal risco do modelo do Flamengo: linha alta + perda de bola mal protegida.
Leonardo Jardim pode ter sofrido críticas por causa do comportamento do Flamengo durante o primeiro tempo, mas o técnico do Flamengo mostrou capacidade para corrigir falhas. Com maior agressividade dos laterais, aproximação maior entre meias e extremos e um ataque mais direto à última linha, reduzindo a circulação estéril, o rubro-negro se estabilizou na partida.
O empate nasce justamente da mudança estrutural, pois o Flamengo passou a explorar amplitude com mais frequência, abrindo o bloco santista. Em cruzamento pela direita, Pedro vence no jogo aéreo e faz 1 a 1. Aproveitando um recuo maior do Santos, o Mengão assumiu o controle da partida aumentando mais o volume ofensivo, tendo uma circulação de bola mais ofensiva na área. A virada vem em pênalti sofrido por Arrascaeta e convertido por Jorginho, premiando a ocupação constante da área adversária
Com a vantagem, o Flamengo consolidou seu controle, e a entrada de Lucas Paquetá adicionou mobilidade e agressividade na meia-lua, justamente de onde sai o terceiro gol, em finalização de média distância após jogada construída pela direita. Com superioridade numérica no campo ofensivo, o Mengão segurou sua vitória, enquanto o Santos esteve limitado à bolas longas e transições muito esporádicas.
Flamengo ainda precisa melhorar com Jardim
Com Pedro como referência e infiltrações constantes, o Flamengo passou a ocupar melhor a zona de finalização, algo ausente no primeiro tempo, e isso precisará ser explorado para jogos futuros, enquanto o Santos apresentou um plano coerente sem bola, mas limitado: conseguiu ferir em transição, porém não sustentou o resultado diante da pressão contínua. Contudo, apesar do resultado favorável, o rubro-negro precisa ficar mais atento à proteção defensiva e ao comportamento sem bola dos jogadores.
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